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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Eliminando o risco, securitizando a diversão: uma análise financeira da Calourada da UnB


*Por Carlos Góes 

Imagine que você tenha feito uma aposta com seu vizinho. Ele cobraria dois reais e lhe daria 10 reais se você conseguisse tirar coroa três vezes seguidas ao jogar uma moeda. Ao mesmo tempo, um outro vizinho lhe propõe a possibilidade de ganhar os mesmos 10 reais, mas você precisaria tirar coroa três vezes dentre seis tentativas. Você certamente escolheria a segunda proposta! Mas, e se o primeiro vizinho subisse a recompensa para 30 reais?! Talvez você se dispusesse a enfrentar mais riscos de perder... para ter a chance de ganhar mais. Essa é uma das máximas de finanças.

O que isso tudo tem a ver com a atual polêmica sobre a Calourada da UnB? Bem, o DCE modificou o modelo de gestão da Calourada para esse ano. Até o ano passado, os CAs agiam como capitalistas de risco[§]: entravam com um investimento inicial e arcavam com os altos riscos do capital depreendido. Embora tenham tido retorno no primeiro ano do modelo, no ano passado os CAs tiveram um significante prejuízo – o que evidencia a volatilidade do investimento.

Esse ano, o DCE tinha de tomar uma decisão: manter o modelo de alto risco ou procurar um novo modelo? Acertadamente, o DCE optou por um investimento mais conservador, que minimiza riscos. No total, o movimento estudantil ficará com 10% das receitas brutas mais 45% dos excedentes primários, o que totaliza mais da metade do total, sem precisar entrar com um centavo de investimento. Esse modelo é vantajoso pois permite que CAs sem fundos participem e, no caso de o evento dar prejuízo, garante que os CAs serão os únicos a receberem qualquer quantia. Por essa razão, desafio qualquer pessoa a justificar, com retornos suficientemente maiores que os já robustos volumes esperados, a modificação de um investimento de risco zero para outro de risco total.

Mais do que isso, cabem algumas perguntas... Deve o movimento estudantil da UnB atuar como um capitalista de risco, como defendem os membros das gestões passadas? Ou deve ele ser conservador em seus movimentos, minimizando risco e garantindo com maior certeza os recursos necessários ao financiamento de suas atividades representativas? Deve a Calourada ser um evento para benefício de alguns poucos, assumindo-se riscos simplesmente para treinar mão de obra qualificada para a gestão futura de eventos no DF, como era feito no passado? Ou deve ela servir para garantir a maior diversão de todos os estudantes, trazendo grandes atrações, como o Bloco do Sargento Pimenta[*] e Banda Uó[**]?

Chame-me de idealista, mas eu entendo que, para as funções acadêmicas e representativas do movimento estudantil, não é necessário mais do que algum dinheiro, criatividade, disposição e competência. Também não é conveniente que as festas se tornem o fim último do movimento estudantil ou que estas transformem-se em programas de trainee para futuros promoters de Brasília, subsidiados com dinheiro dos CAs e do DCE. Nada mais acertado, portanto, do que garantir um fluxo certo de recursos para os CAs, enquanto, concomitantemente, assegura-se um evento com ótimas atrações a preços razoáveis[∞] para todos os estudantes da UnB. Devem ser eles, todos os estudantes, e não somente os militantes do movimento estudantil, a terem seus interesses representados pelo DCE.

Sobre a Calourada deste ano, minha análise é de que ela é um péssimo negócio para as pessoas que decidiram assumir os riscos – eles devem ser muito depreendidos dos ganhos materiais, pois são péssimos homines oeconomici. Sob o ponto de vista financeiro, posso afirmar peremptoriamente: os riscos, esses sim, foram eliminados. E isso é ótimo para os CAs e para o DCE.
*Carlos Góes é Mestrando em Economia Internacional (com especialização em Finanças Internacionais) pela Universidade Johns Hopkins; Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília; e Geronte da Aliança pela Liberdade.
[§]No jargão de finanças: venture capitalists - aqueles que investem em “start-ups”, empresas ou projetos de retorno incerto – e, portanto, muito arriscado.
[*]Banda que toca Beatles em forma de marchinhas de carnaval, escolhida para ser a atração musical a tocar para o príncipe britânico em sua recente visita ao Brasil.
[**]Banda vencedora do Video Music Brasil, da MTV, em 2011
[∞] Dois shows a R$15,00 no Plano Piloto, sério?! Recordo, ainda, que estudantes Grupo I e II ganharão entradas para a Calourada promovida pela Gestão Aliança pela Liberdade.


