sábado, 12 de dezembro de 2009

Truculência, Burrice e Despreparo - Parte 2


O post que segue é um comentário feito po Saulo Said no post anterior. Tomei a liberdade de reproduzi-lo pela coerência e boa argumentação.

Existem alguns pontos sobre a onda de protestos contra o governador Arruda que precisam ser entendidos mais detalhadamente.


Em primeiro lugar considero que a situação é gravíssima e que são fortes as evidências de corrupção praticadas pelo governador e pelo alto escalão do executivo e por membros do legislativo.


Porém, será só contra corrupção que os manifestastes lutam? A cúpula do DCE da UnB que, como todos sabem, é petista, não se mobilizou com o mesmo ímpeto contra o escândalo do mensalão do PT. A corrupção é de fato um dos grandes desafios que a democracia brasileira precisa superar. Mas combater a corrupção é combatê-la onde quer que ela se manifeste e não apenas quando os envolvidos são de um partido opositor.


O mensalão do PT foi muito mais grave , pois envolvia a cúpula do partido em escândalos de financiamento ilícito de campanha, fraude em licitações com a SMP&B e a compra de parlamentares de oposição. Isso sem falar que o sr. Duda Mendonça, "marketeiro" da campanha de Lula recebeu dinheiro de caixa 2.


Mudando o objeto de análise (mas não de assunto), gostaria de tratar da crença messiânica dos manifestastes. Gritar "Fora Arruda" não resolve o problema e nem ajuda a resolver. Todos estão apressados em ver o ex-democratas fora do governo, mas o sadio funcionamento do processo democrático pressupõe apuração, acusação, defesa e julgamento.


Se tudo isso demora e os manifestastes não suportam esperar, isso mostra que eles estão comprometidos com uma democracia totalitária, onde não existe lei, liberdade ou Estado de Direito. Pensam que a simples vontade deve derrubar quaisquer procedimentos jurídicos (considerados lentos e burocráticos), esquecendo-se de que o mundo já experimentou os resultados desastrosos desse tipo de Democracia (vide totalitarismo).


A evidência de que o Governador, secretários e parlamentares infringiram a lei não dá aos manifestastes o direito de fazerem o mesmo. Trancar uma avenida é uma decisão séria que não cabe a um grupo de 1.600 pessoas. Protestar é um direito, mas não é um direito soberano que esmaga quaisquer outros direitos de outras pessoas.


E, para entrar no último assunto, gostaria de lembrar que a forma como os atuais protestos vem sendo conduzidos apenas sangram a imagem política de Arruda (o que é conveniente a certos partidos), muito embora pouco contribua para a sua saída. Um movimento contra a corrupção deveria encontrar alternativas para sanar o grave impasse político instalado no momento. Caberá a uma câmara legislativa composta por envolvidos no escândalo a tarefa de julgar a perda do mandato dos seus, do governador e do vice-governador. O que fazer diante do problema?


Usar a coerção para intimidação dos parlamentares, ou ocupar a Câmara legislativa não são soluções. A sociedade brasileira não é muito receptiva a esse tipo de radicalismo, ainda que concordem com a demanda. Caso os manifestastes encontrem uma solução jurídica para o problema, que tenha respaldo na legislação brasileira, ai sim conseguiríamos algum resultado. De posse de uma solução jurídica factível, poderíamos nos organizar para levá-la adiante.


Até o momento, o movimento "Fora Arruda" é apenas a manifestação de repúdio, cujos métodos de ação têm sem mostrada tão pouco republicanos quanto os dos envolvidos no escândalo de corrupção.


A polícia, por sua vez, foi truculenta , mas isso não significa que os manifestastes estejam certos. Ambos se excederam no gozo de suas prerrogativas. E se bem conheço os alunos da UnB, não duvido que muitos tenham insultado os policiais ou tenham se mantido parados diante do avanço da polícia. O sonho de ser um mártir, um perseguido, um oprimido é motivo de orgulho para muitos de nossos colegas. Confere a eles um sentido de viver, uma certa importância política e a glória pela "luta".

14 comentários:

Deco disse...

Em um próximo post apresentarei meu testemunho da situação e, como bem colocou o Saulo, meu questionamento em terem fechado o Eixão.

rodrigoandrade disse...

Achei a exposição extremamente lúcida e bem fundamentada. Compartilho integralmente da mesma opinião.

