Mostrando postagens com marcador Movimento estudantil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Movimento estudantil. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Aliança pela Liberdade é 100% nos Conselhos Superiores da UnB


Podem até mudar, mas a Aliança pela Liberdade é a única que respeita seu voto!


A gestão Aliança pela Liberdade realizou um levantamento da presença dos representantes discentes (RDs) nos Conselhos Superiores da UnB através das atas das reuniões, junto a Secretaria de Órgãos Colegiados (SOC). Os RDs são eleitos anualmente (junto com a eleição da Diretoria do DCE) e a distribuição de cadeiras entre as chapas segue o sistema proporcional. Os resultados revelaram uma diferença abismal entre a atuação da Aliança pela Liberdade e os demais grupos do movimento estudantil, como se observa no gráfico a seguir: 


PERCENTUAL DE PRESENÇAS DOS REPRESENTANTES DISCENTES,
POR CHAPA E POR CONSELHO (2011-12)

Fonte: Atas das reuniões do CEPE, CAD e CONSUNI. Secretaria de órgãos colegiados (SOC). O cálculo é simples: total de presenças da chapa sobre o total de presenças possíveis(dado o número de cadeiras).


Esses conselhos são as instâncias máximas de decisão da Universidade. No Conselho Superior (CONSUNI) foram debatidas as regras de convivência (que regulam trotes, festas, consumo de bebidas e cigarro, passagens de carros de som pelo Campus e etc), a adesão da UnB a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH, que administrará o HUB) e as regras para escolha do Reitor.  No Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) foram discutidas questões importantes como a greve, a adesão da UnB ao ENEM, a adesão da UnB a lei de cotas e o novo calendário acadêmico e criação de novos cursos. No Conselho Administrativo (CAD) são discutidas questões administrativas e financeiras, como o orçamento da UnB.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Um ano depois... O que fizemos?




Concluído o man­dato da ges­tão Aliança pela Liberdade (DCE 2011/12), apre­sen­ta­mos à comu­ni­dade aca­dê­mica uma pres­ta­ção de con­tas das prin­ci­pais ações desen­vol­vi­das no período. Entendemos como fun­da­men­tal para uma efe­tiva repre­sen­ta­ção polí­tica que os man­da­tá­rios pres­tem con­tas durante e depois dos man­da­tos. É com este intuito que pre­pa­ra­mos este texto.

A atu­a­ção da ges­tão foi divi­dida esque­ma­ti­ca­mente nas seguin­tes áreas: Segurança, Transporte, Participação e repre­sen­ta­ção, Infraestrutura, Assistência Estudantil, Mídias Sociais e assun­tos gerais.

Segurança

Entendemos que a inse­gu­rança  é um dos gra­ves pro­ble­mas da UnB  e que não pode­mos bana­li­zar ações cri­mi­no­sas que atin­gem  a vida e a inte­gri­dade da comu­ni­dade uni­ver­si­tá­ria, nem ao seu patrimô­nio. Organizamos a Semana da Segurança da UnB, quando apro­fun­da­mos o debate junto com espe­ci­a­lis­tas, auto­ri­da­des e mem­bros da comu­ni­dade uni­ver­si­tá­ria. A Semana cul­mi­nou com a audi­ên­cia pública na CLDF, onde se con­so­li­dou a pro­posta de criar um bata­lhão uni­ver­si­tá­rio, um braço da polí­cia espe­ci­a­li­zado na con­vi­vên­cia plu­ral do ambi­ente uni­ver­si­tá­rio, simi­lar ao Batalhão Escolar.

Criamos tam­bém o mapa cola­bo­ra­tivo de cri­mi­na­li­dade na UnB. Com a cola­bo­ra­ção das víti­mas de assal­tos ou vio­lên­cias, que podem facil­mente regis­trar a ocor­rên­cia no mapa cri­ado pelo DCE com a exper­tise do Google Maps, o DCE vêm cons­truindo uma grande base de dados, dis­po­ní­vel de modo inte­ra­tivo à comu­ni­dade. A ini­ci­a­tiva des­per­tou o inte­resse da secre­ta­ria de segu­rança e da mídia local e nacional.

No final de setem­bro, jun­ta­mente com o Decanato de Assuntos Comunitários, apre­sen­ta­mos a pro­posta de cri­a­ção da Polícia Comunitária Cidadã ao Subsecretário de Segurança do DF, Elson Sousa. Enfatizamos a neces­si­dade de trei­na­mento espe­cí­fico para lidar com a plu­ra­li­dade do ambi­ente aca­dê­mico con­co­mi­tante ao poder de pre­ven­ção do crime da polícia.

Transporte

De uma troca de twe­ets entre o DCE e a Secretaria de Transporte do DF nas­ceu uma par­ce­ria que cul­mi­nou na imple­men­ta­ção do posto móvel do Passe Livre Estudantil na entrada do ICC Norte. Em mea­dos de julho, o DCE reque­reu ao DFTrans a ins­ta­la­ção de um posto per­ma­nente na UnB. O pedido foi aca­tado e em setem­bro a rei­to­ria assi­nou o con­vê­nio, cedendo à Secretaria de Transporte um espaço no MASC entre o ICC Norte e a FT para o alo­ja­mento do posto. Para ini­ciar o fun­ci­o­na­mento, resta ape­nas a ins­ta­la­ção dos cabos de inter­net, o que ocor­rerá em breve.

Entregamos um ques­ti­o­ná­rio sobre o trans­porte público na UnB res­pon­dido por quase 300 estu­dan­tes. A ini­ci­a­tiva foi bem ava­li­ada e, assim, espe­ra­mos imple­men­ta­ções de novas linhas e de novos horá­rios em todos os campi, além de melho­rias do ser­viço de mobi­li­dade urbana.

Para aque­les que pos­suem carro, con­se­gui­mos junto à Disbrave a con­ces­são de R$0,10 de des­conto por litro aos dis­cen­tes, docen­tes e téc­ni­cos da Universidade de Brasília.

Democracia

Para apro­xi­mar a polí­tica estu­dan­til dos estu­dan­tes, Nesse sen­tido, a ges­tão Aliança pela Liberdade criou o pro­jeto Democracia 2.0, um sis­tema de vota­ção pela Internet, exclu­sivo para estu­dan­tes da UnB com veri­fi­ca­ção atra­vés do MatrículaWeb. Sob suges­tões de espe­ci­a­lis­tas em segu­rança vir­tual, apri­mo­ra­mos o código-fonte durante meses em prol do sigilo dos dados e da robus­tez no regis­tro dos votos. Testamos publi­ca­mente o Democracia 2.0 pela pri­meira vez em agosto, ques­ti­o­nando os alu­nos sobre o tér­mino da greve estu­dan­til. Em quase 30 horas, rece­be­mos 2196 respostas.

Infraestrutura

Para enfren­tar os pro­ble­mas de infra-estrutura da uni­ver­si­dade, cri­a­mos o GT de Infraestrutura, cujos rela­tó­rios (entre­gues peri­o­di­ca­mente a pre­fei­tura) cobra­ram o for­ne­ci­mento de itens como sabo­nete, papel higi­ê­nico; cobra­mos ainda solu­ções para pro­ble­mas como infil­tra­ção e gotei­ras, qua­li­dade física das salas de aula. Marcamos reu­niões com a Diretoria de Engenharia e Arquitetura do cam­pus e,  em con­sequên­cia, con­se­gui­mos subs­ti­tuir os bebe­dou­ros velhos por novos e fir­ma­mos um com­pro­misso de que não fal­ta­ria papel, sabo­nete ou papel higi­ê­nico nos banhei­ros. Salvo em cir­cuns­tân­cias excep­ci­o­nais, atu­al­mente não fal­tam estes itens no campus.

