quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Cinismo ou autismo? Secretaria de Propaganda da Reitoria produz matéria absurda. Parte I

Sobram vagas para estacionar na UnB
Apesar das reclamações e infrações cometidas nos estacionamentos do campus, especialista afirma que o problema é a preguiça de andar

João Campos - Da Secretaria de Comunicação da UnB

Nos horários de maior movimento – das 8h às 10h e das 14h às 16h – não é difícil flagrar irregularidades no trânsito da Universidade de Brasília. A maioria em relação a estacionamento. Placas desrespeitadas, filas duplas e retornos interrompidos são alguns dos problemas mais freqüentes no campus Darcy Ribeiro. Apesar da reclamação sobre a falta de vagas por parte de estudantes e funcionários, informações da Prefeitura e de especialistas revelam que sobram vagas na universidade. E que, na realidade, muitos motoristas têm preguiça de andar um pouco mais até o destino.
O carro chega e para nas faixas amarelas, em frente a entrada principal do ICC Sul. Lá, existe uma placa visível de “proibido estacionar”. Abordada pela reportagem, a estudante de Letras Valéria da Silva justifica a manobra: “Só vou tirar uma xérox ali, é rapidinho”. Mas admite já ter cometido a irregularidade em outros momentos. “Muitas vezes só tem vaga longe ou o lugar é muito escuro para andar até o carro”. No mesmo local e horário, todos os retornos dos quatro canteiros mais próximos do ICC estavam bloqueados por carros. A 50 metros dali, metade do estacionamento estava vazio.
Para o professor e especialista em engenharia de trânsito, Paulo César Marques, o problema é a predominância da cultura do “estacionar na porta” entre os motoristas da UnB. “Se deixar, as pessoas levam o carro para dentro da sala. O ICC (Minhocão) é um exemplo claro disso: muitos estacionam de forma ilegal enquanto sobram vagas no fim do estacionamento”, comentou. Apesar disso, o assessor da reitoria admite que parte das 5,6 mil vagas do campus estão mal distribuídas. “Há locais em que é preciso buscar estacionamentos vizinhos. Há vagas, mas muitas pessoas têm preguiça de andar”.
O professor cita um trabalho de conclusão de curso da Engenharia Civil sobre a circulação de carros na região da Faculdade de Tecnologia (FT). O estudo mostrou que, em nenhum horário, faltou vagas na região. “Onde eu trabalhava (no SG 12) o estacionamento era um caos. Mas a 150 metros dali eu podia escolher embaixo de qual árvore ia estacionar, perto da Casa do Professor”, exemplifica Marques. A situação se repete no novo prédio do Instituto de Biologia, que não tem estacionamento. “Foi uma opção: é só atravessar a rua para chegar ao estacionamento do ICC”, completou o especialista.
PONTO CRÍTICO – O estacionamento da Biblioteca, onde há 559 vagas, é um dos pontos mais preocupantes em relação há falta de lugares próximos para parar. Ali, motoristas improvisam em filas entre as vagas regulares e estacionam ao longo do meio fio, mesmo com placas de “proibido estacionar”. “Já bati meu carro aqui, pois não tinha espaço para manobrar. Estacionamento na UnB é um problema”, reclamou a estudante de farmácia, Marina Carvalho. Segundo ela, na Faculdade de Saúde o problema também se repete. “São lugares que não tem estacionamentos perto”.
Não há um levantamento sobre o número exato de carros que circulam pela UnB por dia. Com a expansão por meio do Reuni, que prevê a criação do dobro de vagas para estudantes até 2012 – hoje são cerca de 3 mil por vestibular -, o trânsito vira tema de debate. Apesar do aumento da demanda por vagas, a administração não prevê a ampliação dos estacionamentos. Aposta em projetos para garantir a independência em relação aos carros. “Há um projeto para ônibus circulares no campus para 2010, além do Bicicleta Livre. Também estamos revendo o itinerário das linhas de ônibus com o governo do DF”, disse Marques.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

“Me chamaram de nazista”

Roberta Fragoso Menezes Kaufmann, 31 anos, é formada em direito pela Universidade Federal de Pernambuco. É procuradora do Distrito Federal e advogada voluntária do Democratas (DEM). Em 2003, concluiu na UnB sua dissertação de mestrado sobre o sistema de cotas para negros. O orientador foi o hoje presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, que é professor da UnB. Roberta também assessorou, em 2001, o ministro Marco Aurélio Mello. O conteúdo da tese foi publicado no livro Ações afirmativas à brasileira: necessidade ou mito? “Me chamaram de nazista, facista, racista, quando fui dar uma palestra na UnB. Não consegui abrir a boca para expor meu pensamento. O atual sistema promove uma discriminação inversa”, diz ela. De todas as diversas dissertações da Faculdade de Direito da UnB, a dela é a única a contestar o sistema.