Parabéns pelo post!

Rafael Taveira disse...

Onde estava todo esse empenho do movimento estudantil, CUT e afins há alguns anos atrás? Essa é uma boa pergunta, porém com uma péssima resposta.

João Telésforo disse...

1. Sou estudante de Direito e Coordenador do DCE UnB. Em 9 semestres de curso e de Brasília, a única vez que fui a um ato público fora da UnB foi para uma passeata CONTRA O MENSALÃO DO GOVERNO LULA, em 2005.

Estou na França neste semestre, mas tenho acompanhado atentamente a ação do DCE na luta Fora Arruda, e me orgulho dela (daqui, tenho ajudado só pela internet).

2. O DCE publicou uma nota pública contra as suspeitas de corrupção da UNE, consequência, nos termos da nota, do "fato de que há mais de 20 anos um mesmo grupo, que a preside, está no poder". E segue assim: "A direção majoritária da UNE contribui diretamente para que a entidade fique cada vez mais afastada da realidade do estudante, que a entidade seja muito mais uma instância burocrática do governo". (www.dce.unb.br)

Nosso grupo não existia na época do mensalão do PT, mas existe hoje e se manifesta de forma inegociável em favor da ética e da democracia. Critica igualmente e explicitamente o GDF, que é de direita, e a direção da UNE, que dá sustentação ao governo Lula e em tese é de esquerda. Nosso objetivo não é apoiar nem atacar governo ou partido nenhum, mas agir em defesa da cidadania, segundo o que prescreve, aliás, o estatuto do DCE.

3. A Aliança pela Liberdade afirma que é um grupo que não trata de questões políticas de fora da universidade, não é? É ou não é? Porque o que eu vejo aqui é uma série de manifestações criticando a esquerda, a CUT, o PT e atos do movimento Fora Arruda (que são coisas MUITO distintas umas das outras, embora o PT componha tanto a esquerda com o Fora Arruda, junto com outros grupos e estudantes e outros cidadãos apartidários). Ah tá, então o "não se manifestar politicamente" do Aliança pela Liberdade é seletivo, né? Hummm. Curioso é que eu procurei no blog e no site do DCE e não achei NENHUM texto criticando "a direita" nem o DEM nem os colegas que são de direita. Mas apartidária é a Aliança pela Liberdade, claro.

4. Eu espero e na verdade imagino mesmo que muitas das pessoas que constam como apoiadores do "Aliança pela Liberdade" não concordem com esses ataques seletivos. Gostaria de convidá-los a refletirem sobre o sentido de participarem de um grupo que usa um discurso de neutralidade para se pronunciar sempre atacando posições, grupos e ações de esquerda.

5. Lê-se no post: "O sonho de ser um mártir, um perseguido, um oprimido é motivo de orgulho para muitos de nossos colegas. Confere a eles um sentido de viver, uma certa importância política e a glória pela 'luta'".

Eu não compreendo por qual razão um grupo de estudantes, como o "Aliança pela Liberdade", apóia esse tipo de ataque pessoal leviano e injustificado contra a ação de outros estudantes. Discordar do meio de ação e criticá-lo é evidentemente legítimo, e discordâncias são legítimas e com elas lidamos pelo debate. Mas, ofender gratuitamente, com base em pseudopsicologia barata... Pra quê?

Quando eu e dois colegas de turma fomos para a passeata contra o mensalão do PT, em 2005, o que nos movia era um fortíssimo sentimento de indignação. Não buscávamos nem ser mártires, nem perseguidos, nem oprimidos (e felizmente não o fomos). Tampouco procurávamos "glória" ou "importância política": éramos anônimos em meio a uma multidão, não fazíamos parte de grupo político nenhum, nem sequer do nosso CA. Eles, aliás, jamais vieram a participar de qualquer grupo político strictu sensu até hoje. Acrescento, para combater preconceitos estúpidos contra a militância política, que eram e são ambos estudantes dedicadíssimos - agora dois jovens formandos em Direito, um deles aprovado em concorrido concurso para técnico legislativo do Senado, o outro para fazer mestrado em Direito na USP. Não buscavam ganhos pessoais, senão o inestimável ganho pessoal de participar de uma república democrática. Nada diferente do que move os manifestantes que lutam hoje contra a corrupção das instituições do DF.

João Telésforo disse...

