Mostrando postagens com marcador infra-estrutura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador infra-estrutura. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Por uma UnB Segura


*Por Davi Brito

Furtos, depredações, assaltos, tentativas de sequestros e até estupros. É com espantosa frequência que estudantes de nossa universidade se queixam e se mobilizam para tentar amenizar os efeitos dessas ocorrências. O mais inacreditável é que esta realidade se mantém, e se agrava, através dos anos e gestões. Mesmo com toda a comunidade acadêmica submetida a tal insegurança, até hoje não foram tomadas medidas eficazes.

 A insegurança é um problema que afeta a todos que frequentem um dos campi, inclusive àqueles que não fazem parte da comunidade acadêmica. Hoje, o campus Darcy Ribeiro é responsável pela maior parte da criminalidade na Asa Norte. Não há meios de uma universidade alcançar sua plena capacidade de ensino, pesquisa e extenção se as pessoas que circulam na universidade e atráves dela não têm segurança. 

 Frente a este cenário, o que esperamos de nosso próximo reitor é objetividade, sem demagogias e politicagens. O problema é latente e temos que combatê-lo. Elencamos 10 pontos que não devem ser olvidados para que tudo seja efetivamente resolvido. 

 01. Batalhão Universitário (ou Policiamento Cidadão Universitário)
O policiamento nos campi é necessário, mas, não menos importante, é o cuidado para que tal proteção não ameace a liberdade de expressão e pensamento, que é um dos pilares da criação acadêmica. Na Audiência Pública sobre Segurança na UnB realizada na Câmara Legislativa do DF no dia 16 de março deste ano, pelo DCE, sugerimos a criação de um Batalhão Universitário, uma seção do corpo da polícia do DF que será treinada especificamente para lidar com o público universitário. Ou seja, além do treinamento para prevenir crimes, os policiais estarão preparados também para tratar devidamente as diferentes facetas da comunidade acadêmica. O Decanato de Assuntos Comunitários e os estudantes, desde março, estão se movendo e dialogando com os órgãos governamentais responsáveis para concretizar a medida supracitada. Entretanto, se realmente queremos que o policiamento universitário seja um exmplo a ser seguido, esse diálogo tem que ser perene e comprometido, sendo levado a cabo por todos os segmentos de nossa universidade e protagonizado pela administração superior da Universidade.

 02. CONSEGs (Conselho Comunitário de Segurança da UnB) 
A atenção que a atual administração tem dado a este Conselho promete gerar excelentes resultados. Contudo, seu funcionamento é de longo prazo e merece atenção contínua, além de maior publicidade de suas ações e resultados. Deve-se fortalecer a presença dos CONSEGs nos campi avançados.

 03. Câmeras 
Não precisamos apenas de câmeras, mas de pessoal qualificado para operá-las, uma rede elétrica que as suportem e uma comunicação veloz e eficiente com os corpos policiais para que infrações sejam impedidas.
  
04. Devida atenção à CoPP 
A Coordenadoria de Proteção ao Patrimônio cuida da segurança de nossa universidade, mas padece da falta de inúmeros materiais básicos, como até mesmo lanternas para rondas noturnas e livros de ocorrências. Não raro, a CoPP não tem autonomia para tomar medidas essenciais à nossa segurança. 

 05. Conscientização
Muitos dos problemas recorrentes nos campi poderiam ser evitados se os indivíduos tomassem um pouco mais de cuidado, deste modo, se fazem imperativas camapanhas educativas sobre o tema. Tão importante quanto é saber como proceder se presenciar uma ocorrência e o que deve ser feito após ela.

 06. Iluminação e áreas descampadas
Locais ermos e escuros são um convite ao crime e abundam na UnB. No campus Darcy Ribeiro, há matagais altos em caminhos que os estudantes fazem até as principais vias, inúmeros estacionamentos carecem do mínimo de iluminação necessária e existem várias localidades desertas. Aumentar a movimentação em certas áreas é recomendável, dar manutenção aos caminhos feitos pelos alunos é imprescindível e melhorar a iluminação é o mínimo que podemos esperar da nova gestão.

 07. Defesa Civil 
Muitos dos prédios da UnB não seguem as normas de segurança pública estabelecidas pelos bombeiros, o mais evidente deles é o ICC. A falta de extintores e outras precauções já foi motivo de reportagens e denúncias, mas a situação permanece colocando milhares de vida em risco todos os dias. 

 08. Estreita comunicação com os corpos policiais 
O dever de nossos seguranças é a proteção patrimonial, todo o resto cabe às estruturas estatais já existentes. Por este motivo nossa segurança interna, que conhece bem a UnB, deve ter o mais fácil e rápido contato com a polícia, de modo que qualquer ocorrência possa ser atendida tempestivamente.

 09. Quatro Campi 
A UnB é uma única universidade, mas tem 4 campi. Toda estrutura disponível ao Darcy deve ser igualmente disponível aos outros 3 campi. A mobilidade é um problema recorrente, mas há também peculiaridades que devem ser constantemente averiguadas em cada local. 

