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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Radiografia dos salários do funcionalismo público

Nosso membro fundador, Carlos A. B. Góes, hoje pesquisador de economia latino-americana na Johns Hopkins University, publicou este excelente artigo no Valor Econômico. 
Como aperitivo e em tempos de greve: 

"Contudo, é difícil argumentar em favor de salários ainda maiores para um funcionalismo público que ganha, na média, quase 75% mais do que o resto da sociedade que o sustenta." 

Íntegra do artigo:

Radiografia dos salários do funcionalismo público  

Por Carlos A. B. Góes
                                
No último mês, notícias sobre mobilizações de greves nacionais ocuparam lugar de destaque na imprensa. Os professores e técnicos das universidades federais interromperam seus trabalhos. O mesmo ocorreu com os servidores do ensino técnico e tecnológico. Até mesmo os funcionários do Itamaraty - assistentes e oficiais de Chancelaria e alguns diplomatas - que tradicionalmente não entram em greve cruzaram os braços.
O aumento no número de greves de servidores públicos é um fenômeno generalizado no país. Segundo dados do Dieese, entre 2007 e 2011 as greves no setor público aumentaram 138%. Seria de se esperar que essa diferença fosse explicada por uma estagnação nos salários do funcionalismo público num passado recente. Entretanto, uma análise desses números nos mostra que o salário real dos funcionários públicos - isto é, já corrigido pela inflação - aumentou 28,2% desde 2003, com uma aceleração a partir de 2005.
Contra-intuitivamente, períodos de aumentos significativos no salário real foram seguidos de um crescimento no número de greves. Ao invés de uma curva de satisfação e acomodação com os ganhos reais, a forte correlação entre o número de greves que se seguem a períodos de aumento no salário real parece apontar para uma curva de aprendizado: como se os sindicatos percebessem que sua estratégia está funcionando e intensificassem suas ações em busca de ganhos ainda maiores.
Esse fenômeno vem criando uma distorção entre os níveis de ganho salarial entre os setores público e privado da economia. No setor privado, os aumentos no salário real estão limitados pelos ganhos de produtividade (em economês, limitados pelo "produto marginal do trabalho") e pelo poder de barganha de firmas e sindicatos na negociação salarial. No setor público a medida de produtividade não é objetiva e a relação entre o empregador - o governo - e os sindicatos tem idiossincrasias políticas mais complexas. Em contraste com os 28,2% de ganhos reais no setor público citados acima, desde 2003, os salários reais no setor privado cresceram 6,9%. Isso significa dizer que o crescimento relativo dos rendimentos reais do setor público foi quatro vezes maior que o do setor privado.
Tal situação se torna um problema quando se considera que os salários do setor público, ao começo da década, já eram maiores que os do setor privado. Como a maior parte da população é remunerada no setor privado, isso significa que o funcionalismo público tem tornado-se cada vez mais parte da elite econômica. Por exemplo, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) reivindica em suas negociações de greve um salário mensal de R$ 22.633,92 para professores titulares das universidades federais. Se os salários reinvindicados se tornarem realidade, isso significará que esses professores terão uma renda maior do que a de 99,5% da população brasileira. Com toda a deferência necessária à nobre arte do magistério, a transferência de renda para aqueles que constituem 0,5% mais abastado do país parece difícil de ser justificada como objeto de qualquer política pública.
O hiato entre a renda média do funcionalismo público e a renda média dos demais trabalhadores brasileiros tem aumentado fortemente na última década. Tomando como base dados da Pesquisa Mensal de Empregos do IBGE, é possível verificar que, durante o ano de 2003, um funcionário público ganhou mensalmente, em média, R$ 602 a mais que um trabalhador do setor privado. Já em 2011, essa diferença aumentou para R$ 1164. Além disso, estudo recente da PUC-Rio aponta que, quando considerados salários e rendimentos com aposentadorias, a vantagem para o funcionalismo público torna-se prevalente para todos os níveis de escolaridade - de trabalhadores sem educação formal àqueles com pós-graduação. Como os funcionários públicos ganham mais que a média, o aumento dessa diferença constitui objetivamente uma política de concentração de renda.
A atual tendência funciona como forte atrativo para que mais pessoas saiam do setor privado e busquem os maiores salários e benefícios do setor público. Segundo a Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac), associação formada por cursos preparatórios para concursos, cerca de 11 milhões de pessoas se candidataram a vagas no funcionalismo público em 2011. E, julgando pela atual conjuntura, não existe perspectiva de mudança nesse cenário. À medida que os trabalhadores mais capacitados deixam o setor privado, menores tenderão a ser, no longo prazo, as perspectivas de crescimento da produtividade da economia.
Não há dúvidas de que o país precisa de funcionários públicos capacitados e justamente remunerados que ajudem a minimizar as ineficiências da gestão governamental e combater a corrupção. Contudo, é difícil argumentar em favor de salários ainda maiores para um funcionalismo público que ganha, na média, quase 75% mais do que o resto da sociedade que o sustenta. Uma radiografia dos salários no setor público revela, portanto, uma política que concentra renda, drena talentos dos setores produtivos e, por questões políticas, garante aumentos reais maiores do que os ganhos médios de produtividade do país - minando as bases de seu crescimento no longo prazo.

Carlos A. B. Góes é pesquisador de economia latino-americana vinculado à Universidade Johns Hopkins.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Mentira acidental ou encomendada? (a inquietação continua).

*Por André Maia

 A pergunta continua sem resposta. Em sua coluna de hoje, o mesmo jornalista Ilimar Franco não prova e nem desmente o que disse. O jornalista tão somente publicou que:

"A DIRETORIA do DCE da UnB divulgou nota negando "qualquer ligação com o Senador (Demóstenes Torres) ou o seu partido (DEM)". Ela diz que nenhum dos diretores da entidade têm filiação partidária."


Ela não diz, senhor jornalista, ela PROVA. Ao contrário do senhor, não deixamos o dito pelo não dito. A Gestão pôde provar na mesma data em que o senhor os acusou que nenhum membro da Gestão Aliança pela Liberdade é filiado a qualquer partido político. As certidões negativas do TSE já foram emitidas e atualizadas. E as ligações estreitas? Onde estão? Quem era por elas responsável? Quem foi? Onde foi? Quando foi? Contra gente honesta a mentira tem perna curtíssima.