ANEXO - MINI-ANÁLISE FINANCEIRA DA NOVA CALOURADA

(Esses números são ilustrativos e razoavelmente arbitrários. Eles servem basicamente para demostrar para o leitor interessado a diferença entre dois cenários: com e sem excedentes. Antes de dizer que é uma simplificação, saiba que essa mini-análise é isso mesmo: uma simplificação. Mas ela enfatiza as vantagens do modelo apresentado)


Modelo (I) - COM EXCEDENTES
Receitas Brutas:  R$458,250.00
10% para os CAs:  R$(45,825.00)
Custo Logístico e de Bens Vendidos  R$(120,000.00)
Excedentes Primários  R$292,425.00
Custos Operacionais (Investidor Externo)  R$(160,833.75)
Excedentes Líquidos  R$131,591.25
Total para o ME  R$177,416.25
DCE  R$58,485.00
Cas  R$104,310.00
Fundo Institucional  R$14,621.25
Modelo (II) - SEM EXCEDENTES
Receitas Brutas:  R$120,000.00
10% para os CAs:  R$(12,000.00)
Custo Logístico e de Bens Vendidos  R$(120,000.00)
Excedentes Primários  R$(12,000.00)
Prejuízo para Investidor Externo  R$(12,000.00)
Excedentes Líquidos  R$0,00   
Total para o ME  R$12,000.00
DCE  R$0,00   
Cas  R$12,000.00
Fundo Institucional  R$0,00   

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Brincando de liberdade.


*Por André Maia

We will stand on principle or we will not stand at all. (Lady Thatcher)

Foi apenas uma escolha simples. Nada além disso. Não reinventamos a roda, não fizemos cálculos econométricos ou nos sentimos como espetaculares cientistas sociais em seu laboratório. Alguém apenas disse: vamos deixar que escolham.

Um espaço é o do trote sujo, com a tradicional (e inimaginavelmente divertida!) chuva de ovos. Há um mural com um monte de consagrados (aliviadas, aliviados). Há muita gente, tinta, farinha, e uma galera correndo com cartazes a arrebanhar as calourinhas e calourinhos. Há uma gritaria, choro, sorrisos e gargalhadas.

O outro espaço é o do trote limpo. Há um mural com um monte de consagrados (aliviadas, aliviados). Há algodão doce, refrigerante, cama elástica. Há música e muita gente. Há uma gritaria, choro, sorrisos e gargalhadas. Ah, também temos cartazes e os arrebanhados.

Gente. Havia gente nos dois espaços. Não era o bonde de Átila, o Huno, e sua horda de bárbaros, contra o bonde da gente civilizada, limpinha, e sua visão iluminada das corretas relações sociais. Era apenas gente. Uns divertem-se sujando e levando tinta. Outros preferem apenas seguirem limpos, com seus sorrisos, abraços e, claro, algodão doce. Simples assim.

“Magicamente”, o que parecia ser o choque das civilizações transformou-se em apenas mais uma festa saudável, uma celebração onde as pessoas comemoram o seu momento e ao seu modo. Nada de imposições. Nada de desrespeito. Não reinventaram a roda. Apenas colocaram o jumentinho para puxar a carroça (o jumentinho deste texto não foi tratado com um chicote. Algumas boas cenouras serviram).

O texto de meu amigo Saulo já contempla a avidez por argumentos de qualquer inconformado. “Como eles conseguiram!?” Bem, não foi o DCE, foram os veteranos, os calouros e suas famílias. O DCE não fez nada, nada além de deixar as pessoas fazerem. A pergunta simples a ser feita é “como as pessoas podem ser livres?”. Às vezes basta pensar.

Watch your thoughts for they become words. Watch your words for they become actions. Watch your actions for they become...habits. Watch your habits, for they become your character. And watch your character, for it becomes your destiny! What we think we become. My father always said that... and I think I am fine. (Uma velhinha no filme que estréia sexta-feira)

Portanto, amanhã tem mais.

O autor deste comentário é apenas um velho cansado e suas considerações não necessariamente refletem a sabedoria, ânimo e profissionalismo da Aliança pela Liberdade.

