AGENDA DA 374a REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO UNIVERSITÁRIO, A SER REALIZADA NO DIA 17/12/2010, SEXTA-FEIRA, ÀS 14H30, NO AUDITÓRIO DA REITORIA DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA.
1. Informes.
2. Assuntos para deliberação.
2.1. Proposta de criação do Programa de Pós-Graduação em Sistemas Eletrônicos e Automação.
Relator: Geraldo Magela e Silva
2.2. Proposta de Orçamento Programa Interno (OPI) da FUB/2011.
3. Outros assuntos.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Desventuras Políticas e o começo do governo Dilma
Por Davi Marco Lyra Leite
Estudante de Engenharia Elétrica da Universidade de Brasília, pesquisador do Grupo
de Processamento Digital de Sinais e do Grupo de Pesquisa em Imagens Médicas.
O Brasil passa por um momento de transição entre dois modelos de gestão bem
distintos, mesmo que durante a campanha tenha-se falado o contrário. Sairemos do
governo Lula, com um presidente boa praça e totalmente político – sem experiência
administrativa, mas com um jogo de cintura inigualável -, para o governo Dilma
Rousseff – em que teremos uma burocrata como chefe de governo, com larga
experiência administrativa, mas sem a habilidade no jogo político, característica de seu
antecessor.
Nesse cenário, o que acontece agora é a montagem do novo ministério – apesar
dele ter muitas faces parecidas com o antigo e ser formado, em grande parte, por
indicações de dois (futuros) ex-presidentes (Lula e José Sarney) – já vemos algumas
escolhas pessoais da presidente eleita, mesmo que em número bem pequeno. E, nesse
processo de escolha de novos ministros, ou manutenção dos antigos, uma das grandes
novidades das últimas semanas foi a escolha, ainda não anunciada oficialmente, do
senador Aloizio Mercadante (PT-SP) para a pasta de Ciência e Tecnologia.
Mestre em Economia pela Unicamp e professor licenciado da PUC-SP, Mercadante
desconhece a área de Tecnologia como a entendemos: “as ciências (exatas) aplicadas
à produção e à melhoria da qualidade de vida das pessoas”. Todavia, ele pode ser uma
excelente – senão uma das melhores - escolhas da presidente eleita. Por quê?
Comecemos pelo atual ministro, o competente e técnico Sérgio Rezende. Ele é doutor
em física pela maior instituição de pesquisa do mundo, o Instituto de Tecnologia de
Massachusets, o MIT, todavia não apresenta grandes aspirações políticas, visto já
ter chegado ao auge da carreira acadêmica, sendo professor titular da PUC-RJ e na
UFPE. Desse modo, por mais que entenda o que acontece nas universidades e na vida
acadêmica, falta-lhe a força para peitar as oposições e fazer valer a sua voz.
Nesse sentido, o senador Mercadante é bem diferente do atual ministro. Ele tem
duas características ausentes a Sérgio Rezende: o conhecimento do jogo de político
– dado pelos quase trinta anos de vida pública e por quase duas décadas atuando no
Congresso Nacional –; e a vontade de se projetar em cenário nacional – tendo em vista
que suas aspirações são maiores do que a vida como ministro ou senador, ele tem o
sonho de ser eleito governador de São Paulo ou conseguir, futuramente, uma cadeira
no Palácio do Planalto (seja como o titular do governo ou vice-presidente).
Desse modo, o ministro Mercadante pode imprimir uma nova lógica ao ministério,
fugindo do pragmatismo anterior, mas mantendo um viés técnico e competente.
Para isso, será necessário se aliar com pesquisadores e entusiastas da área que sejam
conhecedores das formalidades e do processo de desenvolvimento do país, além de
serem qualificados, hábeis e da total confiança do novo ministro. Esse aspecto será
essencial para que a pasta ganhe uma nova projeção, mas não perca as estruturas
atuais – que, mesmo precárias se pensarmos no contexto internacional e nas
potencialidades brasileiras, já representam uma melhoria graças a anos de trabalho
duro de cientistas e acadêmicos brasileiros.
Também acreditamos que ele pode atuar dando à pasta uma visibilidade nova no
cenário político brasileiro, visto que o ministro será o real protagonista dos trabalhos.
Além disso, ele chegou ao ministério devido à sua relevância dentro do Partido dos
Trabalhadores, ao invés de ter sido indicado por um padrinho mais forte, como no
caso do Dr. Sérgio Rezende – apadrinhado por Eduardo Campos, presidente do PSB,
governador reeleito de Pernambuco e, quiçá, futuro candidato à presidência da
República.