A Aliança pela Liberdade continuará fiel aos seus princípios. Daqueles que propagaram a notícia da mencionada coluna não podemos esperar o mesmo. Essa falta de princípios não é novidade.

Essa conversa fiada, felizmente, não passou despercebida: A Universidade de Brasília e o Comando de Caça aos Não-Comunistas

*André Maia é graduado em Relações Internacionais e graduando em Direito, ambos pela UnB. É membro fundador e Presidente de Honra da Aliança pela Liberdade.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Mentira acidental ou encomendada?




* Por André Maia

Na Coluna "Panorama Político" de hoje, o jornalista Ilimar Franco - O Globo, divulga a seguinte nota:

Demóstenes e a Juventude do DEM

A queda do senador Demóstenes Torres (GO), alvejado pelas ligações com Carlinhos Cachoeira, é um golpe no trabalho do DEM entre a Juventude. Ele era uma espécie de ícone da nova direita e vinha percorrendo o Brasil organizando a juventude em torno das ideias conservadoras do DEM. Crítico das cotas, ele tinha relação estreita com professores e a atual diretoria do DCE UnB Honestino Guimarães e participava de um movimento de oposição ao reitor José Geraldo de Souza Junior. No seu Twitter, Demóstenes chegou a escrever: "O que há na UnB é uma espécie de bullyng ideológico, e estou aguardando relatos de outras universidades".

A Aliança pela Liberdade informa que JAMAIS teve qualquer relação com o Senador Demóstenes Torres e está curiosa em saber de onde veio tal fantasia e onde ela quer chegar. Este grupo também não tem nenhuma relação com a Juventude do DEM. O que fizemos, no passado, foi expulsar do nosso grupo uma pessoa filiada a este partido, tão logo se comprovou que ele mentira para o grupo, ao negar filiação partidária quando era, de fato, filiado. No nosso entender, fizemos bem: expulsamos alguém que traiu os princípios de apartidarismo do grupo. O supracitado fato ocorreu quando ainda nem éramos gestão do DCE, há 2 anos. A produção de mentiras e inverdades de forma tão gratuita só dá a certeza a este grupo de que estamos no caminho certo. Cabe agora ao jornalista provar o que disse e esclarecer sua informação. Nossos advogados já estão cientes do fato e buscaremos as vias necessárias para que tamanha leviandade não passe impune.

*
André Maia é graduado em Relações Internacionais e graduando em Direito, ambos pela UnB. É membro fundador e Presidente de Honra da Aliança pela Liberdade.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Junto à Estátua - Luís da Gama

A Aliança pela Liberdade é grupo essencialmente preocupado com política, um grupo que busca melhorar a vida das pessoas. Mas se o objetivo de nossa política é a melhora da vida - e vida sem arte não vale a pena! - devemos também nos render, sempre que possível, aos encantos da poesia.

Por isso, uma homenagem à Semana da Consciência Negra vem na forma desse poema de Luís da Gama, nas Primeiras Provas Burlescas de Getulino (c. 1870). Ele: poeta, advogado e político brasileiro de pele negra, amigo de Rui Barbosa e Joaquim Nabuco, que 100 anos antes adiantava-se ao "Preconceito" de João Gilberto e declarava o amor como a primeira forma de rebeldia contra todos os tipos de preconceito.




JUNTO À ESTÁTUA
(No Jardim Botânico de São Paulo)

Em plácida manhã serena e pura,
Sentado à borda de espaçoso lago;
O corpo recostado em frio marmor,
Tórridos membros sobre a terra quedos,
Qual túmido Tritão de amor vencido,
Transpondo as serras, iracundos mares,
D’Aurora o berço perscrutando ousado,
Dolorosos suspiros exalava
Meu frágil peito da natura escravo.

Já nas fúlgidas portas do Oriente
Trajando púrpura majestoso assoma
Luzeiro ardente, que expandindo os raios,
Deslumbra os olhos, e a razão sucumbe;
E, com furtiva luz, pálidas fogem
Notívagas esferas cintilantes.
As brandas auras perfumadas vinham
De grato aroma que invejara Meca,
Nos tortos ramos assoprar de manso.

Em nuvens brancas lá do céu caía
Pranto saudoso que derrama a Aurora,
Que a terra orvalha, que floreia os prados.
Volátil bando de ligeiras aves,
Brandindo as asas pelo ar brincavam,
Modulando canções, ternas endechas

Longe do mundo, das escravas turbas,
Que o ouro compra de avarentos, Cresos
A minh’alma aos delírios se entregava,
A sombra de ilusões – de aéreos sonhos.

Formosa virgem de nevado colo,
De garços olhos, de cabelos louros;
Sanguíneos lábios, elegante porte,
Mimoso rosto de Ericina bela,
Curvando o seio de alabastro fino,
Mimosa imprime nos meus lábios negros
Gostoso beijo de volúpia ardente! –
Vencido de prazer, nadando em gozos,
Já temeroso pé movendo incerto,
Vôo com ela às regiões etéreas
Nas tênues asas de ternura infinda.

Rasgando o véu das ilusões mentidas,
Que est’alma frágil seduzir puderam,
Imóvel terra, cambiantes flores,
Viram meus olhos no romper da Aurora;
E dentre os braços, que cerrados tinha,
Gelada estátua de grosseiro mármore!...

***

Cândidas boninas,
E purpúreas rosas,
Violetas roxas
Do luar saudosas!

Verdejantes murtas,
Redolentes cravos,
Lindas papoulas
Da donzela escravos,

Ao soprar da brisa,
Em balanço undoso,
O mortal encantam
Num sonhar gostoso.

