Como aperitivo e em tempos de greve:
Íntegra do artigo:
Radiografia dos salários do funcionalismo público
Por Carlos A. B. Góes

"Sem a emancipação dos atuais cativos nunca o Brasil firmará sua independência nacional e segurará e defenderá a sua liberal constituição. Sem liberdade individual não pode haver civilização, nem sólida riqueza; não pode haver moralidade e justiça, e sem estas filhas do céu, não há nem pode haver brio, força e poder entre as nações". Joaquim Nabuco, "O Abolicionista, 1863.

"Todas as coisas brilhantes e virtuosas derivam do trabalho de indivíduos que puderam criar em liberdade". Einstein
''A posteridade poderá saber que não deixamos, pelo silêncio negligente, que as coisas se passassem como num sonho'' (Richard Hooker)
Tendo lido no site da UnB uma chamada sobre uma convocação para os aprovados no vestibular de Educação no Campo, tive a memória provocada (http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=4104). Há tempos ouvimos rumores, mais ou menos fortes, mais ou menos próximos do mundo real, a respeito da criação de cursos ou cotas para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na UnB.
Não é apenas da cabeça criativa das pessoas que advêm tal desconfiança. Na Universidade Federal de Goiás (UFG) já havia experiência sobre a matéria (http://www.mst.org.br/node/7688), onde o MST desfrutava de seu curso de Direito Agrário.
Fui ao site do Cespe e decidi checar a natureza desse novo curso (http://www.cespe.unb.br/vestibular/educacaodocampo2009/). Lidos o edital e a prova aplicada aos vestibulandos, percebi que, até aqui, não há maiores objetos para preocupação. Veja bem, falo em “maiores”, não em “nenhum”. Explico.
Há no edital menção à participação do concorrente em movimentos sociais ou sindicais ligados ao campo. Dentre os muitos critérios/requisitos válidos para inscrever-se, esse é um deles. A verdade é que ser ligado ao MST não é dado bastante e suficiente para que o candidato seja habilitado a usufruir de dinheiro de pagadores de impostos na forma de um curso de graduação. A prova aplicada tinha conteúdo bem diversificado e de qualidade. Podemos então deixar de lado as preocupações? Acredito que não. Continuaremos a observar de perto a execução desse curso, seus professores, alunos selecionados e, especialmente, grade curricular. Uma universidade pública e de qualidade não pode direcionar os recursos escassos do contribuinte brasileiro para atender ao interesse de grupos fechados, obscuros, que atentam contra a democracia e o estado de direito. Que tipo de conteúdo seria veiculado em uma escola do MST? Google it! (MST, escolas, ensino)
O Diretório Central dos Estudantes da UFRGS foi vítima de ato criminoso, quando na madrugada desta quarta-feira seu hall de entrada foi incendiado. A ação, assumida por um grupo intitulado ‘Comando de Caça aos Reacionários’, demonstra o desprezo de determinados grupos radicais pela livre escolha dos estudantes da Universidade, pelo patrimônio público e Estado Democrático de Direito.
O crime acontece no momento em que o DCE está se repaginando, passando por reformas para melhor receber e atender aqueles que são o motivo de sua existência: os universitários. Na condição de diretor de Relações Institucionais da entidade, estive pessoalmente empenhado, juntamente com outros membros da gestão, na arrecadação de recursos financeiros junto à iniciativa privada para a realização das obras de reforma na sede que nos foi entregue destruída. Tais obras estão em andamento, mas com esta ação terrorista acabaram sofrendo severo revés.
Esta ação tem o evidente caráter de ter sido cometida por quem desrespeita a democracia, a pluralidade e as leis de forma geral. Além do vandalismo, o que está em discussão é algo maior: a liberdade de pensamento dentro da Universidade.
Mais do que isso, criminosos que cometeram este delito devem ser tratados como tais e merecem repúdio incondicional da sociedade. O claro dano ao patrimônio público já está sendo investigado pela Polícia Federal, que tem jurisdição nas ações dentro da UFRGS, e uma vez identificados os responsáveis, esperamos a respectiva e dura punição.
A proposta, porém, de devolver o DCE da UFRGS para os estudantes continuará, mais do que nunca, sendo posta em prática, procurando oferecer aos alunos um lugar agradável e recuperado. Um espaço onde possam ser bem recebidos, um ambiente em que suas reivindicações sejam atendidas, independentemente de preferências políticas ou ideológicas.
Somos adeptos da democracia, da liberdade pensamento e de iniciativa. Em nossa visão de mundo os adversários são vencidos pela discussão e persuasão; não pela força, armas ou terror.
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Veja o vídeo sobre o ocorrido
Veja notícia da ZH sobre o caso
É minha opinião que o Brasil continua a padecer de graves disfunções estruturais e sistêmicas , em especial no terreno educacional, no âmbito institucional e até no plano psicológico (ou mental), o que o impede de reconhecer essas deficiências e de estabelecer um consenso em favor de um penoso, mas necessário processo de reformas estruturais e institucionais;"
No semestre que se inicia a Aliança pela Liberdade organizará uma série de palestras e debates a respeito de importantes temas, como a crise financeira internacional, a liberdade de expressão e o alcance da ação estatal no Brasil. Acreditamos que está nas bases de nossa vocação como grupo acadêmico-político a chamada para o debate e a reflexão de temas que ainda são tratados com timidez no espaço universitário.
Afinal, qual a missão da universidade? Insisto em proclamar que seja aproximar-se da verdade, sem dizer o que deve ser, sem prescrições de engenharia social, mas ao menos dizendo o que não é, para aproveitar lição do geneticista Sérgio Pena em sua recente participação na Audiência Pública das cotas raciais no STF. Há aqueles que dizem não existir a verdade, mas, citando uma velha lição "A is A. Existence exists".
Pois bem, começaremos essa busca com contribuição do ilustre diplomata e professor Paulo Roberto de Almeida (http://diplomatizzando.
Mas qual a razão do título que encabeça este post? O evento que abre nosso ciclo de reflexões não se daria sem a valiosa contribuição dos Centros Acadêmicos de Direito, Ciência Política, Relações Internacionais e Economia. Por mais que em muitos casos sejam divergentes as percepções ideológicas dos membros da Aliança e das diretorias dos mencionados centros, encontramos não mais do que simpatia e colaboração por parte delas.
A civilidade não pode submeter-se aos falsos dilemas entre direita e esquerda.