Sem impedimentos
O reitor da UnB, José Geraldo de Sousa, lembra que o próprio Supremo adota postura semelhante à das cotas em suas contratações. “O ministro Marco Aurélio, quando foi presidente do STF, orientou que nos contratos terceirizados se obedecesse o princípio de garantia à admissão de negros.” Nesse caso, será a AGU que vai defender a posição da UnB.

Roberta Kofmann explicou que ação não tem relação alguma com seu trabalho na Procuradoria do DF. “Sou advogada voluntária para o DEM, que já tinha se manifestado contra as cotas”, explicou. O ministro Gilmar Mendes disse ontem que não vê impedimento para apreciar o pedido, por ter sido orientador da tese de Kofmann, em 2003. “Não vou me dar por suspeito por causa disso.”

O governador José Roberto Arruda, que é do DEM, não tinha conhecimento da ação, mas defendeu o Programa de Avaliação Seriada (PAS), no qual as cotas também estão previstas. “A UnB tem um projeto de inclusão mais democrático, que é o PAS. Com ele, os estudantes ingressam na universidade de uma forma que não dá para burlar o sistema. Eu sou a favor do PAS”, comentou.

O site do caderno Eu, estudante, do Correio, publicou enquete que pergunta se o internauta é favorável à suspensão imediata do sistema de cotas da UnB. Às 21h30 de ontem, 1.193 votos haviam sido computados: 82% pelo fim das cotas e 18% pela manutenção delas. A pesquisa continua no ar.

FONTE: http://www.correioweb.com.br/euestudante/noticias.php?id=3820

OBS: O site do Correio erra ao declarar que as cotas estão previstas no PAS e, com isso, fazem o governador dizer o que não disse.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Congresso da UNE

Notícia retirada do portal globo.com

Começa limpeza de escolas depredadas durante congresso da UNE em Brasília
Secretaria de Educação cedeu colégios para acomodar estudantes.Estudantes disseram que vão pagar por prejuízos causados.

Do G1, em Brasília

A Secretaria de Educação do Distrito Federal começou nesta quarta-feira (22) o conserto das nove escolas públicas depredadas durante o congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), no último final de semana. Segundo a secretaria, foram encontradas cadeiras e torneiras quebradas, banheiros entupidos e sujeira. Os estudantes dizem que, apesar do lixo, somente uma fechadura foi danificada.


O banheiro de uma das escolas usadas como alojamento por congressistas da UNE em Brasília após a saída dos estudantes (Foto: Secretaria de Educação do DF)
De acordo com a secretaria, os prejuízos ainda estão sendo levantados. A UNE, por sua vez, disse em nota que vai arcar com todos os custos. O tesoureiro-geral da entidade, Harlem Oliveira, responsável pela vistoria nas escolas, disse ao G1 que todos os locais estarão limpos até o final desta quarta. Os estudantes usaram as escolas como alojamento durante o congresso, que reuniu cerca de 10 mil pessoas. O Governo do Distrito Federal afirma que encontrou nos locais, além da depredação, comida, papel higiênico, carteiras de cigarro, latas e garrafas de bebidas. Em uma das escolas havia, segundo a secretaria, um suporte para guardar camisinhas.


Mutirão
As aulas na rede pública do DF recomeçam na próxima segunda-feira (27). Segundo o secretário de Educação do DF, José Luiz Valente, o governo organizou um mutirão de reforma para que as escolas possam receber os alunos na volta às aulas, na próxima segunda-feira.

“O estrago é tão grande que hoje é terça feira e a gente não conseguiu terminar o levantamento [dos prejuízos]. Quem fez isso [a depredação] é vândalo mesmo, não tem eufemismo”, disse.

Segundo a entidade, os casos de depredação relatados pela Secretaria de Educação do DF tratam-se de “um comportamento isolado de alguns participantes que a entidade lamenta e condena."