Mas fugindo as nuvens
– Que a ilusão fulgura,
Só vagueia à sombra
Da infernal ventura.

domingo, 20 de novembro de 2011

Semana da Consciência Negra

"Sem a emancipação dos atuais cativos nunca o Brasil firmará sua independência nacional e segurará e defenderá a sua liberal constituição. Sem liberdade individual não pode haver civilização, nem sólida riqueza; não pode haver moralidade e justiça, e sem estas filhas do céu, não há nem pode haver brio, força e poder entre as nações". Joaquim Nabuco, "O Abolicionista, 1863.

O movimento abolicionista brasileiro foi uma luta pela liberdade individual. Era uma luta que não exacerbava nossas diferenças, mas simplesmente aceitava-nas como ricas molas propulsoras de nosso futuro comum, enfatizando a necessidade de igualdade em dignidade em direitos de todos os brasileiros. Era, portanto, uma luta pela liberação do indivíduo para definir sua própria identidade e seu próprio destino.

A transformação essencial, nesse aspecto, é libertária. Anteriormente, quando do império da raciologia, existia uma segregação exógena, em que indivíduos eram segregados conforme suas características fenótipas sem qualquer pró-atividade das próprias pessoas na definição de seus rótulos. Sob a nova lógica impulsionada no Brasil do século XIX, a definição é identitária é endógena, o que implica expressão livre da própria identidade, traçando cada um, assim, seu próprio destino.

Nesta semana, celebramos o aniversário da morte de Zumbi dos Palmares - um dos Herois que tem seu nome gravado no Livro de Aço do Panteão da Pátria e da Liberdade - sob este espírito. A liberdade identitária abre as fronteiras para a apropriação da herança produzida pelos negros brasileiros por todos nós. A liberdade identitária transforma o espírito do segregacionismo exógeno em colaboração, respeito e tolerância. Como dizia Martin Luther King: "devemos aprender a viver juntos em fraternidade ou pereceremos, todos, como tolos". Com isso, esperamos que todos percebam que a história dos negros é a história do Brasil é uma história de luta pela liberdade. E é uma história de todos os brasileiros.

Visite o site do DCE Honestino Guimarães para saber mais: www.dceunb.org.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

QUANDO A CORAGEM VENCEU O MEDO - DISCURSO DE POSSE



Estimados membros da gestão cessante e das demais chapas,
Colegas da Universidade de Brasília,
Amigas e amigos presentes,
Boa tarde,

"Todas as coisas brilhantes e virtuosas derivam do trabalho de indivíduos que puderam criar em liberdade". Einstein

É, para nós, uma honra ter recebido um voto de confiança das e dos estudantes da Universidade de Brasília - que escolheram o projeto de uma UnB Livre como diretriz norteadora. Agradecemos a lisura do processo eleitoral, em especial à Comissão Eleitoral, nas pessoas do Fernando, Gustavo Cuia, Heitor, Lázaro, Leandro, Micha e Tatiane.

Somos mais do que rótulos, somos princípios. Queremos fazer uma UnB mais livre, lutaremos até o fim por isso.

Ao assumirmos o Diretório Central dos Estudantes Honestino Guimarães, assumimos a responsabilidade de honrar seu nome. Honestino foi um estudante que, assim como nós, se indignou com os absurdos ao seu redor. Sob o manto repressor da ditadura militar, Honestino lutou e morreu por princípios maiores: por democracia, por igualdade de direitos, por li-ber-dade.

Enganaram-se aqueles que, com base em estereótipos, preconceito e ignorância, achavam que esse DCE passaria a se chamar DCE Luís Inácio Lula da Silva - ou DCE Fernando Henrique Cardoso. Aqui assumimos publicamente o compromisso de que o Diretório que carrega o nome Honestino Guimarães não esquecerá seu dever histórico: a luta por liberdade.

Nossa primeira responsabilidade é com aqueles que dependem de assistência estudantil para poder continuar seus estudos. Bolsa permanência, moradia estudantil e alimentação dos estudantes Grupo 1 e 2, inclusive por meio de RU em todos os campi, é um dever da Universidade. Mais de uma vez falamos que o mérito é um de nossos princípios. Portanto, nada mais justo que a Universidade recompense aqueles alunos que, sabemos, pelos diferentes pontos de partida, enfrentaram maiores dificuldades para conquistar o limitado acesso à Universidade pública. Essas lutas também são nossas.

Além disso, precisamos nos preocupar com o cotidiano universitário para permitir que a UnB cumpra sua missão, qual seja: “produzir, integrar e divulgar conhecimento, formando cidadãos comprometidos com a ética, a responsabilidade social e o desenvolvimento sustentável.” Um espírito de conservadorismo espúrio tem afastado a Universidade de sua missão. Somente com o rompimento de preconceitos ideológicos poderemos: aumentar os recursos para pesquisa e inovação; apoiar o aprendizado prático, a responsabilidade sócio-ambiental e o empreendedorismo através de empresas juniores e projetos de extensão; garantir a segurança e integridade física dos estudantes, professores e funcionários; e assegurar os devidos investimentos em infra-estrutura que combinem uma expansão universitária que não atropele o objetivo de excelência acadêmica.

Sabemos que a UnB tem uma vocação de pluralidade. O DCE representa os estudantes. Contudo, seria petulante e autoritário achar que as iniciativas estudantis se resumem àquilo que determina o DCE. Entendemos que o DCE deve apoiar as iniciativas estudantis. O DCE deve servir aos estudantes - e não dirigi-los.

Por este motivo, temos a plena convicção de que os diversos grupos, coletivos e indivíduos que compõem a comunidade acadêmica continuarão a levantar causas importantes em todas as esferas da realidade. Serão causas múltiplas, diversas, contraditórias. É da pluralidade, das diferenças, do debate que deriva a beleza da liberdade.

Alguns alegam que os 1280 votos que nos elegeram não seriam suficientes para garantir a representatividade da gestão. Concordamos que isso seja um problema. Mas, problema maior é o fato de que dos cerca de 33 mil estudantes da UnB, 27 mil escolheram não votar. Há, de fato, uma crise de representatividade no DCE. Mas essa crise de representatividade é do sistema representativo. Esse é nosso diagnóstico - e é por isso que apresentamos uma proposta de DCE parlamentarista: para que os que não se sentem representados tenham voz. Entregaremos nossos cargos no momento em que o Parlamentarismo for aprovado, pois nosso projeto nunca foi um projeto de poder, nosso projeto é um projeto de potência.