*André Maia é graduado em Relações Internacionais e graduando em Direito, ambos pela UnB. É membro fundador e Presidente de Honra da Aliança pela Liberdade.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A primeira estação do caminho de mudanças: o novo site do DCE

*Por André Maia

Há praticamente um mês a Gestão Aliança pela Liberdade assumiu o DCE/UnB. Inúmeras reuniões têm sido realizadas, projetos elaborados e tocados. De diferentes formas as/os estudantes da UnB têm percebido a evolução qualitativa de sua representação. Contudo, se há algo radicalmente perceptível, é a mudança no site do DCE/UnB. O novo site é a cara da nova gestão: modernidade, eficiência, pluralismo, transparência, clareza e trabalho. Especialmente, muito trabalho.

Modernidade: o site atual é incomparavelmente melhor em relação ao site anterior. Mantido há anos como uma carroça, um objeto de museu, o antigo site tinha aparência e funcionalidade piores do que qualquer blog de amador (como este próprio que você lê agora). O site novo é uma ferramenta bonita e convidativa, que interage com o visitante, sendo a cara de uma universidade de empreendedorismo e inovação. Ele está completamente integrado às ferramentas sociais (Facebook, Twitter e Google+) da chamada web 2.0 e se baseia amplamente em conteúdo gerado pelos próprios usuários - no caso, os estudantes.

Eficiência: o novo site dispõem informações de maneira organizada e útil. A página virtual atinge sua finalidade ao trazer informações de qualidade e interesse das/dos estudantes. A aluna de nossa univesidade sabe que encontrará informações atualizadas e úteis na página de seu diretório. O aluno da UnB sabe que ao entrar na página do DCE não encontrará apenas informações de assuntos externos ao seu cotidiano universitário.

Pluralismo: em sua seção de eventos e grupos, a página do DCE demonstra ser, de fato, de todas e todos os estudantes. O site apenas começou e já percebmos uma participação crescentes de pessoas querendo divulgar seus eventos estudantis, sendo eles dos mais diversos temas e interesses. Assim se organiza o site de uma gestão que pretende representar e não dirigir seus pares.

Transparência: ao contrário de gestões anteriores, a atual Gestão fala e faz! Nas gestões anteriores, era um suplício o simples cumprimento do Estatuto do próprio DCE. Infelizmente as contas raramente eram disponibilizadas no site. Contas de DINHEIRO PÚBLICO. A Gestão atual, por crer que o que é público é de todos, acredita que TODOS devem ter acesso simplificado e periódico às contas da gestão. Existe forma mais eficaz do que nosso site para fazê-lo?

Clareza: o site anterior, além de ser praticamente inútil, era também confuso. As informações estavam dispostas de modo desorganizado, além de ter conteúdo duvidoso, visto que os mais diversos assuntos misturavam-se sem muita explicação. O site atual permite que o visitante encontre de modo claro e rápido as informações que foi buscar.

Trabalho: não, não acredito que tenha sido fácil criar um site eficiente e moderno. Alimentá-lo permanentemente deve ser ainda mais trabalhoso, tanto por razões de forma quanto de conteúdo. Ele é o resultado evidente de quem tem compromisso com sua universidade e emprega seu tempo e esforços em benefício da coisa pública. Esses são os fatos a respeito de um grupo que foi acusado de ser egoísta, apolítico e desmobilizado. Contra a mentira e os falsos discursos a nova Gestão apresenta fatos, trabalho, esforço.

O site do novo DCE é um site de verdade, de uma Gestão de verdade, que representa estudantes de verdade. Convido o leitor a comparar a versão antiga e a nova e chegar às suas próprias conclusões.

*André Maia é bacharel em Relações Internacionais e estudante de Direito pela Universidade de Brasília. É membro fundador e Presidente de Honra da Aliança pela Liberdade.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Pelo fim das polarizações apaixonadas: um chamado à comunidade acadêmica

*Por Aliança pela Liberdade

Desde que a Gestão Aliança pela Liberdade tomou posse acusações ferozes e infundadas circulam nas redes sociais. Mesmo depois de todos os membros da gestão apresentarem, por iniciativa própria, declarações de não-filiação partidária ao Conselho de Entidades de Base, alguns insistem em imputar-nos o estigma de que teríamos faltado com a verdade durante as eleições. Por meio desta nota, o DCE reafirma o fato comprovado pelas declarações do Tribunal Superior Eleitoral já publicizadas: não há membros filiados na gestão do DCE - sendo fato vencido e público, qualquer tergiversação sobre esse assunto indica má fé ou ignorância. Outrossim, não haverá mais qualquer declaração institucional sobre esta matéria, que passará a ser tratada diretamente pela Assessoria Jurídica do Diretório.