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O coronelismo estudantil de esquerda

Não sei se vocês terão a mesma reação, mas eu fiquei embasbacado com este vídeo que vi, sobre a reação dos grevistas, contra aqueles que protestavam contra a greve e a favor da PM, na USP. Um grupo de estudantes distribuía cópias com os resultados desta consulta, com mais de 8000 votos, sobre o posicionamento da USP a respeito dos temas debatidos.

Foram gritadas palavras como: "fora, fascistas"; "seu lugar não é aqui"; "minoria não tem vez"; e "vaza, vaza, vaza daqui". Não há qualquer apreço pelo diálogo democrático ou, mais importante, respeito pela liberdade de pensamento e expressão. Ainda que fosse um grupo minoritário - e a pesquisa prova que não o é - o direito das minorias deve ser preservado a todo custo - sob pena de se gerar uma tirania da maioria.

Estes grupos "tradicionais" são, certamente, a parte coronelista do movimento estudantil. Entendem que, como por delegação divina supostamente expressa no Capítulo 35 versículo 31 de O Capital, herdaram por direito a representação (i)legítima de toda uma massa de estudantes.

Que saudade tem a esquerda da época que podia fazer tudo sozinha e chamar os outros de "alienados"... Mas os coronéis dos DCEs e CAs perderam espaço. Agora têm sua voz contestada... Acham que conseguem ganhar no grito, no batuque, na força. Mesmo sem dinheiro e sem suporte político os dissidentes têm conseguido se fazer ouvir - ainda que, por vezes, tenham de se submeter à agressão dos coronéis.

Não por acaso foram forçados, por seu próprio enfraquecimento, a suspender sua greve. Ao que parece, o coronelismo estudantil e sindical está se desmoronando, lá como cá.

Observem, vocês também, a mais clara expressão do coronelismo estudantil de esquerda:

sábado, 27 de junho de 2009

E agora, José? O povo sumiu - Do Campus Online

Segue abaixo uma matéria do Campus Online que mostra que a invasão da reitoria não é unanimidade sequer entre os moradores da CEU. A situação é clara - e temos o dever de ser transparentes: a patrulha do PSTU/PSOL, que perdeu as últimas eleições do DCE, precisava de um motivo para tentar angariar qualquer tipo de apoio ou proeminência na cena da política estudantil da UnB.

É de se pensar qual a razão dessa movimentação ter acontecido somente após o fim da gestão PSTU/PSOL, já que os problemas evidenciados ocorrem há muito tempo. Problemas na CEU não surgiram esse semestre. O eles não quem admitir é que passaram pelo DCE e pela AMCEU e não fizeram nada, de forma prática, para solucionar os problemas de seus representados. Defender a permanência ilegal de estudantes formados é do interesse do estudante da UnB ou mesmo dos outros moradores da CEU?

Além disso é patente o maniqueísmo de querer ligar as fundações a falta de verba para assistência estudantil. Ora, se sabe que a grande parte fluxo de verbas das fundações de apoio vem de empresas privadas que querem investir na universidade pública...

Não é esse outro argumento da patrulha PSTU/PSOL contra as fundações? Não eram contra dinheiro privado na Universidade? Que preferiam que os impostos pagos pelos "proletários" brasileiros fossem gastos na educação superior da classe média do que fosse investido parte dos lucros do "grande capital" em pesquisa? Que não queriam que bolsas de estudo fossem financiadas pelo programa Santander Univeristário?

Quanto mais pesquisas financiadas com dinheiro privado, mais recursos públicos sobram
para fazer aquilo que é seu papel: infraestrutura, professores qualificados e assistência estudantil.

Fiscalização e transparência: SIM! Ataque a pesquisa científica: NÃO! QUEM É CONTRA AS FUNDAÇÕES DEFENDE MENOS DINHEIRO PARA A INFRAESTRUTURA, QUALIFICAÇÃO DE PROFESSORES E ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL!
Eu não sei rimar, mas quero pesquisar. Recredenciamento já!

Segue a matéria:

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Escrito por Marcela Ulhoa
Seg, 22 de Junho de 2009 16:10

Quais os motivos da pouca participação dos alunos na ocupação?

A ocupação, liderada pela Associação dos Moradores da Casa do Estudante Universitário (AMCEU), entra em sua terceira semana e a mobilização continua baixa. Cerca de dez alunos dormem, diariamente, no Salão de Atos da Reitoria.