Assistência Estudantil

Com o apoio do DCE, foi enca­mi­nhado ine­di­ta­mente na Câmara de Assuntos Comunitários (CAC) pro­posta para refor­mu­la­ção dos pro­gra­mas da assis­tên­cia estu­dan­til, jun­ta­mente com a dis­cus­são para o fim da con­tra­par­tida tra­ba­lhista. Além disso, con­se­gui­mos junto a Universidade a garan­tia de paga­mento de auxí­lio ali­men­ta­ção aos estu­dan­tes sócio-vulneráveis quando o Restaurante Universitário não fun­ci­o­nar, bene­fí­cio antes con­ce­dido ape­nas aos mora­do­res da Casa do Estudante. Assim, apro­va­mos um aumento de apro­xi­ma­da­mente R$50.000,00 men­sais no orça­mento do auxílio-alimentação. E em nosso site, há uma seção dedi­cada ao tema.

Mídias soci­ais e novo site

Quando é o ajuste? Qual o prazo para revi­são de men­ção? Quando começa a matrí­cula? Foi decre­tada greve? Quando? Estas eram per­gun­tas que os estu­dan­tes roti­nei­ra­mente inda­ga­vam e que o Diretório Central dos Estudantes não for­ne­cia res­posta. Logo no iní­cio da ges­tão, ela­bo­ra­mos um site novo, uma pla­ta­forma que atu­al­mente dá trans­pa­rên­cia ao estu­dante sobre o que é e o que faz o Diretório e for­nece infor­ma­ções úteis ao seu coti­di­ano aca­dê­mico. Estreamos nossa página no Facebook, pro­vendo infor­ma­ções rápi­das e pon­tu­ais sobre matrí­cula, revi­são de men­ção, calen­dá­rio aca­dê­mico, deci­sões dos órgãos cole­gi­a­dos, aná­li­ses de greve etc. Como resul­tado, o número de segui­do­res nesta rede social dobrou para pouco mais de 9 mil, atin­gindo uma maior par­cela dos estu­dan­tes e fomen­tando um inter­câm­bio maior de infor­ma­ções entre a comunidade.

Assuntos gerais

Empresas juni­o­res. Além de criar uma página para expli­ca­ção e divul­ga­ção das empre­sas juni­o­res no site do DCE, ainda defen­de­mos com vigor nos órgãos cole­gi­a­dos a con­ces­são de cré­di­tos para os par­ti­ci­pan­tes des­ses pro­jeto. A ini­ci­a­tiva foi apro­vada na Câmara de Extensão e esta em vias de implementação.

Regularização dos Centros Acadêmicos.  No iní­cio do pri­meiro semes­tre de 2012, o DCE bus­cou os Centros Acadêmicos dos qua­tro campi para entre­gar uma car­ti­lha de assis­tên­cia à regu­la­ri­za­ção, pro­vendo exper­tise desde em como con­se­guir um CNPJ ou abrir uma conta ban­ca­ria a como regu­la­men­tar sua situ­a­ção junto à DEA e aos órgãos da UnB;

Transparência. A ges­tão Aliança pela Liberdade ado­tou o método das par­ti­das dobras para aumen­tar a pre­ci­são do  regis­tro con­tá­bil e pas­sou a divul­gar em seu por­tal ele­trô­nico as con­tas do Diretório. Objetivando expan­dir o poder de con­trole do público e dar trans­pa­rên­cia aos gas­tos do DCE, atu­al­mente qual­quer um pode visu­a­li­zar nossa contabilidade.

Reforma do DCE. Em junho abri­mos um con­curso para a reforma do espaço físico DCE com ver­bas do edi­tal UnB 50 anos. O pro­jeto está em está­gio de adap­ta­ção téc­nica pelo Ceplan, Centro de Planejamento da UnB, que con­du­zirá toda a obra em breve e trans­for­mará o DCE em um ambi­ente menos insa­lu­bre e mais inte­gra­dor e convidativo.

RU. Denunciamos com vigor os cons­tan­tes fecha­men­tos do R.U. Durante a greve, por exem­plo, con­se­gui­mos garan­tir o fun­ci­o­na­mento do R.U. para os estu­dan­tes da Assistência Estudantil.

Divulgação dos resul­ta­dos do PAS e ves­ti­bu­lar. Estabelecemos uma cul­tura de liber­dade na recep­ção aos calou­ros. Os anún­cios dos sele­ci­o­na­dos no PAS tri­ê­nio 2009–2011 e no ves­ti­bu­lar do 1˚/2012 foram mar­ca­dos por uma cul­tura de liber­dade. O DCE orga­ni­zou um espaço para aque­les que que­riam se sujar e rece­ber trote de seus vete­ra­nos con­co­mi­tante a uma área na qual a sujeira não era per­mi­tida, sal­va­guar­dando assim os direi­tos e as liber­da­des individuais.

Calourada UnB. A tra­di­ci­o­nal festa de recep­ção dos calou­ros foi parte das come­mo­ra­ções do cin­quen­te­ná­rio da UnB e foi a maior da his­tó­ria, com a par­ti­ci­pa­ção de 41 Centros Acadêmicos. A reper­cus­são che­gou à mídia.

Conclusão

Essas foram as prin­ci­pais ações da ges­tão Aliança pela Liberdade, ten­tando fazer jus as prer­ro­ga­ti­vas da Diretoria e à con­fi­ança dos estudantes.

sábado, 27 de outubro de 2012

Também somos estudantes como vocês!




Nós da Aliança pela Liberdade - atual grupo diretor do DCE da Universidade de Brasília -, manifestamos publicamente apoio ao grupo "Evolução" nas eleições para o DCE da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Assim como nós, a chapa Evolução defende um movimento estudantil para o estudante que está todos os dias em sala de aula, como expresso em seu programa. São estudantes que como nós se focam na resolução dos problemas universitários cotidianos e não em ideologias estéreis. Trabalham  por melhorias em seus cursos e na sua Universidade. 

Entendemos, por conseguinte, que a chapa "Evolução" é um grupo que aponta para um Movimento Estudantil moderno, plural, representativo e livre. Embora tenha membros filiados a partidos políticos, temos confiança de que o grupo tomará as devidas precauções para que esses membros não utilizem o M.E como trampolim político ou como correia de transmissão de seus partidos. 

Na Aliança pela Liberdade acreditamos na supremacia de direitos e liberdades individuais, na defesa das minorias e no direito inalienável que cada indivíduo tem de escolher seu próprio destino.

Enquanto a chapa "Evolução" se mantiver em comunhão conosco em nossos princípios, seus integrantes contarão com nosso apoio e nossa solidariedade, pois entendemos que estes são princípios que propõem a aproximação da política estudantil do estudante, reconhecendo a vocação de pluralidade das universidades e compreendendo que os órgãos de representação estudantil devem se propor a servir os estudantes, não a dirigi-los

Ressalva importante: Esta nota não se refere ao posicionamento do DCE Honestino Guimarães, mas ao posicionamento da Aliança pela Liberdade, associação estudantil política e academicamente independente da Universidade de Brasília.

Com votos de sucesso, 

Aliança pela Liberdade.
Desde 2009 cultivando uma Universidade de Brasília mais livre!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Por uma UnB Segura


*Por Davi Brito

Furtos, depredações, assaltos, tentativas de sequestros e até estupros. É com espantosa frequência que estudantes de nossa universidade se queixam e se mobilizam para tentar amenizar os efeitos dessas ocorrências. O mais inacreditável é que esta realidade se mantém, e se agrava, através dos anos e gestões. Mesmo com toda a comunidade acadêmica submetida a tal insegurança, até hoje não foram tomadas medidas eficazes.

 A insegurança é um problema que afeta a todos que frequentem um dos campi, inclusive àqueles que não fazem parte da comunidade acadêmica. Hoje, o campus Darcy Ribeiro é responsável pela maior parte da criminalidade na Asa Norte. Não há meios de uma universidade alcançar sua plena capacidade de ensino, pesquisa e extenção se as pessoas que circulam na universidade e atráves dela não têm segurança. 

 Frente a este cenário, o que esperamos de nosso próximo reitor é objetividade, sem demagogias e politicagens. O problema é latente e temos que combatê-lo. Elencamos 10 pontos que não devem ser olvidados para que tudo seja efetivamente resolvido. 