Para além disso, fazemos um chamado à comunidade acadêmica para cooperar conosco no trabalho que já começou - seja atuando como colaborador do DCE nas diversas comissões de atuação, seja fazendo uma oposição vigilante, responsável e de boa fé. Colaboradores são alunos da UnB que decidem ajudar o DCE contribuindo de forma esporádica ou permanente nas atividades do Diretório, mesmo sem fazer parte da gestão. Eles são peças essenciais, pois o trabalho de construir uma UnB livre, eficiente e progressista não é pequeno.

O trabalho já começou e é intenso. Diversas reuniões realizadas com a Reitoria, a OAB/DF, a Secretaria de Segurança Pública do GDF e representantes de Universidades Estrangeiras, dentre outros, têm firmado as diretrizes para que alcancemos aquelas bandeiras que foram escolhidas pelos estudantes da UnB para ser a agenda de ação do DCE: maior segurança no campus, mais recursos em financiamento para pesquisas, mais convênios para intercâmbio, empoderamento dos estudantes por meio dos CAs, assistência estudantil, RU em todos os campi e uma reforma institucional no DCE.

Há muito espaço para colaboração entre os diversos grupos da Universidade de Brasília e esperamos cumprir a missão que acreditamos ser correta, qual seja: a de que o DCE deve servir aos estudantes - e não conduzi-los. Entendemos que mesmo as eventuais discordâncias não devem implicar em irracionais polarizações apaixonadas ou em um espírito fratricida que não colabora em nada com a melhoria da Universidade de Brasília. Por isso, chamamos todos os estudantes ao diálogo e chamamos aqueles que se sentirem motivados a contribuir com uma UnB mais livre ao trabalho.

Se você quer fazer da UnB mais livre, entre em contato com o DCE.

Twitter: @dceunb

terça-feira, 1 de novembro de 2011

QUANDO A CORAGEM VENCEU O MEDO - DISCURSO DE POSSE



Estimados membros da gestão cessante e das demais chapas,
Colegas da Universidade de Brasília,
Amigas e amigos presentes,
Boa tarde,

"Todas as coisas brilhantes e virtuosas derivam do trabalho de indivíduos que puderam criar em liberdade". Einstein

É, para nós, uma honra ter recebido um voto de confiança das e dos estudantes da Universidade de Brasília - que escolheram o projeto de uma UnB Livre como diretriz norteadora. Agradecemos a lisura do processo eleitoral, em especial à Comissão Eleitoral, nas pessoas do Fernando, Gustavo Cuia, Heitor, Lázaro, Leandro, Micha e Tatiane.

Somos mais do que rótulos, somos princípios. Queremos fazer uma UnB mais livre, lutaremos até o fim por isso.

Ao assumirmos o Diretório Central dos Estudantes Honestino Guimarães, assumimos a responsabilidade de honrar seu nome. Honestino foi um estudante que, assim como nós, se indignou com os absurdos ao seu redor. Sob o manto repressor da ditadura militar, Honestino lutou e morreu por princípios maiores: por democracia, por igualdade de direitos, por li-ber-dade.

Enganaram-se aqueles que, com base em estereótipos, preconceito e ignorância, achavam que esse DCE passaria a se chamar DCE Luís Inácio Lula da Silva - ou DCE Fernando Henrique Cardoso. Aqui assumimos publicamente o compromisso de que o Diretório que carrega o nome Honestino Guimarães não esquecerá seu dever histórico: a luta por liberdade.

Nossa primeira responsabilidade é com aqueles que dependem de assistência estudantil para poder continuar seus estudos. Bolsa permanência, moradia estudantil e alimentação dos estudantes Grupo 1 e 2, inclusive por meio de RU em todos os campi, é um dever da Universidade. Mais de uma vez falamos que o mérito é um de nossos princípios. Portanto, nada mais justo que a Universidade recompense aqueles alunos que, sabemos, pelos diferentes pontos de partida, enfrentaram maiores dificuldades para conquistar o limitado acesso à Universidade pública. Essas lutas também são nossas.