Assim, assumimos outro compromisso em nome da nova gestão do Diretório Central dos Estudantes. Não fecharemos a gestão a outros grupos. Nenhum sistema representativo é perfeito, mas os resultados serão muito melhores com respeito mútuo, diálogo, trabalho conjunto e tolerância.

Mesmo dentro dessa enorme pluralidade, há interesses comuns a todos os discentes da UnB. Todos querem que essa Universidade atinja plenamente o seu potencial. É uma questão inclusive de respeito à sociedade que a financia com tanta dificuldade. Mais de um bilhão de reais são investidos na UnB à cada ano. O mínimo que podemos fazer é nos esforçarmos para que ela esteja entre as melhores do mundo! Tão evidente quanto o potencial da UnB é que ele não se concretiza só com ideias. Delas precisa surgir uma postura de irresignação, de união, de trabalho conjunto de onde surgirá a transformação da UnB, do Distrito Federal e do Brasil.

Como afirmamos no começo, a nossa essência são os nossos princípios. Mas, se nossa essência são nossos princípios, nosso corpo é nosso trabalho. Que nos tomem por nossas ações e assim entendam nossos princípios, não o contrário.

O trabalho já começou e quem quiser ajudar é muito bem vindo, há muito a ser feito. Vai ser difícil, nós sabemos, mas vai compensar. A UnB tem tudo para estar no topo. Essa gestão trabalhará porque cada um de nós acredita nisso! Mesmo que alguns tentem impedir esse trabalho, continuaremos lutando. Em respeito aos nossos eleitores, em respeito a todos os alunos e alunas, à comunidade acadêmica e à sociedade brasileira. Continuaremos lutando por uma UnB livre, inclusiva, plural e de excelência.

''A posteridade poderá saber que não deixamos, pelo silêncio negligente, que as coisas se passassem como num sonho'' (Richard Hooker)

Viva a UnB e viva a liberdade! Obrigado!

Davi Brito,
Presidente da Aliança pela Liberdade.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A estatal dos Hospitais Universitários


De "O Globo":

Medida Provisória editada no último dia de gestão de Lula no cargo muda gestão de hospitais universitários


BRASÍLIA - Considerada prioridade de José Gomes Temporão quando era ministro da Saúde, a Fundação Estatal de Direito Privado não saiu do papel. Entretanto, no último dia de seu governo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou uma Medida Provisória com parte do projeto não aprovado de Temporão. A ideia do ex-ministro era centralizar e otimizar a administração de grandes hospitais públicos. A MP de Lula cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, mas para gerir apenas hospitais universitários.


No Congresso Nacional, o projeto de Temporão não andou por oposição de setores sindicalistas do PT. Agora a MP de 31 de dezembro aguarda aprovação no Congresso, que está de recesso, mas já é alvo de ataques. Para o presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Francisco Batista Júnior, a medida é inconstitucional e foi tomada no apagar das luzes, sem debate.

- Não tenho dúvida de que o DNA dessa empresa é o mesmo da fundação estatal, com um agravante: ela é uma sociedade anônima. Consequentemente, ela é submetida a todas as regras de uma empresa, com pagamento de impostos de todas as espécies e a possibilidade de inserção de outros atores na empresa - disse.

Pela MP, a empresa será ligada ao Ministério da Educação e terá inúmeras finalidades - como a prestação de serviços gratuitos de assistência médico-hospitalar e laboratorial às comunidades e o apoio à pesquisa e à formação de profissionais nas instituições federais de ensino. A medida abre o leque de ação da nova empresa ao estabelecer que ela pode "exercer outras atividades inerentes às suas finalidades", sem detalhar quais seriam essas atribuições.

Segundo informações do MEC, o principal objetivo é modernizar a gestão de recursos financeiros e unificar a forma de contratação de pessoal. Trabalham hoje nos 46 hospitais universitários brasileiros 70.373 servidores. A maioria, 59%, é formada por funcionários públicos ligados ao MEC, contratados pelo Regime Jurídico Único. Os demais são recrutados por fundações de apoio às universidades, sob diversos formatos legais: pelo regime celetista, por contratos de prestação de serviços e outros vínculos precários, muitas vezes irregulares.

Com a MP, todos os contratados serão vinculados à nova empresa. Os candidatos deverão ser aprovados em concurso público e trabalharão pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Quem já atua hoje nos hospitais universitários poderá migrar para a nova empresa.

Pela MP, a empresa será uma sociedade anônima de direito privado, com patrimônio próprio e capital integralmente da União. A nova estatal não será a primeira no modelo de sociedade anônima. No ano passado, Lula sancionou uma lei que autoriza a criação da Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A, a Pré-Sal Petróleo S.A.

Para os interessados em ler a MP na íntegra e o status de sua tramitação
: http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=490386

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

J’ACUSE !!! (Eu acuso!)


Publico um formidável texto a respeito do homícidio do professor Kássio Gomes. De frases polêmicas, o autor levanta importante debate de e sobre valores que hoje prevalecem no sistema educacional brasileiro. Vale a leitura! Deixe sua opinião! Lembrando, o texto não necessariamente reflete as opiniões da Aliança pela Liberdade como um grupo.

(Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes)

Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice.
Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (...) (Émile Zola)



Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que... estudar!).

A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.

O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.

Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática.

No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.” Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando...

E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar ‘tudo isso que está aí’; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.”

Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno – cliente...

Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.

Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.

Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:

EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;

EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos”e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;

EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;

EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;

EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;

EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;

EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;

EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;

EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;

EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;


EU ACUSO os “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito,

EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;

EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.

EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;

EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;

Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos -clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.

Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.

A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.”

Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.


Igor Pantuzza Wildmann
Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Desventuras Políticas e o começo do governo Dilma



Por Davi Marco Lyra Leite

Estudante de Engenharia Elétrica da Universidade de Brasília, pesquisador do Grupo
de Processamento Digital de Sinais e do Grupo de Pesquisa em Imagens Médicas.