 01. Batalhão Universitário (ou Policiamento Cidadão Universitário)
O policiamento nos campi é necessário, mas, não menos importante, é o cuidado para que tal proteção não ameace a liberdade de expressão e pensamento, que é um dos pilares da criação acadêmica. Na Audiência Pública sobre Segurança na UnB realizada na Câmara Legislativa do DF no dia 16 de março deste ano, pelo DCE, sugerimos a criação de um Batalhão Universitário, uma seção do corpo da polícia do DF que será treinada especificamente para lidar com o público universitário. Ou seja, além do treinamento para prevenir crimes, os policiais estarão preparados também para tratar devidamente as diferentes facetas da comunidade acadêmica. O Decanato de Assuntos Comunitários e os estudantes, desde março, estão se movendo e dialogando com os órgãos governamentais responsáveis para concretizar a medida supracitada. Entretanto, se realmente queremos que o policiamento universitário seja um exmplo a ser seguido, esse diálogo tem que ser perene e comprometido, sendo levado a cabo por todos os segmentos de nossa universidade e protagonizado pela administração superior da Universidade.

 02. CONSEGs (Conselho Comunitário de Segurança da UnB) 
A atenção que a atual administração tem dado a este Conselho promete gerar excelentes resultados. Contudo, seu funcionamento é de longo prazo e merece atenção contínua, além de maior publicidade de suas ações e resultados. Deve-se fortalecer a presença dos CONSEGs nos campi avançados.

 03. Câmeras 
Não precisamos apenas de câmeras, mas de pessoal qualificado para operá-las, uma rede elétrica que as suportem e uma comunicação veloz e eficiente com os corpos policiais para que infrações sejam impedidas.
  
04. Devida atenção à CoPP 
A Coordenadoria de Proteção ao Patrimônio cuida da segurança de nossa universidade, mas padece da falta de inúmeros materiais básicos, como até mesmo lanternas para rondas noturnas e livros de ocorrências. Não raro, a CoPP não tem autonomia para tomar medidas essenciais à nossa segurança. 

 05. Conscientização
Muitos dos problemas recorrentes nos campi poderiam ser evitados se os indivíduos tomassem um pouco mais de cuidado, deste modo, se fazem imperativas camapanhas educativas sobre o tema. Tão importante quanto é saber como proceder se presenciar uma ocorrência e o que deve ser feito após ela.

 06. Iluminação e áreas descampadas
Locais ermos e escuros são um convite ao crime e abundam na UnB. No campus Darcy Ribeiro, há matagais altos em caminhos que os estudantes fazem até as principais vias, inúmeros estacionamentos carecem do mínimo de iluminação necessária e existem várias localidades desertas. Aumentar a movimentação em certas áreas é recomendável, dar manutenção aos caminhos feitos pelos alunos é imprescindível e melhorar a iluminação é o mínimo que podemos esperar da nova gestão.

 07. Defesa Civil 
Muitos dos prédios da UnB não seguem as normas de segurança pública estabelecidas pelos bombeiros, o mais evidente deles é o ICC. A falta de extintores e outras precauções já foi motivo de reportagens e denúncias, mas a situação permanece colocando milhares de vida em risco todos os dias. 

 08. Estreita comunicação com os corpos policiais 
O dever de nossos seguranças é a proteção patrimonial, todo o resto cabe às estruturas estatais já existentes. Por este motivo nossa segurança interna, que conhece bem a UnB, deve ter o mais fácil e rápido contato com a polícia, de modo que qualquer ocorrência possa ser atendida tempestivamente.

 09. Quatro Campi 
A UnB é uma única universidade, mas tem 4 campi. Toda estrutura disponível ao Darcy deve ser igualmente disponível aos outros 3 campi. A mobilidade é um problema recorrente, mas há também peculiaridades que devem ser constantemente averiguadas em cada local. 

 10. Trânsito e mobilidade
A falta de iluminação e sinalização de trânsito oferece sérios riscos a vida da comunidade. Pouquíssimos alunos consideram a possibilidade de locomoção por bicicletas porque não há locais seguros para guardá-las e nem caminhos adequados para utilizá-las. O incentivo ao uso de bicicletas, além de todas as outras vantagens, pode diminuir os acidentes de trânsito, diminuir a superlotação dos estacionamentos e aumentar a circulação de pessoas, tornando nossa universidade um local mais seguro.

 *Davi Brito, é graduando em Direito e ex-presidente da Aliança pela Liberdade.

domingo, 5 de agosto de 2012

Carta aos Reitoráveis



Prezados reitoráveis,

Há quatro anos, como hoje, nossa Universidade estava em processo de escolha do seu novo Reitor; após período de grave crise institucional, quando diversas irregularidades da gestão Timothy Mulholland se tornaram públicas. Em 2008 o escolhido para ser o nosso dirigente máximo foi o professor José Geraldo de Sousa Júnior. 

Naquela oportunidade esta Aliança pela Liberdade ainda não existia. Foi em 2009 que a Aliança deu os seus primeiros passos, movida pela certeza de seus fundadores de que era necessária uma Universidade excelente, plural e meritocrática, pois só assim superaríamos o esfacelamento institucional que abatia a Universidade de Brasília naqueles tempos.

Desde então, temos participado das discussões fundamentais da nossa Universidade, as quais não foram poucas, tampouco fáceis. Entretanto, se há o bom combate, por que não tomar parte? Assim, passados 4 anos desde o último processo de escolha do Reitor da UnB, tornamos público à Universidade de Brasília aquilo que esperamos do nosso próximo Reitor ou Reitora:

* Assistência estudantil de qualidade, auxiliando o estudante social e economicamente vulnerável. O quadro discente das universidade brasileiras é formado principalmente pelas classes abastadas, resultado da desigualdade de renda do nosso país. Necessário, portanto, amparar os estudantes em vulnerabilidade socioeconômica para  permanecerem no ensino superior público, o que tende a diminuir a evasão e proporciona oportunidade de ascensão social àqueles que jamais poderiam fazê-lo senão por meio da educação.

* É essencial uma UnB que não seja vítima da violência e não banalize a constante agressão ao nosso patrimônio e à nossa dignidade. Não somos intocáveis e devemos nos sujeitar aos mesmos direitos e deveres da sociedade que nos custeia. A presença de um Batalhão Universitário, juntamente com uma política de segurança interna, em todos os campi, é fundamental para permitir um ambiente seguro ao desempenho de nossas atividades cotidianas dentro da Universidade. Entendemos que a ausência de ambos é um convite ao crime.

* A universidade deve investir na inclusão de pessoas com necessidades especiais com espaços acessíveis para todos, combate ao preconceito e incentivo da gentileza. E deve servir de exemplo para a sociedade. Por desleixo, há detalhes deixados de lado, o que prejudica o desempenho destes estudantes, tirando lhes a igualdade de condições.

* Deve-se evitar ao máximo a interrupção parcial ou total de atividades acadêmicas por fatores técnicos ou naturais com ações preventivas de manutenção e planejamento a longo prazo. Além disso, deve-se procurar acordos e estudos com as autoridades competentes para melhorar o transporte público dentro dos campi.

* Os campi devem conscientizar seus alunos a respeito do consumo de energia elétrica, água, papel e outros recursos. É preciso procurar mais eficiência em todos os espaços da universidade, pois gasta-se dinheiro devido ao desperdício, que é inadmissível quando consideram-se tecnologias existentes para reduzí-lo.

* É essencial uma administração que busque todas as formas de financiamento para pesquisas, ensino e projetos de extensão, sem depender exclusivamente dos recursos da União, com uma política de captação de recursos moderna e transparente.  A nossa Universidade possui tradição e estrutura institucional para tanto. Uma instituição que não busca formas alternativas de captação de recursos escolhe o fracasso e não a produção de ponta.

* A gestão deve ser compartilhada, mas isso não é justificativa para a omissão institucional. Em outras palavras, o reitor continua a ser o reitor. Instituições são movidas por regras e padrões de convivência. Caso contrário, prepondera o autoritarismo em vez do pleno exercício das competências de cada membro da comunidade acadêmica.