Além disso, precisamos nos preocupar com o cotidiano universitário para permitir que a UnB cumpra sua missão, qual seja: “produzir, integrar e divulgar conhecimento, formando cidadãos comprometidos com a ética, a responsabilidade social e o desenvolvimento sustentável.” Um espírito de conservadorismo espúrio tem afastado a Universidade de sua missão. Somente com o rompimento de preconceitos ideológicos poderemos: aumentar os recursos para pesquisa e inovação; apoiar o aprendizado prático, a responsabilidade sócio-ambiental e o empreendedorismo através de empresas juniores e projetos de extensão; garantir a segurança e integridade física dos estudantes, professores e funcionários; e assegurar os devidos investimentos em infra-estrutura que combinem uma expansão universitária que não atropele o objetivo de excelência acadêmica.

Sabemos que a UnB tem uma vocação de pluralidade. O DCE representa os estudantes. Contudo, seria petulante e autoritário achar que as iniciativas estudantis se resumem àquilo que determina o DCE. Entendemos que o DCE deve apoiar as iniciativas estudantis. O DCE deve servir aos estudantes - e não dirigi-los.

Por este motivo, temos a plena convicção de que os diversos grupos, coletivos e indivíduos que compõem a comunidade acadêmica continuarão a levantar causas importantes em todas as esferas da realidade. Serão causas múltiplas, diversas, contraditórias. É da pluralidade, das diferenças, do debate que deriva a beleza da liberdade.

Alguns alegam que os 1280 votos que nos elegeram não seriam suficientes para garantir a representatividade da gestão. Concordamos que isso seja um problema. Mas, problema maior é o fato de que dos cerca de 33 mil estudantes da UnB, 27 mil escolheram não votar. Há, de fato, uma crise de representatividade no DCE. Mas essa crise de representatividade é do sistema representativo. Esse é nosso diagnóstico - e é por isso que apresentamos uma proposta de DCE parlamentarista: para que os que não se sentem representados tenham voz. Entregaremos nossos cargos no momento em que o Parlamentarismo for aprovado, pois nosso projeto nunca foi um projeto de poder, nosso projeto é um projeto de potência.

Assim, assumimos outro compromisso em nome da nova gestão do Diretório Central dos Estudantes. Não fecharemos a gestão a outros grupos. Nenhum sistema representativo é perfeito, mas os resultados serão muito melhores com respeito mútuo, diálogo, trabalho conjunto e tolerância.

Mesmo dentro dessa enorme pluralidade, há interesses comuns a todos os discentes da UnB. Todos querem que essa Universidade atinja plenamente o seu potencial. É uma questão inclusive de respeito à sociedade que a financia com tanta dificuldade. Mais de um bilhão de reais são investidos na UnB à cada ano. O mínimo que podemos fazer é nos esforçarmos para que ela esteja entre as melhores do mundo! Tão evidente quanto o potencial da UnB é que ele não se concretiza só com ideias. Delas precisa surgir uma postura de irresignação, de união, de trabalho conjunto de onde surgirá a transformação da UnB, do Distrito Federal e do Brasil.

Como afirmamos no começo, a nossa essência são os nossos princípios. Mas, se nossa essência são nossos princípios, nosso corpo é nosso trabalho. Que nos tomem por nossas ações e assim entendam nossos princípios, não o contrário.

O trabalho já começou e quem quiser ajudar é muito bem vindo, há muito a ser feito. Vai ser difícil, nós sabemos, mas vai compensar. A UnB tem tudo para estar no topo. Essa gestão trabalhará porque cada um de nós acredita nisso! Mesmo que alguns tentem impedir esse trabalho, continuaremos lutando. Em respeito aos nossos eleitores, em respeito a todos os alunos e alunas, à comunidade acadêmica e à sociedade brasileira. Continuaremos lutando por uma UnB livre, inclusiva, plural e de excelência.

''A posteridade poderá saber que não deixamos, pelo silêncio negligente, que as coisas se passassem como num sonho'' (Richard Hooker)

Viva a UnB e viva a liberdade! Obrigado!

Davi Brito,
Presidente da Aliança pela Liberdade.

Blog da Liberdade