 10. Trânsito e mobilidade
A falta de iluminação e sinalização de trânsito oferece sérios riscos a vida da comunidade. Pouquíssimos alunos consideram a possibilidade de locomoção por bicicletas porque não há locais seguros para guardá-las e nem caminhos adequados para utilizá-las. O incentivo ao uso de bicicletas, além de todas as outras vantagens, pode diminuir os acidentes de trânsito, diminuir a superlotação dos estacionamentos e aumentar a circulação de pessoas, tornando nossa universidade um local mais seguro.

 *Davi Brito, é graduando em Direito e ex-presidente da Aliança pela Liberdade.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Restaurante Universitário: Quando comer torna-se um ato de bravura


*Por Mateus Lôbo

Não é novidade que o nosso Restaurante Universitário está cada vez mais precário. Embora tenha passado por ampla reforma em 2010, é exorbitante o número de vezes que o mesmo restaurante foi fechado desde então por problemas na já lendária caldeira. Alguns dizem que ela pode explodir a qualquer momento.

Amanhã e sábado será a próxima vez que o R.U. fechará para reparos na bendita caldeira. Ao abrir-se o site do Restaurante lê-se:

Comunicamos que nos dias 20 e 21 de maio o Restaurante Universitário de Brasília estará fechado, pois haverá uma reforma na Caldeira.

Além disso, é gritante a má conservação do ambiente do restaurante e, sobretudo, a má higienização dos pratos disponibilizados para o usuário. Ontem, por exemplo, fui brindado com um prato "limpo" contendo restos de laranja e um segundo com restos de vegetais.

Assim, juntando o sujo com a estrutura precária do R.U., eu e meus colegas desta Aliança pela Liberdade protocolamos hoje na UnB o documento abaixo. Agora é esperar uma resposta dos reclamados.




Brasília, 19 de maio de 2011.


Magnífico Reitor José Geraldo de Souza Júnior,

Vossa Senhoria Decano de Assuntos Comunitários,

Prezada Diretora do Restaurante Universitário da Universidade de Brasília,


Desde o início deste semestre é notável aos usuários do R.U. a má higienização dos pratos disponibilizados para a realização de refeições e a constante ausência de guardanapos, em franco desrespeito às normas da Vigilância Sanitária.
Reiteradas vezes em pratos ainda não utilizados encontrei restos de comida. Ontem, por exemplo, encontrei restos de laranja em um prato e, em outro, restos de vegetais. Estando no refeitório 1, dirigi-me à nutricionista-estagiária presente ao local e registrei o fato.

Ademais, para o meu espanto, funcionários do R.U (enquanto eu registrava ter encontrado restos de alimentos em pratos "limpos") me disseram que isto vêm ocorrendo, pois lavam diariamente à mão mais de 1000 pratos, quando estes deveriam ser lavados por uma máquina.

Pergunto ao senhores: Este Restaurante, ao oferecer aos seus usuários pratos sujos à sua alimentação, obedece às regras da Vigilância Sanitária?
É procedente a informação que parte dos pratos disponibilizados ao usuário do R.U. são lavados à mão? Isso obedece às regras da Vigilância Sanitária?

Ademais, ao usuário do R.U, além de pratos sujos, é reservada também a espera freqüente por mais de 40 minutos em filas antes de realizar suas refeições. Não obstante, há dois refeitórios habitualmente fechados no último andar do Restaurante. Por que, mesmo após a ampla reforma que esse R.U. passou durante o ano anterior, ainda contamos com refeitórios fechados em uma Universidade que se expande anualmente?

Ressalto, também, que desde o ano passado o R.U. não conta com um sistema de catracas eletrônicas e tampouco com um sistema, outrora vigente, que possibilite a recarga antecipada de créditos nas carteirinhas. Por quê? Se o sistema era vigente até 2009, por que não o é mais?

Finalmente, no último dia 10 de maio a comunidade universitária da Universidade de Brasília foi surpreendida por um R.U. de portas fechadas. Como noticiou a UnBsecom, isso se deveu, novamente, ao atraso no pagamento dos funcionários do restaurante. Por quê? O que a diretoria deste Restaurante e, principalmente, a Administração Superior fez e tem feito para que o R.U. não feche mais as portas devido ao não-pagamento de seus funcionários?

Aguardo um posicionamento oficial dos reclamados e alerto, se não forem tomadas medidas públicas para regularizar a higiene do Restaurante, acionarei a Vigilância Sanitária.

Respeitosamente,

Mateus Lôbo de Aquino Moura e Silva,
Conselheiro discente no Conselho Superior Universitário (CONSUNI).


Subscrevem este documento:

Alexandre Neves,
Conselheiro discente no Conselho de Administração (CAD).

Davi Rodrigues Brito,
Conselheiro discente no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE).

Kaio Felipe Mendes de Oliveira Santos
Conselheiro discente no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE).

Rodrigo Lyra,
Conselheiro discente no Conselho Superior Universitário (CONSUNI).

Blog da Liberdade