* A Universidade de Brasília necessita de um Parque Cientifico e Tecnológico (PCTec) e a omissão é mutilar a instituição e podar o futuro de muitos, especialmente os mais pobres. Omitir-se nesse projeto implica em deixar de contribuir para o desenvolvimento econômico e social tanto do DF como do país. A Universidade é o ambiente mais apropriado para a inovação tecnológica, ao lado da pesquisa e dos mais renomados doutores presentes em nosso quadro. Portanto, não devemos desperdiçar o enorme potencial dessa iniciativa a favor de nossa comunidade e da sociedade brasileira. 

* A UnB precisa de mais gestão e menos discurso somado a inapetência administrativa. Uma instituição de nível internacional se faz com ação, com uma política de longo prazo que valorize a excelência acadêmica e a pluralidade de ideias e não com a eloqüência de discursos vazios, que apenas escondem ineficiência administrativa trajada de vanguarda.

* Maior investimento em pesquisa e facilidade em enquadrar novos docentes nos programas de pós-graduação, tornando a UnB um pólo de atração dos melhores cérebros do país, tal como fazem USP e UNICAMP. Do tripé que forma a base acadêmica de uma universidade deve-se conceder atenção especial à pesquisa de ponta e qualificada, devido aos efeitos positivos no quadro docente, no ensino e na extensão. É necessário, pois, que a universidade se torne pólo de atração aos novos professores do país, além de lhes proporcionar condições necessárias à pesquisa e a participação nos melhores programas de pós-graduação do Brasil.

* É essencial uma Administração que faça os Conselhos Superiores não só funcionarem, mas funcionarem adequadamente, ou seja, não sejam uma reunião para longos e inúteis discursos. Com uma leitura rápida das normas da UnB, podemos entender a relevância dos Conselhos. A boa atuação deles é o que de fato decidirá os caminhos e o sucesso de nossa Universidade. Conselhos que funcionem de forma produtiva e responsável podem e devem servir como freio para gestões parasitárias, partidárias e ineficazes. E, por outro lado, devem servir como inspiração para que a Administração Superior da UnB irrigue suas políticas e realizações com o anseio crítico da comunidade.

* É essencial uma Administração que promova maior sinergia entre os campi da UnB e com a sociedade, procurando valorizar e promover os estudantes dos novos campi. Nós estamos em uma Universidade multicampi, que deve estar inteira em todos eles. É uma realidade que não pode esperar tanto! Os outros campi não devem depender do Darcy Ribeiro, seja para RU, BCE ou assuntos burocráticos. Não é razoável existir dificuldades à integração entre os Campi. Além disso, a  mobilidade acadêmica e física deve ser garantida.

* A UnB precisa ter uma política de internacionalização mais abrangente e eficiente. Nenhuma Universidade que almeje estar entre as melhores pode se abster de realizar todos os esforços possíveis para se inserir no ambiente internacional. A pesquisa talvez seja uma das atividades humanas mais internacionalizadas da atualidade e não poderia ser diferente, à medida que esta é a atividade que concentra os maiores especialistas do mundo em torno de um dado tema. Uma Universidade que produz pesquisa de excelência e ensina com excelência, estende-se sobre a sociedade também com excelência. 

* A Universidade precisa de uma Secretaria de Comunicação cuja direção seja nomeada pelo Conselho Superior (CONSUNI) e não mais pela Reitoria. Não podemos mais conviver com o uso político da Secretaria de Comunicação da Universidade, que, em vez de servir a comunidade, corre o risco de servir como meio de propaganda das pautas e pontos de vistas da Reitoria.

* A UnB precisa ser pioneira na realização de pesquisas de avaliação com egressos. Uma Universidade só alcançará excelência se conseguir formar egressos que aproveitem ao máximo sua formação acadêmica na vida profissional. Daí a necessidade da Universidade acompanhar como o estudante que saiu recentemente de seus bancos avalia a formação recebida. Sem esse tipo de informação, será impossível aperfeiçoar os cursos e corrigir eventuais falhas para os que ainda estão na graduação.

* Uma instituição aparelhada é um Partido Político e não uma Universidade. Uma instituição que se permita influenciar por pautas partidárias atenta contra si mesma, no sentido de que se expõe ao risco real de abrir mão de seu livre pensamento. 

*A administração não pode tolerar autoritarismo de nenhuma ordem. Que tenhamos orgulho da UnB, que a Universidade seja  referência de qualidade acadêmica e de liberdade de cátedra, que possamos nos sentir livres e como parte da comunidade, que a UnB seja uma Universidade libertadora e indispensável para Brasília e para o Brasil.

Estimados votos de sucesso,
Associação Discente Aliança pela Liberdade.

Reafirmando o compromisso com aqueles que representamos e com toda Universidade de Brasília, este documento foi entregue a todos os postulantes à Reitoria da nossa Universidade.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Como devem atuar os membros da AL durante o período de escolha do nosso novo Reitor(a)?


Brasília, 30  de julho de 2012.


Assunto: Regras de atuação nas eleições para reitor da Universidade de Brasília em 2012.

À comunidade da Universidade de Brasília,

Como é de conhecimento de todos, escolheremos o(a) novo(a) Reitor(a) da nossa Universidade este ano. Assim, por entendimento coletivo, a associação discente Aliança pela Liberdade adotará procedimentos obrigatórios de atuação durante o período eleitoral, como decidido pela maioria de seus membros presentes em reuniões internas: 


1. A Aliança pela Liberdade não apoiará nenhuma das dez candidaturas no primeiro turno, o que pode mudar em caso de fato novo que julgue relevante ou eventual segundo turno. 

2. Cada membro da Aliança pela Liberdade está liberado para, individualmente, trabalhar pela candidatura de sua escolha, entretanto, sem fazê-lo em nome desta associação ou da Gestão do DCE. 

3. Os Coordenadores-Gerais do DCE não poderão fazer campanha publicamente, em quaisquer circunstâncias, para algum postulante à Reitoria. A mesma regra se aplica aos representantes da gestão do DCE na Comissão Organizadora da Consulta (COC). 

4. Os membros que descumprirem o acima disposto estarão sujeitos a sanções estatutárias, que podem culminar em expulsão. O direito à ampla defesa estará garantido. 

5. Finalmente, o que esperamos para Universidade será divulgado em carta a ser entregue a cada um dos reitoráveis e a toda comunidade acadêmica.

Atenciosamente,

Mateus Lôbo,
Presidente da Aliança pela Liberdade.

Pedro Henrique Saad,
Vice-presidente.

André Maia,
Presidente de Honra.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Aproximando a política estudantil dos estudantes



Lucas Bispo, estudante de Economia

Segue um comentário do estudante Lucas Bispo, novo membro da Aliança pela Liberdade e da Gestão do DCE. O texto surgiu como uma congratulação pelo sucesso do Conselho de Entidades de Base, colegiado de centros acadêmicos da Universidade de Brasília, ocorrido ontem.

---------------------------------------------

Eu queria compartilhar um pensamento e fazer um post mais ameno do que os dos últimos dias. =D

É verdade que estamos em greve estudantil e que boa parte da gestão discordaria dessa postura, mas eu queria dizer que ao meu ver nós fomos epicamente vitoriosos hoje. Epicamente.

Fomos vitoriosos porque pela primeira vez desde que eu tenho notícia a universidade esteve representada (ou muito próximo disto) num fórum estudantil. (Coincidência ou não o resultado do CEB foi idêntico ao da nossa enquete no face).

Pela primeira vez em muito tempo, os dois lados estavam presentes em peso para uma discussão. Se antes alguém discordasse da maré vermelha que se apoderava de todos os fóruns se sentia inibido a falar. Hoje essas pessoas viram que há espaço na política estudantil para elas também. Eu acredito que todos os CAs que votaram contra a greve viram o quão perto nós chegamos de endossar oficialmente o pensamento deles, pensamento que jamais era sequer ouvido nos fóruns da UnB. Com isso, eu tenho esperança de que nós tenhamos rompido uma espécie de ciclo vicioso, porque eu creio que, em debates futuros, esses CAs que participavam tão pouco e os alunos que igualmente se sentiam alijados dos debates irão às Assembleias e ao CEB a expor sua opinião e, com isso, nós demos a nossa contribuição para o amadurecimento da democracia na UnB. Nós já fizemos a diferença em algo. Trouxemos a política para mais perto de um universo grande estudantes.