A luta pela justiça e pela cidadania constitui, sim, um motivo de viver para muitos de nós, cidadãos indignados com a corrupção e a privatização do espaço público e das instituições republicanas. Não são os manifestantes que se colocam contra as instituições democráticas: eles sabem que é preciso que a cidadania ativa, instituinte,
pressione os poderes instituídos a cumprirem seu papel constitucional e democrática.

Castro Alves, o jovem poeta republicano abolicionista :

“O POVO AO PODER

Quando nas praças s’eleva
Do Povo a sublime voz…
Um raio ilumina a treva
O Cristo assombra o algoz…

(...)
A praça! A praça é do povo
Como o céu é do condor
É o antro onde a liberdade
Cria águias em seu calor!

Senhor!… pois quereis a praça?
Desgraçada a populaça
Só tem a rua seu…
Ninguém vos rouba os castelos

Tendes palácios tão belos…
Deixai a terra ao Anteu.

(...)
A palavra! Vós roubais-la
Aos lábios da multidão
Dizeis, senhores, à lava
Que não rompa do vulcão.
Mas qu’infâmia! Ai, velha Roma,
Ai cidade de Vendoma,
Ai mundos de cem heróis,
Dizei, cidades de pedra,
Onde a liberdade medra
Do porvir aos arrebóis.

Dizei, quando a voz dos Gracos
Tapou a destra da lei?
Onde a toga tribunícia
Foi calcada aos pés do rei?
Fala, soberba Inglaterra,
Do sul ao teu pobre irmão;
Dos teus tribunos que é feito?
Tu guarda-os no largo peito
Não no lodo da prisão.(...)

Mas embalde… Que o direito
Não é pasto de punhal.
Nem a patas de cavalos
Se faz um crime legal…
Ah! Não há muitos setembros,
Da plebe doem os membros
No chicote do poder,
E o momento é malfadado
Quando o povo ensangüentado
Diz: já não posso sofrer.
(...)"

Deco disse...

João, como diz o primeiro post, falar sobre a manifestação foi uma exceção frente ao que observei no ato. Não há postura da Aliança sobre o assunto. Este post em que vc comenta eh um comentario ao post anterior, q por um acaso eh um testemunho de alguem q nunca deve ter ouvido falar na Aliança e tb foi divulgado em varios outros lugares, acredito q ateh no site do DCE.

Novamente, onde há ataques ao PT ou CUT, além dos posts sobre a manifestacão, q, como dito, nao expressam opiniao da Aliança? nao ha mt mais ataques a PM e ao gov Arruda?

Sobre o ponto 5, por exemplo, nao concordo com o autor, mas ainda assim publiquei. Peço perdao se o decepcionei por nao ter usado do meu poder de censura.

Deco disse...

Alias, como jah dito:

É em consonância com a liberdade de manifestação e expressão assegurada por nossos princípios e em solidariedade aos colegas de UnB que sofreram flagrante violência por parte da Polícia Militar do Distrito Federal que reproduzo depoimento de uma colega e, posteriormente, manifesto minhas impressões a respeito da experiência que vivi na data de hoje.

Anônimo disse...
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Deco disse...
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Saulo Said disse...

Caro Telésforo, eu não comentaria a sua crítica caso não estivesse ela tão bem fundamentada. Muito embora admire e compartilhe com você valores semelhantes, não posso deixar de tentar reparar alguns mau entendidos.

A Aliança pela Liberdade é composta por homens de carne e osso e estes, enquanto cidadãos, possuem o direito de se manifestar sim sobre questões políticas alheias a Universidade. Não podem fazê-lo na categoria de membros da aliança ou em nome dela. Foi exatamente isso que o Deco disse na nota que abriu essa discussão.

Só para recordar: "A Aliança pela Liberdade decidiu em sua última reunião da Assembléia de Assuntos Gerais (...) manter-se fiel à idéia de não atuar ou manifestar-se em assuntos externos ao ambiente da Universidade de Brasília." E em seguida vem a ressalva tão importante quanto o comunicado inicial. "Contudo, enfatizamos nossa preocupação e atuação enquanto indivíduos politicamente atuantes a respeito dos escândalos envolvendo membros dos três poderes no DF".