O Brasil passa por um momento de transição entre dois modelos de gestão bem
distintos, mesmo que durante a campanha tenha-se falado o contrário. Sairemos do
governo Lula, com um presidente boa praça e totalmente político – sem experiência
administrativa, mas com um jogo de cintura inigualável -, para o governo Dilma
Rousseff – em que teremos uma burocrata como chefe de governo, com larga
experiência administrativa, mas sem a habilidade no jogo político, característica de seu
antecessor.

Nesse cenário, o que acontece agora é a montagem do novo ministério – apesar
dele ter muitas faces parecidas com o antigo e ser formado, em grande parte, por
indicações de dois (futuros) ex-presidentes (Lula e José Sarney) – já vemos algumas
escolhas pessoais da presidente eleita, mesmo que em número bem pequeno. E, nesse
processo de escolha de novos ministros, ou manutenção dos antigos, uma das grandes
novidades das últimas semanas foi a escolha, ainda não anunciada oficialmente, do
senador Aloizio Mercadante (PT-SP) para a pasta de Ciência e Tecnologia.

Mestre em Economia pela Unicamp e professor licenciado da PUC-SP, Mercadante
desconhece a área de Tecnologia como a entendemos: “as ciências (exatas) aplicadas
à produção e à melhoria da qualidade de vida das pessoas”. Todavia, ele pode ser uma
excelente – senão uma das melhores - escolhas da presidente eleita. Por quê?

Comecemos pelo atual ministro, o competente e técnico Sérgio Rezende. Ele é doutor
em física pela maior instituição de pesquisa do mundo, o Instituto de Tecnologia de
Massachusets, o MIT, todavia não apresenta grandes aspirações políticas, visto já
ter chegado ao auge da carreira acadêmica, sendo professor titular da PUC-RJ e na
UFPE. Desse modo, por mais que entenda o que acontece nas universidades e na vida
acadêmica, falta-lhe a força para peitar as oposições e fazer valer a sua voz.

Nesse sentido, o senador Mercadante é bem diferente do atual ministro. Ele tem
duas características ausentes a Sérgio Rezende: o conhecimento do jogo de político
– dado pelos quase trinta anos de vida pública e por quase duas décadas atuando no
Congresso Nacional –; e a vontade de se projetar em cenário nacional – tendo em vista
que suas aspirações são maiores do que a vida como ministro ou senador, ele tem o
sonho de ser eleito governador de São Paulo ou conseguir, futuramente, uma cadeira
no Palácio do Planalto (seja como o titular do governo ou vice-presidente).

Desse modo, o ministro Mercadante pode imprimir uma nova lógica ao ministério,
fugindo do pragmatismo anterior, mas mantendo um viés técnico e competente.
Para isso, será necessário se aliar com pesquisadores e entusiastas da área que sejam
conhecedores das formalidades e do processo de desenvolvimento do país, além de
serem qualificados, hábeis e da total confiança do novo ministro. Esse aspecto será
essencial para que a pasta ganhe uma nova projeção, mas não perca as estruturas
atuais – que, mesmo precárias se pensarmos no contexto internacional e nas

potencialidades brasileiras, já representam uma melhoria graças a anos de trabalho
duro de cientistas e acadêmicos brasileiros.

Também acreditamos que ele pode atuar dando à pasta uma visibilidade nova no
cenário político brasileiro, visto que o ministro será o real protagonista dos trabalhos.
Além disso, ele chegou ao ministério devido à sua relevância dentro do Partido dos
Trabalhadores, ao invés de ter sido indicado por um padrinho mais forte, como no
caso do Dr. Sérgio Rezende – apadrinhado por Eduardo Campos, presidente do PSB,
governador reeleito de Pernambuco e, quiçá, futuro candidato à presidência da
República.

Esses pontos podem ser fatores determinantes para mudança das estruturas arcaicas
vistas no atual fisiologismo político. Vivemos um período em que se pensar em cargos
é mais importante do que se pensar no país; no qual o setor de Ciência e Tecnologia
é visto como acessório. Ninguém leva em conta que qualquer país desejoso de ser
desenvolvido deve investir em ciência para melhorar a produção, incrementar o
sistema educacional, melhorar a infra-estrutura de transportes, e, principalmente,
trocar o espaço de comprador de idéias para se tornar um exportador de inovações.

Mas lembrando que, para isso, o futuro ministro deve ter uma equipe competente,
ter um Secretário-Executivo atuando quase como um vice-ministro, com competência
técnica suficiente para auxiliar nas decisões da pasta e ser determinante para que o
Ministério não perca o seu viés técnico e se torne algo somente político.

Além de que, mesmo que seja importante a questão política para o trâmite da
pasta, os cargos de confiança devem ter o endosso técnico, as pessoas devem ter a
competência para exercer a função a que foram designadas, e não apenas ter o apoio
do partido – visando desenvolver um trabalho voltado ao crescimento da nação,
lembrando que o Brasil deve estar acima de qualquer partido político – a fim de evitar
problemas como aqueles ocorridos durante a gestão Cristovam Buarque em Brasília,
quando “companheiros” foram nomeados para cargos apenas por partidarismo e não
tinham condições suficientes para exercer as funções que eram esperadas deles por
parte do governo e da população.

Não tenho uma bola de cristal para dizer que sim ou não, mas torço, como apaixonado
pelo Brasil e desejoso de ver dias melhores para o nosso país, que essa escolha não
tenha sido só uma forma de acalmar brigas internas do partido e se mostre – como
tem a capacidade de ser – uma boa jogada da nova presidente.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Liberdade! Liberdade!

"Nós nem cremos que escravos outrora,
Tenha havido em tão nobre país
Hoje o rubro lampejo da aurora,
Acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais, ao futuro
Saberemos unidos levar,
Nosso augusto estandarte, que puro,
Brilha ovante, da Pátria no altar.

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós
Das lutas, na tempestade
Dá que ouçamos tua voz."

Hino à Proclamação da República



quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O paradigma das universidades brasileiras: ensino superior para todos, ensino técnico para ninguém.