Sem modéstia eu acho que esse espaço foi aberto pela Aliança pela Liberdade. O Mérito é nosso. Para mim parece claro que se a gestão passada estivesse lá hoje, nós não teríamos chegado ao resultado que chegamos.

Então, volto a dizer, nós começamos a operar a mudança que precisava acontecer na UnB. Demos a nossa humilde contribuição. E isso só foi possível porque nós nos mantivemos firmes, muito firmes, apesar dos tão fortes ataques. Mantivemos nossa postura à despeito de tudo em contrário. Nos pronunciamos com a nossa nota e foi graças a ela e à repercussão que ela gerou que criou-se tanto debate na universidade.

Com isso eu queria estender o meu profundo respeito às pessoas que, como sabemos, estiveram no front de batalha e colocaram suas caras à tapa. Não os enumerarei pelo medo de cometer qualquer injusta omissão. Mas todos sabem a que pessoas eu me refiro. São meus heróis e heroínas. Gozam de minha admiração pela sua demonstração inequívoca de princípios e de caráter.

Mas gostaria também de parabenizar a todos dizendo que eu tenho muito orgulho de pertencer a esse grupo, formado por pessoas ímpares, que têm genuíno interesse por ver uma mudança positiva ao seu redor.

Acusam-nos de reacionários. Mas a Aliança pela Liberdade é a tão protelada mudança que nós precisávamos, não porque nosso ponto de vista seja correto e superior aos outros, mas porque nós fizemos algo que nunca foi feito, apesar de antigamente ser assim defendido aos quatro ventos: Nós incentivamos o debate, criamos o debate de verdade. Claro! Quando todos pensam igual, na verdade ninguém está pensando. Tivemos um 22 x 20.

*Nosso próximo desafio vai ser explicar que 6000 mil anos de civilização humana já deveria ter-lhes ensinado que quando um fala outro cala e que não é gritando que se negocia. Mas, essa é um outra batalha.

A primeira delas, nós vencemos. Cumprimos nosso papel. E foi difícil =D"

------------------------------------------
*O último parágrafo se refere a intolerância verificada no Conselho de Entidades de Base, quando várias pessoas presentes se levantaram e fizeram barulho ao ponto da reunião ter que ser cancelada.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Os novos rostos da Aliança pela Liberdade


*Por Davi Brito

Em 1° de novembro do ano passado tomou posse no DCE Honestino Guimarães a chapa Aliança pela Liberdade, formando assim a gestão que comandará o Diretório até fins de 2012. Ocorre que a Aliança não é só o nome da gestão do DCE, somos um grupo que existe desde 2009 com propostas sólidas, princípios claros e organizado internamente. Parte dessa organização inclui a eleição de uma diretoria, que, como em qualquer grupo democrático, se alterna por períodos previamente definidos. Nosso primeiro presidente foi um dos fundadores da Aliança, André Maia, e eu, Davi Rodrigues Brito, fui o segundo presidente deste grupo.

Hoje, os donos da faixa são, como o terceiro presidente da Aliança, Mateus Lôbo, discente de Ciência Política, e, como seu vice-presidente, Pedro Henrique Saad, aluno de Direito. O mandato de nossos novos líderes cessará ao fim da segunda semana letiva de 2013.

Mas por que é importante que a Aliança pela Liberdade se organize fora da estrutura do DCE? Existem alguns motivos para isso. O mais importante é que, assim como nos outros grupos discentes, os representantes discentes da Aliança nos conselhos universitários não são subordinados ao DCE, mas somente ao grupo de que vieram, ou seja, a própria Aliança pela Liberdade.

Outro ponto é que a Aliança como um grupo livre não tem a responsabilidade institucional que o DCE tem, por isso pode ter opiniões autônomas, fato importantíssimo para o livre debate de ideias.

Espero que os que vieram agora e os que virão depois depois de mim também se orgulharão ao passar o bastão para uma próxima geração, assim como imensamente me orgulho de ver que o projeto que por um tempo eu liderei consegue caminhar sem mim. Mas, junto ao bastão, passamos também os problemas, claro. Afinal, se não fossem problemas a ser resolvidos, não teríamos trabalho a ser feito aqui! E é isso que nos motiva a continuar trabalhando: a perene melhora de nossa amada UnB!

Já conseguimos trazer novas ideias para a UnB e tenho fé que nossos novos dirigentes farão o impossível para levar essas conquistas a todo o Brasil. Essas ideias, esses princípios, contudo, não são o que garantem nossas vitórias. Nossas vitórias vêm do nosso esforço e competência. O que nossos princípios fazem é transformar essas vitórias em algo belo, digno de ser exibido ao mundo como troféu, como exemplo, como esperança.

E é com essas palavras que apresento e desejo o melhor nesta empreitada a meus amigos Mateus Lôbo e Pedro Henrique Saad.

Que vocês façam a Liberdade brilhar! 


*Davi Brito é graduando em Direito pela UnB. É membro e o Presidente da Aliança pela Liberdade em 2011.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

NOTA DE REPÚDIO AOS ATAQUES PRECONCEITUOSOS E DISCRIMINATÓRIOS CONTRA O DCE/UnB


*Por Octávio Torres

Reproduzimos, abaixo, nota divulgada pela Direção do DCE-UnB, Gestão Aliança pela Liberdade.

Na tarde de hoje foi afixada em toda a Universidade de Brasília uma falsa convocatória, em nome do DCE Honestino Guimarães, para uma Assembleia Geral dos Estudantes desta Universidade.

O conteúdo da convocação investe na mentira como metódo para difamar o DCE, o nome de Honestino Guimarães e todos os estudantes da Universidade de Brasília. Desde sua gênese, o grupo que forma a atual gestão do DCE se firmou na supremacia de direitos e liberdades individuais, na defesa das minorias, no respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana, no Estado de Direito, na igualdade de todos perante à lei e no direito inalienável que cada indivíduo tem de escolher seu próprio destino.

Acreditamos na utilidade social do respeito. Acreditamos na força da democracia. Acreditamos que as pessoas podem ter posições políticas distintas sem utilizar subterfúgios antiéticos que transformam aquela que deveria ser uma disputa institucional entre adversários em uma guerra fratricida entre inimigos.

A utilização de métodos excusos de difamação e xingamentos pessoais para tentar dilacerar, por meio de mentiras, a reputação de seus adversários, é uma estratégia antitética à democracia. Ela é totalitária, na medida em que tenta manter um único pensamento na Universidade, repudiando uma voz dissonante às velhas receitas um movimento estudantil anacrônico e autoritário.

Clamamos para que todos os grupos estudantis que tenham apreço pela democracia e pela tolerância que repudiem veementemente esse ato de intolerância, discriminação e alterofobia – uma fobia ao outro, a tudo que é diferente de si. Repudiamos iniciativas que disseminem o terror, o ódio e o preconceito no espaço universitário. Una-se a nós em nosso bom combate contra a intolerância e contra todas as formas de preconceito.

*Octávio Torres é graduando em Direito pela UnB. Membro fundador da Aliança pela Liberdade e conselheiro discente no Conselho Universitário (CONSUNI).

quarta-feira, 4 de abril de 2012

CEB SOBRE A CALOURADA: Gritos versus argumentos



*Por Saulo Maia Said


Ganhar no grito: Ato de sobrepor à vontade de outro através da imposição da voz ou da insistência com as mesmas palavras. Essa situação é muito comum quando alguém não encontra meios eficazes de sustentar suas posições. Há o exemplo de várias espécies de animais que podem ganhar duelos gritando, sem nenhum embate corporal.