Inteligente como você é, espero que você tenha compreendido a diferença entre a atuação da Aliança pela Liberdade e a atuação de seus membros. Não pense você que os membros da aliança ignoram o que se dá do lado de fora dos muros da nossa universidade. "Sobre isso eu não posso falar porque está ligado a questões políticas de fora da Universidade". Isso você deve esperar da Aliança, mas não dos indivíduos que a compõem, desde que não o façam em nome da instituição.

Ao ingressar na Aliança, o aluno não virá um membro de uma seita fechada e nem a Aliança passa a ser o centro de sua vida. A Aliança é uma organização criada para determinados fins, mas seus membros não ficam diuturnamente aprisionados à estes.

Como pessoas é claro que possuímos opiniões sobre os mais diversos assuntos, inclusive assuntos não diretamente ligados ao dia-a-dia da universidade. Isso é uma coisa. Outra é utilizar a Aliança para, por exemplo, levar adiante uma manifestação contra o governador Arruda, ou contra a maneira como o movimento "Fora Arruda" tem atuado. Isso não foi feito e nem será, acredito eu.

Em uma sociedade plural, os indivíduos assumem diferentes papeis sociais e cada qual possui a sua própria personalidade jurídica. A cidadania plena, exercida onde existe a universalidade de direitos civis e políticos, pressupõe o direito de cada um a formar vínculos políticos com outros cidadãos em nome de uma causa ou de valores em comum. O vínculo que adquirimos com a Aliança deve ser cumprido enquanto atuamos ou falamos em nome dela, o que não significa que esse seja o nosso único papel social. Continuamos cidadãos, continuamos eleitores, continuamos contribuintes, continuamos consumidores e, como tal, nos sentimos lesados pelo escândalo de corrupção que estourou recentemente.

De minha exclusiva responsabilidade partiu uma crítica a atuação do movimento "Fora Arruda", não contra seus fins, mas apenas contra seus meios e suas motivações partidárias. Quanto ao ponto 4, perceba que a crítica não é seletiva, pois critiquei também o governador Arruda. Inclusive, devo lembrar, meu descontentamento maior no post que o Deco gentilmente publicou, é que ainda não resolvemos o impasse político que tende a gerar impunidade. Lá reclamei também do fato de que os próprios envolvidos no escândalo (aliados políticos ou talvez até cúmplices de Arruda em práticas ilícitas) serem responsáveis pelo julgamento dos processos de impeachment do governador e da perda do mandato dos seus.

Pra mim, infrator é infrator; não importa se é do partido A o do partido B e, igualmente, cercear direitos de outros cidadãos é crime, seja em manifestação contra Arruda ou contra Lula. Sim, eu concordo quando você diz que os manifestantes devem pressionar os poderes instituídos a cumprir seu papel constitucional e democrático. Mas será que em nome dessa causa vale tudo, inclusive infringir outras leis?

Saulo Said disse...

(continuação)
Valeria, então, sequestrar um familiar de um parlamentar ou do governador para exigir a renúncia? Valeria agredir ou matar pessoas que defendam ou concordem com o governador? Valeria condená-lo sem processo? Valeria tirar a vida dos envolvidos? Valeria cercear o direito de ir e vir? Observe o exemplo recente das FARC na Colômbia, que mataram um Governador em nome de suas idéias políticas.

A técnica argumentativa que usei é a redução ao absurdo e sei que você não estaria de acordo com as medidas radicais citadas. O que quis mostrar é que o direito de se manifestar pelo comprimento da lei ou até mesmo pela alteração de uma lei, que são direitos assegurados por qualquer república democrática, são direitos desfrutados dentro de uma ordem legal que resguarda também outros direitos.

Essa lição o totalitarismo nos deixou, seja em Cuba, seja na União Soviética, seja na Itália fascista, ou na Alemanha nazista. Não pretendo atingir a eloqüência de um grande poeta como Castro Alves, mas gostaria apenas de recordar a morte e o sofrimento de milhões de pessoas vítimas desses regimes. Democracia sem direitos civis e sem Estado de Direito é apenas uma Tirania da Maioria e nada tem de admirável. Como dissera Tocqueville, o futuro da humanidade seria a democracia, seja liberal ou despótica. Apenas me manifestei em nome da primeira e contra segunda.