Apesar de concordar com as reivindicações dos moradores da CEU, Emidio Vasconcelos, estudante de Sociologia da UnB, questiona o termo ocupação “não sei se o ato pode ser considerado uma ocupação, pois não chega a atrapalhar o funcionamento da reitoria”.

Segundo o estudante de Filosofia e membro da AMCEU, Antônio Marques, em momento algum a intenção do grupo foi ser mais afrontoso, ou mesmo fazer uma grande mobilização. Segundo ele, o objetivo foi pautar problemas específicos de assistência estudantil. “As pessoas têm tentado comparar esse ato com a ocupação anterior. E eu acho que não procede, porque a causa é outra, o propósito é outro”.

Na ocupação de abril do ano passado, ato contra o escandaloso caso de corrupção na gestão do ex-reitor Timothy Mulholland, cerca de 200 pessoas participaram ativamente do processo, ou seja, 0,8% da comunidade acadêmica composta por 24 mil estudantes. “Se a outra ocupação, que teve até o apoio da mídia coorporativa e que deveria ter tido uma mobilização coletiva, não conseguiu, o que dizer então de uma que visa a assistência estudantil?”, defende Antônio.

Ele afirma ainda que, dentro da UnB, são poucas as pessoas que dependem da assistência estudantil para a permanência na universidade. “No total, são aproximadamente 1400 alunos de baixa renda. Então é uma minoria da minoria”.

O estudante de jornalismo e morador da CEU, Paulo Victor, acredita que o final do semestre também contribuiu para a pouca participação dos estudantes. Ele alega que falta tempo para se engajar na causa, por mais que reconheça que isso não é desculpa.

Já a estudante de pedagogia Vânia Silva, que está dormindo todos os dias na reitoria, afirma que tem muita coisa para fazer e que também está no final do semestre, mas que isso não a impede de agir diretamente. Para ela, o problema maior é o contexto individualista, onde as pessoas não “tem tempo para pensar no coletivo”.

Antônio concorda: “Por que a gente não consegue mobilizar a casa? Porque não se consegue mobilizar a não ser que tenha um espetáculo, que tenha uma grande questão acontecendo. Se uma porta pega fogo, se uma marquise cai, se um PM dá um tiro na cabeça dentro do corredor. Questões desse tipo, que são espetaculares, mexem com as pessoas”.


Divergência interna

A dificuldade não está só em mobilizar os alunos da UnB. A realidade é que nem todos os moradores da Casa do Estudante concordam com a ocupação. O estudante de Biblioteconomia e morador da Casa, Demian Alves, acredita que as pessoas estão “reclamando de barriga cheia”. Segundo ele, as condições não são tão precárias. “O apartamento é grande, recebemos três refeições diárias, temos transporte noturno”. Para Demian, o foco está errado e a credibilidade dos estudantes está diminuindo cada vez mais.

Os moradores da CEU recebem refeição gratuita caso o restaurante universitário esteja fechado. Samuel Texeira, aluno de Física, elogia o cardápio do almoço que inclui salada, prato principal e Coca-Cola ou guaraná em lata. “A minha esperança é que, em breve, o restaurante Porcão esteja servindo a nossa marmita”, ironiza Samuel. Segundo ele, o que os alunos querem é “casa, comida e roupa lavada”.

Já para Antônio Marques, membro da AMCEU, a assistência estudantil não pode ser entendida como um favor. “Tem várias pessoas aqui que acreditam que a gente tem que dar graças a Deus porque temos uma moradia, porque temos alimento. Como se isso fosse de graça”. Antônio acredita que falta a reflexão de que eles são bancados por impostos de trabalhadores que, muitas vezes, não têm o mesmo acesso à educação superior que eles tiveram.

Demian, entretanto, acha que a ocupação é uma “arruaça desnecessária”. Ele defende novas formas de diálogo. “A partir do momento que você impede os outros de trabalhar, de estudar, você está tentando impor seus direitos violando o dos outros”.

A estudante Vânia Silva afirma que a AMCEU tentou várias formas de diálogo com a reitoria, mas não foram bem sucedidos. Foi somente com a ocupação que conseguiram o termo de compromisso assinado pelo reitor.