Boaventura de Sousa Santos em sua famosa palestra ‘’Um Discurso sobre as Ciências’’, realizada em 1987, em Coimbra, categorizou a ciência contemporânea como dentro de um paradigma emergente possuindo, dentre outras características, o alto grau de especialização do conhecimento. Essa característica já foi observada por inúmeros outros ilustres pensadores, desde Comte até Weber. O que isso tem a ver com a realidade de nossa universidade? E eu respondo reformulando essa pergunta: o que tem a ver com a realidade das universidades públicas do país?
Em matéria publicada em 2008, a pró-reitora de graduação da UFRJ, Belkis Valdman, afirmou: "A UFRJ está caminhando em direção às novas formações profissionais, além de estar inserindo um maior número de estudantes na universidade". Entre os novos cursos da época estavam Saúde Coletiva, Comunicação Visual e Design, História da Arte e Terapia Ocupacional. A Universidade Federal de Pernambuco abriu no mesmo período, dez novos cursos, entre Dança e Engenharia de Alimentos. Na UFMG, novos cursos como Serviços de Saúde, Ciências do Estado, Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis, Licenciatura do Campo e Licenciatura Intercultural Indígena estão no rol da nova tendência brasileira, incentivada pelo Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).
A legitimidade da existência de muitos desses novos cursos, deixarei a cargo do leitor. Devemos lembrar que não podemos colocar todos os novos cursos dentro de uma mesma categoria de legítimos ou não-legítimos, da mesma maneira que não podemos simplesmente aceitar essa tendência como algo normal, por isso imune às críticas. Critérios objetivos devem ser apresentados antes da abertura de um curso de graduação.
Observam-se duas categorias de novos cursos: os que costumavam ser ministrados em uma pós-graduação como forma de especialização e agora são oferecidos em nível de graduação, e outros que nem sequer eram cogitados como possíveis cursos superiores, como ‘’Licenciatura em Dança’’. Analisando o caso de cursos como ‘’Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis’’, chega-se à conclusão que a educação técnica no país cedeu espaço para o inchaço no ensino superior, com a lógica de que o ensino superior tem que ser para todos e o ensino técnico para ninguém.
Na Universidade de Brasília, observamos recentemente a criação de novos cursos, não só em campi recém criados, mas (ou principalmente) no campus Darcy Ribeiro. Nove novos cursos foram aprovados apenas no ano de 2009. Todos possuem boas justificativas para a existência? Nenhum deveria ser criado? A análise deve ser pontual e cobrada pelos alunos, pois são eles os que mais sentirão as conseqüências.
Em 2008 foi criado na UnB, campus Ceilândia, o curso ‘’Gestão de Saúde’’ e em 2010 o curso ‘’Gestão em Saúde Pública’’, no campus Darcy Ribeiro. Os dois cursos respondem a uma demanda por profissionais que possam administrar instituições de saúde, tendo conhecimentos de gestão e ao mesmo tempo de biologia, química, etc. Qual a diferença que justifica a existência desses dois cursos e não de um só? Um seria gestão de saúde individual enquanto o outro de saúde coletiva? Qual o critério utilizado para a abertura de um curso de graduação na UnB?
O problema não é a abertura de novos cursos, pois muitos são sim necessários. O que preocupa é que o objetivo de tornar a universidade maior, com mais opções de cursos e vagas, não necessariamente vem acompanhado de qualidade ou mesmo de uma necessidade que compense a despesa. Todos sabem que os recursos são escassos, as pesquisas no país não são incentivadas como deveriam ser, alguns departamentos têm carência de professores, a estrutura física muitas vezes é precária e, entrementes, novos cursos são abertos todos os dias. Muitos deveriam estar inseridos na Universidade ou em escolas técnicas de qualidade?
Da maneira como está, com critérios pouco conhecidos, abriremos precedente para a criação de, por exemplo, graduações em Sociologia do Esporte, Direito Penal, Microeconomia e a possibilidade de toda e qualquer matéria ou especialização se tornar curso. O objetivo de abrir mais vagas utilizando para isso novos cursos pode prejudicar os próprios alunos, quando se depararem com eventuais indefinições de projetos pedagógicos, orçamento cada vez mais apertado e carência de estrutura física, características infelizmente cada vez mais comuns em universidades mais ‘’democráticas’’.

Artigo escrito por Rodrigo Lyra, estudante de Ciências Sociais, membro da Aliança pela Liberdade e do CEPE. As opiniões expressas no texto são de responsabilidade de seu autor e não necessariamente refletem a opinião da organização Aliança pela Liberdade.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ayres Britto e a Liberdade de Imprensa


HOJE, NO AUDITÓRIO JOAQUIM NABUCO (FA-PRÉDIO DE REL,POL E DIR), SERÁ REALIZADA CONFERÊNCIA COM O MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CARLOS AYRES BRITTO.










Há alguns meses, quando foi noticiada decisão proferida pelo Ministro Ayres Britto a respeito da Lei de Imprensa (vide http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/noticiaNoticiaStf/anexo/adpf130.pdf) , tive a idéia de convidá-lo a proferir palestra em nossa UnB a respeito da decisão e do tema de que ele tratava. O tempo passou, não fiz o convite e agora me deparo com a grata surpresa de ver o evento sendo realizado pelos organizadores da IV Semana Política. Recomendo a todos uma passada pelo evento, que tem excelente programação. A participação do Ministro ocorrerá hoje às 19h no auditório Joaquim Nabuco, que fica logo na entrada principal da FA.

Eis a programação (retirada do blog Casa de Política):

A Semana Política

É uma iniciativa do Instituto de Ciência Política da Universidade de
Brasília, organizada conjuntamente pela Direção do Instituto, o Centro
Acadêmico de Ciência Política (CAPOL), o Programa de Educação Tutorial em
Ciência Política (PET-POL), a Strategos Empresa Júnior de Consultoria
política e o Politeia. É um evento de ensino e extensão universitária cujo
principal objetivo é promover o debate sobre temas relevantes da ciência
política. Além disso, é um evento gratuito e aberto a todos que dele
quiserem participar, porque visa promover a integração entre a universidade
e a comunidade.