O último CEB, do dia 3 de abril de 2012, teve como ponto de pauta a Calourada 1º/2012. Os que têm acompanhado o site do DCE e a fanpage no Facebook já sabem que, com parcimônia e muita tranquilidade, a Gestão do DCE foi rebatendo ponto a ponto a rede de mentiras e desvarios espalhados por gente que costuma ter compromisso apenas com seus partidos e projetos de poder. Raras foram as críticas ponderadas e construtivas. Os que tinham por costume odiar, continuaram odiando. Alguns desses indivíduos, que ainda se sentem donos da universidade, que adoram falar em coletividade, mas que exigem sua carteirinha de filiado ao partido y ou ao movimento social x para lhe dar o direito de voz, achavam um absurdo uma festa aonde pensar no risco econômico fosse natural. (Informações sobree sobre a calourada, acesse: Calourada. Informações sobre a reunião de ontem, acesse: Secom e CEB).

Sempre as mesmas figurinhas, sempre as mesmas caras, dizem por aí que esse modelo de festa exclui os Centros Acadêmicos, pois já estava pré-formatado e os tornava apenas pontos de venda. Bom mesmo era o modelo anterior, no qual você só era incluído se entrasse com dinheiro, trabalho e, claro, muita dor de cabeça. Nada como socializar o patrimônio alheio e construir coletivamente um prejuízo (dos outros, já que você poderá sair com um ótimo know-how de festas e encher as bolsas de dinheiro em sua própria Calourada com um nome um pouquinho diferente). E isso tudo, prejuízo e frustração, é visto como um erro sobre o qual deve-se apenas refletir. Sabemos o que todos esses grupos com interesses diversos dos dos estudantes querem.

Todos querendo pilhar o projeto construído por iniciativa do DCE. Sim, o projeto está sendo desenvolvido com uma parceria de ABSOLUTO sucesso e jamais antes vista na história dessa Universidade, mas o que importa é detoná-lo, já que a idéia partiu do DCE e já que nada que venha dessa gestão pode ser bom. Preferem arruinar as contas do DCE e vê-lo em ruínas a tolerar qualquer sucesso da atual gestão, mesmo que muito maior seja o sucesso de todo o público (No momento em que esse texto foi postado, 41 CAs já confirmaram participação, número muito superior ao alcançadas nas últimas gestões).

Não percebem os que se ocupam apenas em destruir que o sucesso da atual gestão significa que a representação estudantil da UnB será deixada em um patamar mais elevado, venha quem vier depois? Não percebem que o profissionalismo, equilíbrio e responsabilidade, que são o norte da atual gestão, são valores a serem cultivados por todos em benefício de todos? Não, não percebem. Afinal, não perceberam até hoje que o resultado eleitoral da disputa para DCE foi um basta ao autoritarismo, intolerância, sectarismo e megalomania que caracterizava o velho modelo.

A atual gestão não age irresponsavelmente, nem aposta o patrimônio e o nome dos CAs (e dos/das estudantes por eles representados) no cassino das palavras de ordem e do discurso pré-formatado.

Responsabilidade e convicção são a marca da Aliança pela Liberdade desde o seu surgimento. Estamos convictos de que se deve ouvir antes de falar. Estamos convictos de que não é berrando que conseguimos as coisas e de que, se o outro lado não concordar, palavras de ordem e ofensas só irão convencer aos outros de que você não convenceu nem a você mesmo. Se seu argumento é tão bom, qual a necessidade de berrar ou de calar o outro? Não é assediando as pessoas para que mudem seu voto que se vence uma votação, ao menos não quando as regras são claras, previamente estabelecidas, aplicadas a todos igual e honestamente. Como talvez exista uma confusão sobre o significado dessas duas concepções, certas pessoas não conseguem conviver com o diferente.

Não, não representamos nem representaremos a desordem e a intolerância. A Aliança pela Liberdade continuará a portar-se com o mesmo espírito de serenidade, compreensão e responsabilidade para com aqueles que representamos, seja na execução profissional de uma festa, seja na condução civilizada de uma deliberação. Esteja este grupo à frente do DCE ou nos Conselhos Superiores da UnB, a tolerância e o respeito mútuo continuarão a ser a regra de conduta. Que os exemplos como o capturado pelo vídeo sejam apenas lapsos de memória de um movimento estudantil que já passou.

Recordemos que essas práticas autoritárias de tentar vencer no grito e nos empurrões, desprezando o Estado Democrático de Direito, não passa de mais do mesmo daqueles grupos minoritários que até hoje não aceitam a derrota das urnas:



*Saulo Maia Said é graduado em História pela UnB e mestrando em Ciência Política pelo IESP-UERJ, antigo IUPERJ. Membro da Aliança pela Liberdade desde 2009.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

TROTES E A LIBERDADE DE ESCOLHER

*Por Saulo Said Maia




A divulgação do resultado do Processo de Avaliação Seriada (PAS) da UnB em 2011 culminou com um tumulto relacionado ao tradicional trote sujo. De um lado, a então gestão do DCE fazia uma campanha contra a prática, considerada humilhante. Em um dos cartazes utilizado para proteger os estudantes, lia-se: “Somos veteranos e não damos trote”. De outro lado, uma multidão de veteranos pintando os novos alunos, jogando ovos e trigo. No meio do ovo cruzado entre DCE e veteranos pró-trote, encontravam-se alguns calouros satisfeitos com a bagunça e outros procuravam abrigo atrás dos cartazes. (Reportagem da SECOM).

Um ano depois, muita festa, muita comemoração e nenhum tumulto. Por iniciativa do DCE-UnB, Gestão Aliança pela Liberdade, a divulgação do resultado do PAS 2012 foi realizada em dois ambientes. No Teatro de Arena, o tradicional trote sujo, com ovos, trigo e tinta. No ICC Norte, o DCE promoveu o trote limpo, com cama elástica, música, algodão doce, pipoca e refrigerante. Também foram distribuídas cartilhas sobre assistência estudantil, a fim de informar os estudantes em situação econômica vulnerável e auxiliá-los na obtenção do auxílio.

Como registro a reportagem da SECOM, mesmo com a elogiada opção do trote limpo, muitos estudantes optaram pela recepção tradicional, com tinta, ovos e trigo. Nas palavras da mãe de um dos aprovadas:
“Ele tinha um pouco de medo do que poderia ser o trote. Chegando aqui, ele pôde avaliar se queria ou não entrar na sujeira. Acabou se sujando, mas com liberdade de escolha”.
Quando o paternalismo do passado foi substituído pela liberdade (estratégia da atual gestão), ficou claro que o trote sujo não era (necessariamente) uma humilhação imposta aos calouros. É interessante contrastar as justificativas de uma estudante que participou do trote limpo com as outra que preferiu o trote sujo (presente na matéria da Secom).
Passei, graças a Deus. Agora vou voltar limpa para casa. Se eu tivesse suja, acho que não ia conseguir entrar no ônibus. Ia ter que ligar pro meu pai vir me buscar e acho qeu ele não ia me deixar entrar no carro. Ia ter que encher tudo de plástico, no mínimo. É bom voltar pra casa feliz e limpa".(Layanne Souza)
Já me jogaram ovo, tinta, bebida, energético. Tudo o que tem direito, né? Esse cheiro é o cheiro do dia que eu passei no vestibular. Espero lembrar dele pra sempre. (Desirée Pereira)
Mais do que criatividade e competência, o trabalho da nova gestão do DCE-UnB representa uma mudança de visão do movimento estudantil. No discurso de posse, o presidente da Aliança pela Liberdade já indicava que o objetivo do grupo era servir aos estudantes, em vez de dirigi-los. E assim foi feito na recepção. Não cabe ao DCE determinar pelos estudantes como eles devem comemorar a aprovação na UnB.

Noutros tempos, dissera um dos coordenadores do DCE: “A gente percebeu que tem uma maioria calada contra o trote. Esse é um momento importante para eles. Não tem que ter humilhação”, referindo-se ao trote sujo. A nova gestão prefere devolver aos próprios estudantes a capacidade de decidir o que é melhor para eles mesmos, assim como decidir o que consideram ou não uma prática humilhante. Não importa que eles tenham 17 ou 18 anos, eles não estão sob a tutela intelectual dos “iluminados” veteranos ou do DCE.