Se a ocupação foi precipitada ou não, legítima ou não, Antônio defende que “se comparar os equívocos, a responsabilidade maior deve cair não em cima dos estudantes, mas em cima da negligência e da omissão histórica dessa universidade. Há anos denunciamos o que tem acontecido, mas tem que haver um acidente para que todo mundo repare. Aí fica uma semana e depois a questão passa e ninguém está mais nem aí pros problemas da casa”, conclui.

Indiferença social?

A ocupação “não-invasiva” da reitoria foi a estratégia dos moradores da CEU para chamar a atenção para os graves problemas vividos por esses alunos. Entretanto, mais do que avaliar a repercussão específica do ato, vale colocar uma interrogação mais genérica no ar: Por que em uma eleição para reitor somente 30% dos alunos votaram? Além disso, somente 19% dos alunos votaram nas eleições do DCE e, na ocupação passada, uma minoria de 0,8% dos alunos participou ativamente. A questão é: vivemos nós uma grande indiferença social?

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Recredenciamento da Finatec é adiado




A decisão sobre o recredenciamento da Finatec, fundação de apoio ligada à UnB, foi adiada para a próxima reunião do Conselho de Administração (CAD). Por falta de tempo para a discussão, os conselheiros determinaram que o assunto voltará à pauta no encontro de 2 de julho, às 9h. Na ocasião, será votada a proposta do reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Junior, que vincula o recredenciamento da Finatec à obrigatoriedade de o conselho superior da entidade ser formado por 50% mais um dos membros indicados pelo CAD.
Roberto Fleury/UnB Agência

Reitor José Geraldo quer maior participação da universidade nas decisões administrativas
“Vamos tratar de um aumento da participação da universidade nas decisões administrativas. Não é intervenção, e sim uma maior supervisão na aplicação dos recursos públicos”, reforçou o reitor ao término da reunião do conselho nesta quinta-feira, 25 de junho. Não há prazo para o recredenciamento da entidade. No entanto, desde que expirou o vínculo com a universidade, em 5 de junho, a Finatec está impedida de firmar novos contratos. Aqueles que já foram assinados continuam válidos.


A proposta de recredenciamento da Finatec causa polêmica e opiniões divergentes. Dois grupos de estudantes se manifestaram na reunião do CAD. Um contra e outro a favor da existência das fundações de apoio à pesquisa. Um grande cartaz colorido da Aliança pela Liberdade, coletivo formado por alunos de Direito, estampava os dizeres: “Nós não sabemos rimar, mas queremos pesquisar. Recredenciamento já!.”


Já os estudantes alojados no Salão de Atos da Reitoria há 17 dias pediam o fim das fundações. As mensagens coloridas espalhadas pelo auditório diziam: “Assistência sim. Fundações não.” Para a estudante de Serviço Social Catarina Lincoln a inclusão dos alunos de baixa renda é a prioridade que precisa sair do papel. “O movimento estudantil pretende discutir os rumos e construir uma nova concepção de universidade pautada no tripé ensino, pesquisa e extensão”, argumenta.
“Os temas discutidos mobilizam toda a comunidade acadêmica. O amplo debate de opiniões valoriza o espaço deliberativo do conselho”, avalia o reitor. A reunião do CAD também aprovou a substituição de dois conselheiros para a Comissão do Reuni. Eles vão ocupar vagas de membros que não puderam permanecer no grupo.




OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Pra variar a SECOM falou bobagem. Nós somos uma ALIANÇA com mais de 50 alunos distribuídos em, ao menos ,dez cursos. Vai ver algum comuna com déficit de inteligência disse que éramos um grupo de "direita" e a moça repórter entendeu "direito". Eu ainda pregarei na porta da SECOM: "Não confundas Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão". Coletivo!? JAMAIS!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Depoimento sobre o ocorrido no CAD