Programação
Abertura - Joaquim Nabuco

- Conferência com Marcelo Cavarozzi - Segunda, 8/11, 18:00;


- Conferência com Ayres Britto - Terça, 9/11, 19:00;

Mesas Redondas – Joaquim Nabuco

- MR - Economia e Papel do Estado - Terca, 09/11, 09:00-12:00
- Participantes: Maria Rollemberg, Eduardo Gomes, Daniel Tygel;
Mediador: Bernardo Mueller;
- MR - Meio-ambiente e sustentabilidade - Terca, 09/11, 14:00 - 17:00
- Participantes: Donald R. Sawyer, Pedro Ivo e Paulo Salles; Mediador:
Thomas Ludewigs;
- MR - Identidade e multicultualismo - Quarta, 10/11, 09:00 - 12:00
- Participantes: Demétrio Magnoli, Teresa Negrao; Mediador: Leandro
Rodrigues;
- MR - Cultura, política e valores - Quarta, 10/11, 14:00 - 17:00
- Participantes: Lúcio Rennó, Rita Segatto, Débora Messenberg;
Mediador: Marilde Loiola;

Grupos de Trabalho
GT - Legislativo e Reforma Política - Quinta, 11/11, 09:00 - 12:00 – FA,
A1-04

- Participantes: Lizie Câmara, Graziella Testa, Suelly Mara; Comentador:
Graziela Dias Teixeira;

GT - Política e Comunicação - Quinta, 11/11, 14:00 - 17:00 – FA, A1-04

- Participantes: Paulo Henrique Canhoto Alves, Denise Maria Mantovani,
Max Stabile; Comentador: Hélio Marcos Prates Doyle;

GT - Políticas Públicas - Sexta, 12/11, 09:00 - 12:00 – FA, A1-04

- Participantes: André Borges de Carvalho, Cecília Maria de Souza
Escobar, Gustavo Rocha ; Comentador: Denílson Bandeira;

GT - Sociedade Civil e Movimentos Sociais - Sexta, 12/11, 14:00 - 17:00

- Participantes: Juliana Maia, Jean D'Ugard, Caroline Soares Santos;
Comentador: Rebecca Abbers;

Oficinas
Oficina - Marketing Político - Quinta, 11/11, 09:00 - 12:00
Oficina - Pesquisa Eleitoral - Quinta, 11/11, 14:00 - 17:00
Oficina - Política e Educacao - Sexta, 12/11, 09:00 - 12:00

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O papel da Aliança no contexto nacional


Por Rodrugo Lyra, aluno de Sociologia e membro da Aliança pela Liberdade.

O título é pretensioso? Antes de condenarmos o autor do texto, voltemos aos anos da Ditadura Militar. Se por um lado havia a repressão como política de estado, por outro havia um terrorismo marxista como resposta igualmente danosa. A sociedade civil não fardada e não vermelha, carecia de representação.

Nessa mesma época cresceu o chamado ‘’movimento estudantil’’ em todo o Brasil, que apesar de ser amplamente apoiado por correntes extremistas da esquerda, possuía também estudantes interessados não em uma outra revolução – a vermelha – mas em lutar por um Estado aberto e condizente com a realidade social.

Esse tempo passou. O país se democratizou, se modernizou e, por tabela, as representações político-partidárias e estudantis também, correto? Será? Para responder essa pergunta devemos analisar o perfil da sociedade e dos estudantes dos dias de hoje.

A revista Veja realizou uma enquete sobre como os seus eleitores gostariam que o próximo presidente agisse em relação ao Estado. Quase 70% optaram pela alternativa de diminuir o tamanho da máquina pública, 20% optaram pela redução a um Estado mínimo e, apenas 8%, optaram por um Estado maior, com mais programas sociais e interventor, uma postura, portanto, conservadora do modelo atual.

Sabemos que a pesquisa pode representar o anseio de apenas uma parte muito pequena da população, que possui acesso à internet e interesse pelo assunto. No entanto, segundo o cientista político Christopher Garman, a pesquisa serve para evidenciar mudanças de mentalidade. O brasileiro aos poucos, estaria se tornando menos benevolente com um Estado presente primordialmente na hora de cobrar altos tributos, mas ausente quando ao prestar seus deveres mais básicos.

Essa provável mudança de mentalidade é reflexo do bom cenário econômico em que nosso país vive, resultado não de um mandato de oito anos, mas de inúmeros fatores e reformas anteriores, além de sorte. O aumento de renda promove mais educação e consciência do real papel do Estado, se está auxiliando ou não o empreendimento do cidadão, desde a formação de lan-houses em favelas por próprios moradores, até a abertura de grandes empresas.

A sociedade mudou e seria ignorância achar que os estudantes estariam atrasados ou parados no tempo. A votação expressiva da chapa Aliança pela Liberdade da UnB comprova que cada vez mais estudantes se identificam com nossas propostas e idéias de eficiência, transparência e independência de agendas partidárias feitas sob uma ótica de revolução industrial.

A Aliança chamou a responsabilidade para ser a representante discente dessa nova geração de estudantes, que se torna cada vez maior. A pergunta que fica é: quando teremos representantes políticos, candidatos à presidência que assumam o compromisso de representar essa nova demanda de interesses? Não sabemos ao certo, mas em um nível menor, dentro da realidade da Universidade de Brasília, a Aliança desempenha o seu papel.

Referência: http://veja.abril.com.br/noticia/economia/pensamento-liberal-sobre-o-papel-do-estado-ainda-nao-se-disseminou

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Educação no Campo


A Administração não tem a livre
disposição dos bens e interesses públicos, porque atua em nome de terceiros. Por essa
razão é que os bens públicos só podem ser alienados na forma em que a lei dispuser. Carvalho Filho.

Tendo lido no site da UnB uma chamada sobre uma convocação para os aprovados no vestibular de Educação no Campo, tive a memória provocada (http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=4104). Há tempos ouvimos rumores, mais ou menos fortes, mais ou menos próximos do mundo real, a respeito da criação de cursos ou cotas para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na UnB.
Não é apenas da cabeça criativa das pessoas que advêm tal desconfiança. Na Universidade Federal de Goiás (UFG) já havia experiência sobre a matéria (http://www.mst.org.br/node/7688), onde o MST desfrutava de seu curso de Direito Agrário.