Quanto ao ponto 5, gostaria de lembrar que antes do trecho que você citou havia as seguintes palavras: “E se bem conheço os alunos da UnB, não duvido que muitos tenham insultado os policiais ou tenham se mantido parados diante do avanço da polícia”. Nem era uma afirmação e nem o comentário se referia a todos os estudantes. Eu apenas aventei essa hipótese porque já vi inúmeras vezes estudantes da UnB se vangloriando de terem apanhado da polícia e que isso constitui para eles um motivo de orgulho.

Se o meu comentário não se encaixa nas suas motivações políticas e se você defende a ética de forma apartidaria, então não se preocupe. Quando quis atingir integrantes da atual gestão do DCE, obviamente não incluía pessoas como você. Existem diversos pontos sobre os quais ou até gostaria de prolongar como a “privatização do espaço público” ou sobre o preconceito contra a “militância política”, mas deixarei para uma outra oportunidade.

Leonardo Lage disse...

Neste momento, prefiro não entrar no mérito sobre o conteúdo do texto: há pontos com os quais concordo e outros que, para mim, são mais discutíveis. Apesar disso, há algo que me incomodou bastante...

Hoje, o texto do João Telésforo em que critica a opinião manifestada por alguns integrantes da Aliança pela Liberdade foi veiculado pelo i-CADir. É certo que o próprio João Telésforo, em seu documento, reproduziu o texto a que fez referência. Mesmo assim, não fosse a sua boa vontade, ou melhor, a atenção que deu à necessidade de que o debate seja o mais claro e o menos ruidoso possível, o texto da Aliança pela Liberdade, em seus termos exatos, permaneceria desconhecido pelos leitores do i-CADir que não se dispusessem a procurá-lo no blog. Por que motivo, afinal, o texto do João Telésforo foi enviado a todos nós por meio do i-CADir, mas o da Aliança não? O que o torna mais merecedor de conhecimento por parte dos alunos de Direito do que os textos publicados nesse blog? Tudo bem, reconheço que o João Telésforo é inteligentíssimo e que seus argumentos merecem ser levados em consideração. O que me incomoda é que o Centro Acadêmico de Direito parece estar tomando uma posição no debate que pode ou não corresponder à posição dos seus integrantes (isto é, todos os alunos da Faculdade). Alguns membros da gestão, movidos tanto por suas convicções pessoais quanto pela admiração que têm pelo João Telésforo, colocam sobre os seus próprios argumentos o peso do Centro Acadêmico, sem que saibamos se essa é, de fato, a posição dos alunos.

Deco disse...

Caro colega Leonardo Lage,

Enviei e-mail para o CADir e espero uma resposta. Fiquei tão surpreso quanto você com a utilização do i-CADir para tal finalidade. Uma triste e lamentável surpresa. Espero uma explicação decente.

No mais, a resposta do Saulo é perfeita e o próprio título do texto "truculência, burrice e despreparo" demonstra o quão tola é a leitura que João Telésforo faz do posicionamento ou não-posicionamento da Aliança sobre a questão. Afinal, no post de minha autoria, o da parte 1, truculentos, burros e despreparados não são os estudantes. Mas é isso, quando o objetivo é encontrar a sua própria verdade a qualquer custo, até chifre em cabeça de cavalo podemos encontrar.

João Gabriel Lopes disse...

André, Leonardo e demais que ficaram inconformados com a veiculação do texto pelo i-CADir,

Na qualidade de segundo secretário desta instituição, tenho o dever de respondê-los. E já o fiz em e-mail pessoal ao André que, em virtude da publicidade da questão, reproduzo abaixo, reforçando a independência deste Centro Acadêmico e o fato de o texto ter sido divulgado pelo simples fato de o aluno João Telésforo tê-lo solicitado e a coluna Metendo o Bedelho servir justamente ao fim de manifestar posicionamentos PESSOAIS. O texto, reforço, não manifesta a opinião do CADir sobre a "Aliança pela Liberdade", e sempre deixamos isso claro quanto à coluna "Metendo o Bedelho". Todos os textos enviados à coluna são publicados, independentemente de seu conteúdo. Portanto, se alguém discordar do Telésforo, basta enviar um texto, como ele fez, manifestando sua discordância que publciaremos sem o menor receio. Basta, para isso, estar escrito no padrão culto da língua portuguesa e respeitar os direitos autorais e a honra pessoal.
Aliás, se consultarem a página do CADir, verão que os textos anteriores da coluna têm até mesmo viés teórico-ideológico distinto daquele manifestado pelo aluno no i-CADir 717.

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