Em vez de protagonizar uma cena quixotesca e ineficaz de proteção aos que não gostam do trote sujo, a gestão Aliança pela Liberdade viabilizou (junto a reitoria) um outro mural de divulgação do resultado. É assim, com organização, competência e respeitando a inteligência e as preferências dos estudantes, que o DCE UnB dá as boas vindas aos novos alunos da UnB.

*Saulo Said Maia
Membro da Aliança pela Liberdade desde 2009;
Graduado em História pela UnB e mestrando em Ciência Política pelo IESP-UERJ (antigo IUPERJ).

DCE prepara recepção para calouros do PAS


Notícia veiculada pelo portal da UnB


"Este ano, a pedido do Diretório Central dos Estudantes (DCE), o Decanato de Ensino e Graduação (DEG) vai afixar uma lista na Ala Norte do Instituto Central de Ciências (ICC), o Minhocão, como alternativa para quem quer sair limpo."
Pedro Rafael Ferreira - Da Secretaria de Comunicação da UnB

O resultado da edição 2012 do Programa de Avaliação Seriada (PAS) da UnB será divulgado nesta sexta-feira 27, às 17h. Como em outros anos, a universidade exibirá a lista dos aprovados no Teatro de Arena do campus Darcy Ribeiro. É ali que veteranos e calouros se encontram para o trote que inclui a sujeira já conhecida por quem espera o resultado: banho de tinta, lama, farinha, ovos, raspagem de cabelos etc. Este ano, a pedido do Diretório Central dos Estudantes (DCE), o Decanato de Ensino e Graduação (DEG) vai afixar uma lista na Ala Norte do Instituto Central de Ciências (ICC), o Minhocão, como alternativa para quem quer sair limpo.
“Sabemos que tem calouro que não gosta do trote convencional, com sujeira de tinta e ovos. A idéia é que seja um ambiente alternativo para aqueles que querem trazer parentes e amigos na comemoração”, explica Simone Alves, aluna do 7º semestre de Ciência Política e coordenadora de integração estudantil do DCE. Para quem preferir o trote “limpo”, o diretório vai distribuir algodão doce e refrigerante. “Aqueles que infelizmente não tiverem o nome na lista de aprovados também terão um cantinho especial, para que a decepção não tome conta”, acrescenta.
O trote "sujo" é uma atividade que tem causado polêmica na UnB nos últimos anos. Exageros na recepção chegaram a gerar uma denúncia da Secretaria de Políticas para Mulheres, da Presidência da República, que classificou algumas práticas como “humilhantes”. Uma sindicância chegou a ser instituída pelo reitor José Geraldo de Sousa Junior para apurar o caso. “O DCE não se posiciona contra o trote, mas repudiamos a violência, seja física ou moral, contra qualquer estudante. Defendemos a liberdade de escolha individual, sem coerção, sobre participar ou não da brincadeira”, argumenta Simone.
CARNAVAL – A coordenação do DCE também organiza uma festa pré-carnavalesca para receber os novos estudantes da UnB, no domingo, 29 de janeiro. Batizado de “Universamba”, o evento contará com a participação da bateria Insana, composta por alunos da Medicina, e a banda Volta por Cima.
O site do diretório tem os detalhes.
“Além de recepcionar os calouros, a festa será uma mobilização para o desfile da Acadêmicos da Asa Norte, que este ano defenderá um samba-enredo sobre os 50 anos da nossa universidade”, destaca Simone Alves. A escola de samba de Brasília abriu uma ala exclusiva para a comunidade acadêmica desfilar na avenida durante o Carnaval de 2012 do DF.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

2012: Balanço e perspectivas do DCE UnB


Artigo publicado no site da UnB
"Em outubro, o resultado das eleições do Diretório Central dos Estudantes (DCE) colocou a universidade sob os holofotes da mídia. A chapa Aliança pela Liberdade venceu sete concorrentes de esquerda e dividiu os estudantes. Tachados de conservadores, defenderam-se dizendo que acreditam na excelência acadêmica e no mérito, e não na ocupação de espaços da universidade, como forma de fazer revolução."

Desde 2009, a Aliança pela Liberdade trabalha para que as práticas de nossa Universidade sejam guiadas por Liberdade e Excelência Acadêmica. Se se pode atribuir um significado à palavra “universidade”, com certeza ela está ligado à produção e difusão de conhecimento crítico e de ponta. Foi com estas crenças que nosso grupo se apresentou à comunidade acadêmica e assumiu a gestão do Diretório Central dos Estudantes da UnB.
Dois meses se passaram desde nossa posse em 1º de novembro de 2011 e, mesmo sendo um período curto e de transição, já alcançamos algumas importantes e simbólicas conquistas. Entre elas, destacamos as seguintes:
Limpeza do espaço físico do DCE
Para a universidade atingir seu potencial, é essencial que “detalhes” como qualidade do espaço físico e até mesmo sabonete nos banheiros não sejam incômodos para seus usuários. Do mesmo modo, um ambiente sujo e bagunçado, além de ser um péssimo ambiente de trabalho, é exemplar em repelir interessados em ver de perto a representação estudantil. Planos para uma reforma maior do espaço já estão encaminhados. (Fotos)
Permanente abertura ao diálogo
Sempre deixamos claro nosso apreço pela pluralidade de ideias. Estamos em contato cotidiano com membros de outros grupos estudantis que, a despeito da oposição, também lutam por uma universidade melhor e por isso são essenciais ao movimento estudantil. A colaboração dos estudantes, incluindo os membros de chapas opositoras, é bem-vinda. Prova disso foi a ampla divulgação do Conselho de Entidades de Base (CEB), entidade com representação e voto dos CAs. Foram quatro reuniões (3 deliberativas), sendo as pautas e atas disponibilizadas para todos os estudantes através do site do DCE.
Parceria com instituições acadêmicas, sociais e culturais
Nossas portas estão abertas não só à universidade, mas a todos que queiram contribuir por um Brasil melhor. Por isso, firmamos parcerias em eventos de órgãos como IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), IFC (Instituto de Fiscalização e Controle), Escola de Samba Acadêmicos da Asa Norte, entre outros. Além disso, demos ampla publicidade aos eventos culturais promovidos e acadêmicos através do site e de redes sociais.
Assistência Estudantil
Em nossa posse assumimos o compromisso de lutar pela melhoria da assistência estudantil. O momento mais representativo neste campo foi a participação no Orçamento Participativo do Plano Nacional de Educação Superior (OP-PNAES). Divulgamos maciçamente o programa e dedicamos espaços de participação a cada um dos 3 campi avançados, dividindo as restantes em votação no Conselho de Entidades de Base - CEB. Deste modo, qualquer interessado em contribuir para a melhora da Assistência Estudantil na UnB teve como se fazer ouvir.
A atuação da atual gestão foi decisiva ao exigir dados detalhados sobre os recursos disponíveis, sobre a demanda em cada uma das áreas da assistência estudantil, a fim de embasar as decisões. (Para aprofundamento: Permanência e Alimentação são prioridades na Assistência estudantil)
Também acompanhamos de perto e demos apoio a reivindicação dos Estudantes da FUP, que exigiam a construção de um Restaurante Universitário e a conclusão das obras do alojamento estudantil. Além do apoio, procuramos nos informar sobre as causas do atraso nas obras e pressionamos os órgãos competentes a agilizar o processo. (Para aprofundamento: Dignidade aos/às estudantes da FUP)
Novo site do DCE
O novo site do DCE-UnB é uma mudança simbólica para o movimento estudantil. Não pode existir representatividade sem transparência e prestação de contas. A radical reorganização de nossa plataforma virtual permite que, pela primeira vez na história do movimento estudantil da UnB, os estudantes saibam o que está ocorrendo na universidade. Estatuto do DCE, contato dos representantes discentes, eventos e interesses em geral estão próximas do estudante e integradas com as redes sociais. Um exemplo dessa sintonia entre o site e os estudantes foi a página que trata dos cursos de verão, onde disponibilizamos informações atualizadas sobre matérias ofertadas. Foram nada menos que 900 “curtidas” em redes sociais, marca que mesmo os grandes portais da internet raramente alcançam.
Nossos votos para o ano que se inicia
O ano de 2012 tem tudo para ser um ano especial para a UnB e repleto de desafios. Debates sobre a Estatuinte, eleições para Reitor, realização de grandes eventos como o FLAAC (Festival Latino-Americano e Africano de Arte e Cultura). E, mais importante, em 2012 a UnB completará 50 anos de existência, dada a ser comemorada e que deve servir para pensarmos os rumos da universidade. Qual será a UnB dos próximos 50 anos e o que faremos para que ela obtenha ainda mais destaque na produção e difusão de conhecimento, na formação de profissionais, cidadãos e líderes? Ano de comemoração, trabalho e também de reflexão.
Fazemos votos para que em 2012 (e nos próximo 50 anos) nossa universidade seja um espelho do que queremos para nossa sociedade. Que convivamos em um ambiente seguro e humano, que a administração pública seja eficiente e transparente; que bons projetos sejam fomentados, que a democracia e a pluralidade predominem, que o conhecimento se multiplique; que as necessidades especiais sejam atendidas.
Desejamos também que a esperança vença o medo e que o bom-senso vença a ignorância, que cada um contribua da melhor maneira que puder por um país melhor. Que a comunidade acadêmica, em toda sua diversidade, nos ajude na árdua busca por uma UnB melhor.
Estes são nossos mais sinceros votos.
Um ótimo 2012 para todos!
DCE – Gestão Aliança pela Liberdade.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