Fui ao site do Cespe e decidi checar a natureza desse novo curso (http://www.cespe.unb.br/vestibular/educacaodocampo2009/). Lidos o edital e a prova aplicada aos vestibulandos, percebi que, até aqui, não há maiores objetos para preocupação. Veja bem, falo em “maiores”, não em “nenhum”. Explico.

Há no edital menção à participação do concorrente em movimentos sociais ou sindicais ligados ao campo. Dentre os muitos critérios/requisitos válidos para inscrever-se, esse é um deles. A verdade é que ser ligado ao MST não é dado bastante e suficiente para que o candidato seja habilitado a usufruir de dinheiro de pagadores de impostos na forma de um curso de graduação. A prova aplicada tinha conteúdo bem diversificado e de qualidade. Podemos então deixar de lado as preocupações? Acredito que não. Continuaremos a observar de perto a execução desse curso, seus professores, alunos selecionados e, especialmente, grade curricular. Uma universidade pública e de qualidade não pode direcionar os recursos escassos do contribuinte brasileiro para atender ao interesse de grupos fechados, obscuros, que atentam contra a democracia e o estado de direito. Que tipo de conteúdo seria veiculado em uma escola do MST? Google it! (MST, escolas, ensino)


quarta-feira, 9 de junho de 2010

sábado, 15 de maio de 2010

Notícia do DCE da UFRGS

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TERRORISMO CONTRA O DCE DA UFRGS

sexta-feira, 14/05/10

O Diretório Central dos Estudantes da UFRGS foi vítima de ato criminoso, quando na madrugada desta quarta-feira seu hall de entrada foi incendiado. A ação, assumida por um grupo intitulado ‘Comando de Caça aos Reacionários’, demonstra o desprezo de determinados grupos radicais pela livre escolha dos estudantes da Universidade, pelo patrimônio público e Estado Democrático de Direito.

O crime acontece no momento em que o DCE está se repaginando, passando por reformas para melhor receber e atender aqueles que são o motivo de sua existência: os universitários. Na condição de diretor de Relações Institucionais da entidade, estive pessoalmente empenhado, juntamente com outros membros da gestão, na arrecadação de recursos financeiros junto à iniciativa privada para a realização das obras de reforma na sede que nos foi entregue destruída. Tais obras estão em andamento, mas com esta ação terrorista acabaram sofrendo severo revés.

Esta ação tem o evidente caráter de ter sido cometida por quem desrespeita a democracia, a pluralidade e as leis de forma geral. Além do vandalismo, o que está em discussão é algo maior: a liberdade de pensamento dentro da Universidade.

Mais do que isso, criminosos que cometeram este delito devem ser tratados como tais e merecem repúdio incondicional da sociedade. O claro dano ao patrimônio público já está sendo investigado pela Polícia Federal, que tem jurisdição nas ações dentro da UFRGS, e uma vez identificados os responsáveis, esperamos a respectiva e dura punição.

A proposta, porém, de devolver o DCE da UFRGS para os estudantes continuará, mais do que nunca, sendo posta em prática, procurando oferecer aos alunos um lugar agradável e recuperado. Um espaço onde possam ser bem recebidos, um ambiente em que suas reivindicações sejam atendidas, independentemente de preferências políticas ou ideológicas.

Somos adeptos da democracia, da liberdade pensamento e de iniciativa. Em nossa visão de mundo os adversários são vencidos pela discussão e persuasão; não pela força, armas ou terror.

—

Veja o vídeo sobre o ocorrido

Veja notícia da ZH sobre o caso

quinta-feira, 25 de março de 2010

Aula-debate com Paulo Roberto de Almeida


O Professor e Diplomata Paulo Roberto de Almeida respondendo perguntas dos estudantes.

"É um fato que o Brasil melhorou bastante nos últimos anos, mas menos do que se pensa, ou se apregoa, e menos do que o necessário;

É minha opinião que o Brasil continua a padecer de graves disfunções estruturais e sistêmicas , em especial no terreno educacional, no âmbito institucional e até no plano psicológico (ou mental), o que o impede de reconhecer essas deficiências e de estabelecer um consenso em favor de um penoso, mas necessário processo de reformas estruturais e institucionais;"

sexta-feira, 5 de março de 2010

O elogio da civilidade


No semestre que se inicia a Aliança pela Liberdade organizará uma série de palestras e debates a respeito de importantes temas, como a crise financeira internacional, a liberdade de expressão e o alcance da ação estatal no Brasil. Acreditamos que está nas bases de nossa vocação como grupo acadêmico-político a chamada para o debate e a reflexão de temas que ainda são tratados com timidez no espaço universitário.

Afinal, qual a missão da universidade? Insisto em proclamar que seja aproximar-se da verdade, sem dizer o que deve ser, sem prescrições de engenharia social, mas ao menos dizendo o que não é, para aproveitar lição do geneticista Sérgio Pena em sua recente participação na Audiência Pública das cotas raciais no STF. Há aqueles que dizem não existir a verdade, mas, citando uma velha lição "A is A. Existence exists".

Pois bem, começaremos essa busca com contribuição do ilustre diplomata e professor Paulo Roberto de Almeida (http://diplomatizzando.blogspot.com/) na manhã de segunda-feira 15 de março. Às 09:45h terá início aula-debate no Joaquim Nabuco (FA) com o professor sobre temas fundamentais de nossa estratégia nacional, passando por relações internacionais, política, economia e direito.

Mas qual a razão do título que encabeça este post? O evento que abre nosso ciclo de reflexões não se daria sem a valiosa contribuição dos Centros Acadêmicos de Direito, Ciência Política, Relações Internacionais e Economia. Por mais que em muitos casos sejam divergentes as percepções ideológicas dos membros da Aliança e das diretorias dos mencionados centros, encontramos não mais do que simpatia e colaboração por parte delas.

A civilidade não pode submeter-se aos falsos dilemas entre direita e esquerda.

Blog da Liberdade