Não há segurança, não há espaço para a democracia e não há espaço para liberdade de expressão. Não houve civilidade. O que aconteceu: hoje iria ter a reunião do Conselho de Administração da UnB (CAD), no auditório do Instituto de Química e a reunião foi sumariamente impedida por um pequeno grupo de estudantes fascistas que não aceitaram discussão alguma.
O tema era sobre o recredenciamento das Fundações, não sei se ia passar ou não, não importa, o que importa é que não deixaram nem ocorrer a reunião. Na hora eu conversei com o reitor e perguntei como eu poderia me expressar, ele sugeriu que eu fizesse meu próprio protesto (o que eu entendo por: ser fascista por meus próprios meios). O que ele quis dizer foi: quem grita mais alto ganha. Foi exatamente isso.
Assinado: Willian Wives, Conselheiro do CAD (Aliança pela Liberdade)
PS: Aos esquecidos lembro que ocorreu uma eleição há pouco mais de um mês e nela obtivemos 689 votos. Nossas idéias, nossas propostas, nossos valores nunca estiveram em cima de nenhum muro (e nós bem sabemos que o movimento estudantil tem saudades de um certo muro). Aqueles que votaram em nós votaram de forma consciente e o fizeram com convicção, expressando livremente suas vontades políticas e é justamente em respeito à liberdade, não apenas de nossos eleitores, mas de todos os demais que nós nos manteremos fiéis ao nosso programa. Esperamos que as demais chapas concorrentes façam o mesmo, e que não traiam os seus eleitores, que juntos somam mais de 4000 votos, com assembléias que reunem não mais do que 200.

Fascismo, Volver!

Vencer no grito é a segunda coisa mais desprezível que há. A primeira, naturalmente, é perder no grito. Em breve posts da pequena marcha fascistóide que impediu a realização de uma reunião do Conselho de Administração da Universidade de Brasília na manhã de hoje.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Obrigado a todos!

Como entrar na Aliança pela Liberdade.
A Aliança pela Liberdade realiza Assembleias quinzenalmente quando novos membros podem ser integrados ao grupo. A existência da Aliança, enquanto grupo de debate e mobilização político-estudantil, independe da chapa para os RDs. Atualmente contamos com mais de 40 estudantes, dos quais apenas 20 ingressaram na chapa, já que nem todos tinham tempo para atuar como representantes dicentes.

Ao fim de nossa reunião, oferecemos ao candidato a opção de entrar na Aliança. Processada a inclusão do novo membro, na assembleia seguinte este já gozará dos mesmos direitos de todos os demais membros do grupo.

É importante ressaltar que não somos fechados para novos membros. Apenas não queremos crescer a qualquer custo. Preferimos sempre deixar claro quem somos e gostamos de saber com que estamos lidando.

Manifeste aqui seu interesse em conhecer melhor nosso grupo, juntamente com seu e-mail. Leremos sua mensagem e lhe enviaremos um convite para a próxima reunião.

Atenciosamente,
Equipe da Aliança pela Liberdade.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Sustentabilidade não se faz apenas com discurso

Carta de Apoio de estudante da FUCAPE Business School

Pelo que pude acompanhar em noticiários tudo o que aconteceu na Universidade de Brasília foi fácil a percepção de que as nossas universidades federais ainda não estão livres de interesseiros em vácuos da educação pública no Brasil. A UnB não é a única, universidades como a UFBA, UFMT, UFES e alguns centros tecnológicos são vítimas desses interesseiros, onde eles lesam a instituição e o aluno.

Vejo através de movimentos como a “Aliança pela Liberdade” uma resolução eficaz a problemas que são gerados facilmente em espaços onde há conflitos ideológicos.

Unindo o útil ao necessário (e não ao agradável – como de praxe), esse movimento traz alicerces fundamentais ao ambiente universitário. Um deles é o qual vou focar que é a questão sustentável (na qual achei INTERESSANTÍSSIMO). É certo que vivemos cercados de problemas ambientais e é mais certo ainda que quanto mais tempo passa, poucos se preocupam e as situações mais se agravam.

Como estudante da área de negócios, posso afirmar que é um setor em que poucas entidades possuem um comprometimento com o verde da questão. É deplorável isso, pois todos nós sabemos que sem o meio, não temos o ambiente e consequentemente não teremos nada.

É certo e parabenizo a “Aliança pela Liberdade” por tomar uma postura ambientalmente correta, e dentro de uma grande universidade como a UnB é que se deve criar essa consciência criativa, mas que ao mesmo tempo não se esqueça dos preceitos ecológicos.

Toda nação brasileira tem a consciência plena do valor de uma universidade (como a UnB) para o Brasil. Mas é preciso mais, é preciso aperfeiçoar os recursos que estão escassos e que são perdidos frequentemente por falta de consciência. Desculpem-me a falta de compostura, mas em minha opinião essa falta de consciência dentro da camada universitária é burrice.

A “Aliança pela Liberdade” mostra que essa falta de consciência tem que acabar. É preciso propostas claras e concisas, que não tenham a intenção de confundir, e que venham para exterminar essa assimetria informacional dentro da camada universitária.