APARTIDARISMO E IDEOLOGIA:

Réplica da Aliança pela Liberdade
Ainda que discordemos de alguns pontos do texto “Apartidarismo e Ideologia”, assinado pelo estudante Guilherme Riscalli (graduando em Filosofia pela USP), não podemos negar que o texto é bem escrito e que suas críticas são bem fundamentadas. Como o texto faz menção a quatro grupos estudantis de quatro universidades (UFRGS, UnB, UFMG e USP) e o trata em bloco, essa réplica se restringe apenas aos pontos em que a caracterização geral não se aplica a Aliança pela Liberdade.

Se compreendemos bem, a tese central do texto é que “esses grupos emergentes” não se enxergam como parte de uma “diversidade política” e negam a existência “de uma partição específica num coletivo social”. O texto possui ainda outras teses secundárias, das quais destaco: (1) a negação da ligação “óbvia” desses grupos com os partidos conservadores (PSDB, DEM e PP) e (2) esses grupos escondem suas intenções e fazem da política uma questão meramente técnica (quer dizer, de eficiência).

Para nós da Aliança pela Liberdade sempre esteve claro que atuamos dentro de uma arena política (a arena universitária), cujo público (os estudantes) não é homogêneo. Ora, como poderíamos achar que somos os únicos a representar a totalidade dos estudantes, se vencemos uma eleição disputada por oito chapas, onde obtivemos menos de 30% dos votos?

O corpo discente apresenta uma enorme pluralidade de opiniões, de interesses, de prioridades e de valores; entretanto, mesmo entre os grupos mais diversos, acreditamos que é possível sim encontrar elementos em comum pelo qual todos podem trabalhar. Não temos a pretensão de ser a única voz dos estudantes e dois gestos da atual gestão exemplificam o que digo. Em pouco mais de um mês de gestão, o Conselho de Entidades de Base (órgão deliberativo com representação dos CAs) foi convocado 4 vezes, uma freqüência muito maior do que se viu nas últimas gestões. Outro gesto foi a indicação dos componentes do Orçamento Participativo, que em 2012 irá gerir 10% dos recursos destinados a Assistência estudantil. Ao DCE cabia indicar todas as cadeiras, mas por iniciativa própria a diretoria destinou 3 cadeiras para cada um dos novos campi da UnB — nos quais chapas oposicionistas venceram; 7 vagas foram indicadas pelo Conselho de Entidade de Base (CEB). Muitos dos eleitos fazem oposição a atual gestão, alguns deles oriundos de chapas concorrentes, ficando o DCE apenas com duas dessas cadeiras.

Se quiséssemos exercer o poder sozinhos, por que convocar tanto os órgãos onde a oposição pode exercer o poder? Por que dividir cadeiras com pessoas que não são da gestão e que nos fazem oposição? O que mais queremos é que a política estudantil reflita a pluralidade existente no corpo discente e para isso é fundamental revitalizar os espaços de deliberação. Preferimos prejudicar a nossa agenda e nossas propostas, se esse for o preço a ser pago pela revitalização do ME. (Como mostrei, as eleições anuais para DCE e RDs, momento de maior mobilização estudantil, 82% dos estudantes preferiram não votar, sendo que em 2009 esse número era ainda maior).

Sobre a ligação “óbvia” com os “partidos conservadores”, quais sejam, PSDB, DEM e PP. A atual gestão, no ato da posse, apresentou certidões emitidas pelo TSE que comprovam a não filiação dos seus membros. A Aliança pela Liberdade não proíbe o ingresso de filiados a partidos políticos (como se costuma repetir). O filiado pode ingressar no grupo, mas não pode assumir cargos no DCE, não pode ser representante discente, nem assumir cargos internos na Aliança. Mentir sobre filiação partidária, ou não atualizar informações, é punido com expulsão do grupo, pois consideramos que honestidade, antes de ser uma qualidade, é um pré-requisito para quem faz política. Se o filiado quiser cooptar o grupo no interesse de seu partido e usar o ME como trampolim político, sua vida será dificultada pelas normas internas: isso deve explicar por que filiados não nos procuram.
Cabe ao autor o ônus de provar a ligação com da Aliança com aqueles ou com quaisquer outros partidos políticos. Se o autor achar ligações dos demais coletivos com os partidos, isso nada prova a nosso respeito. A escolha de tratar esses movimentos como um bloco é do autor, mas isso não exime de provar as afirmações gerais para cada uma das partes.

“Sua pretensão é a de superar as disputas políticas e aparecer como chapa branca, neutra”. Não somos chapa branca, ou neutra, nem a representação de todos, simplesmente porque não acreditamos em nada disso. A política universitária se caracteriza por uma infinidade de questões (tais como segurança, assistência estudantil, regras de convivência, financiamento de pesquisas, infra-estrutura entre inúmeras outras) e em todas elas os estudantes se dividem. As diferenças são tanto de prioridades (ou seja, dos fins últimos das políticas) como diferenças técnicas (ou seja, divergências quanto ao resultado esperado de uma dada política).

Não negamos o jogo político e participamos dele, do mesmo modo que o fazem as chapas ligadas ao PT, ao PC do B, PSB, PSTU, PSOL, PCO, ou os coletivos anarquistas. Dizer que somos “invólucros sem vontade, a serem preenchidos, sem atrito, sem resistência, pelo rosto desse mítico ‘todos” é ignorar nossa história, nossa atuação. Recomendo a leitura do texto “Prestação de contas a comunidade acadêmica”, onde sintetizamos um ano de atuação do grupo. Foram mais de 60 textos, onde nos posicionamos sobre os mais diversos temas da política estudantil.

Em suma, compartilhamos com Guilherme Riscalli os mesmos valores e as mesmas referências. Apenas não achamos que a crítica se aplique ao grupo estudantil Aliança pela Liberdade. A representação do todo e a pacificação da política foram levadas a cabo, ao longo do século XX, por regimes de direita e esquerda, que suprimiram liberdades civis e políticas, instituíram o unipartidarismo e calaram as vozes dissonantes. Caro Riscalli, tanto nossos princípios como nossas práticas se opõem a essa “pacificação da política” e nós repudiamos tanto ideias como regimes que sirvam a essa distopia.

Saulo Maia Said
Membro da Aliança pela Liberdade desde 2009
Graduado em História pela UnB e mestrando em Ciência Política pelo IESP-UERJ (antigo IUPERJ)

Blog da Liberdade