O Universitário é a fonte de criação de seu país, e ele, e seu espaço precisam ser preservados, e é preciso ter consciência dos problemas para que eles sejam realmente resolvidos.

E a mensagem que fica é que os problemas estão na manga, mas as soluções são restritas em colarinhos e golas em V. Então, acredito que quem conhecer a fundo as propostas da “Aliança pela Liberdade” não vai ter que pensar duas vezes. Traduzo minhas palavras e a força de vontade da “Aliança pela Liberdade” em um trecho da música do Lenine (Do It):“Se sobrou, congeleSe não vai, canceleSe é inocente, apeleEscravo, se rebeleNunca se atropele...Se escreveu, remetaEngrossou, se metaE quer dever, prometaPrá moldar, derretaNão se submetaNão se submeta...”

E o que fica é o pensamento positivo e a torcida. Força “Aliança pela Liberdade”, tudo é necessário e válido para a melhoria do ambiente a qual estamos alocados.

Um forte abraço do amigo Elio Moraes de Castro

Vitória, 01 de maio de 2009

sábado, 2 de maio de 2009

Chapa 4 - Uma nova esperança!

Institucional


COORDENAÇÃO EXECUTIVA DO DCE

Coordenadoria-Geral
Mariana de Oliveira Sinício – Economia
Octávio Henrique Bernardo Torres - Direito
Nilton Carlo Oliveira Locatelli - Direito

Coordenadoria de Organização
Camila Milanez - Economia
Pedro Henrique Saad - Direito
Renato Rabelo - Economia

Coordenadoria de Assistência Estudantil
Débora Gemima - Direito
Virgínia Nogueira - Direito
Mateus Lôbo - Ciência Política

Coordenadoria de Finanças e Patrimônio
Fabio Monteiro Lima - Direito
Henrique Félix - Direito
Nicolas Powidayko - Economia

Coordenadoria de Comunicação
Davi Brito - Direito

Marcos Valente - Relações Internacionais
Ian Ferreira -
Engenharia da Computação

Coordenadoria de Integração Estudantil
e Movimentos Sociais
Kaio Felipe - Ciência Política


Coordenadoria de Cultura, Esportes e Eventos
Roberta Machado - Direito
Carolina Masson - Direito
Kadu Freire de Abreu - Direito


Coordenadoria de Ensino, Pesquisa e Extensão
Alexandre Neves - Economia
Gustavo Coelho - Economia
Vinicius Sato - Economia
Pedro Ivo -
Engenharia Civil

Coordenadoria de Formação Política e Movimentos Sociais

Simone Alves - Ciência Política
Leonardo Volpatti - Ciência Política

CONSELHOS DELIBERATIVOS

Conselho Universitário - CONSUNI
Mariana Sinício - Economia
Fabio Lima - Direito (Suplente)
Mateus Lôbo - Ciência Política
Henrique Félix - Direito (Suplente)
Rodrigo Lyra - Ciência Política


Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão – CEPE
Pedro Henrique Saad - Direito
Marcos Valente - Relações Internacionais (suplente)
Nicolas Powidayko - Economia
Davi Brito - Direito (suplente).

Conselho Administrativo – CAD
Vinícius Sato - Economia
Nilton Locatelli - Direito (Suplente)



PRINCÍPIOS

A Aliança pela Liberdade tem o compromisso de estabelecer um sistema de regras claras dentro do grupo. Para tanto, temos um estatuto que orienta a organização de nossa estrutura. No estatuto consta o seguinte:

I – DOS PRINCÍPIOS:

1º A Aliança pela Liberdade, associação sem fins lucrativos, grupo acadêmico de
debates teóricos e de mobilização político estudantil, é constituída por estudantes
e ex-estudantes de graduação e pós-graduação da Universidade de Brasília e tem
como fundamentos:

I-A liberdade de expressão, pensamento e manifestação;

II- O estudo diligente e disciplinado;

III-A reflexão e o debate;

IV-O respeito às minorias;

V-A contestação ordeira e respeitosa;

VI-A crença na supremacia dos direitos e liberdades individuais;

VII-O pluralismo político;

VIII-A igualdade de todos perante a lei;

IX-O Estado Democrático de Direito;

X-O direito inalienável de cada indivíduo em escolher seu próprio destino.

Blog da Liberdade