Esses pontos podem ser fatores determinantes para mudança das estruturas arcaicas
vistas no atual fisiologismo político. Vivemos um período em que se pensar em cargos
é mais importante do que se pensar no país; no qual o setor de Ciência e Tecnologia
é visto como acessório. Ninguém leva em conta que qualquer país desejoso de ser
desenvolvido deve investir em ciência para melhorar a produção, incrementar o
sistema educacional, melhorar a infra-estrutura de transportes, e, principalmente,
trocar o espaço de comprador de idéias para se tornar um exportador de inovações.
Mas lembrando que, para isso, o futuro ministro deve ter uma equipe competente,
ter um Secretário-Executivo atuando quase como um vice-ministro, com competência
técnica suficiente para auxiliar nas decisões da pasta e ser determinante para que o
Ministério não perca o seu viés técnico e se torne algo somente político.
Além de que, mesmo que seja importante a questão política para o trâmite da
pasta, os cargos de confiança devem ter o endosso técnico, as pessoas devem ter a
competência para exercer a função a que foram designadas, e não apenas ter o apoio
do partido – visando desenvolver um trabalho voltado ao crescimento da nação,
lembrando que o Brasil deve estar acima de qualquer partido político – a fim de evitar
problemas como aqueles ocorridos durante a gestão Cristovam Buarque em Brasília,
quando “companheiros” foram nomeados para cargos apenas por partidarismo e não
tinham condições suficientes para exercer as funções que eram esperadas deles por
parte do governo e da população.
Não tenho uma bola de cristal para dizer que sim ou não, mas torço, como apaixonado
pelo Brasil e desejoso de ver dias melhores para o nosso país, que essa escolha não
tenha sido só uma forma de acalmar brigas internas do partido e se mostre – como
tem a capacidade de ser – uma boa jogada da nova presidente.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Comissão de Ética da UnB
Pela UnB Agência:
Em entrevista à UnB Agência, Marcel Bursztyn (presidente da Comissão) revela as estatísticas e fala sobre o trabalho da comissão. Plágio e assédio moral também estão entre as ocorrências mais comuns
UnB Agência: Como os casos são tratados?
Marcel Bursztyn: É preciso deixar claro que nós não somos a justiça. A nossa punição é branda. A única punição é a censura ética, que fica registrada na ficha do funcionário e isso significa que por três anos ele não pode ser promovido. Ele não ocupará um cargo de gestor, por exemplo. Isso fica registrado na Comissão de Ética Pública da Presidência da República. Nosso papel é mais pedagógico, de ensinar mesmo. Somos conciliadores. É importante deixar claro também que essa comissão não julga alunos; nós temos mandato sobre agentes públicos. Aqui, na UnB, recebemos denúncias envolvendo professores, servidores do quadro administrativo, pessoal terceirizado e mesmo pesquisadores bolsistas. Essas pessoas nós podemos investigar. Casos que não são da nossa alçada chegam com frequência. Alguns são encaminhandos à Comissão Disciplinar Permanente da UnB, ou podemos recomendar que a parte denunciante encaminhe para a justiça. Por ser nova, criada em julho de 2008, nosso desafio é justamente que a comunidade conheça o papel da comissão.
UnB Agência: Como as denúncias chegam?
Marcel Bursztyn: Recebemos acusações por telefone, por e-mail e por carta. Podem ser anônimos ou as pessoas revelam quem são. O fundamental é que venham munidas de provas ou testemunhas para que facilitem a investigação. Cada caso é investigado de uma maneira e leva o tempo que for necessário. O que mais fazemos é a conciliação entre as pessoas. Muitos casos, como brigas entre professores e entre funcionários, poderiam ser resolvidos no próprio ambiente de trabalho. Casos mais graves, como uma difamação pública podem ser resolvidos por nós. O que é peculiar na UnB é que geralmente quem acusa, assim como o acusado, são bem instruídos e procuram se proteger da melhor forma possível. Isso tende a tornar o processo de apuração mais lento do que muitas vezes se deseja. Mas, por outro lado, torna a apuração mais precisa e fundamentada.
UnB Agência: A maioria das denúncias registradas pela comissão são de comportamento antiético. O que isso significa?
Marcel Bursztyn: Isso é bem amplo, mas basicamente corresponde a conduta mal educada por parte de algum servidor. São situações, como por exemplo, um servidor que é grosseiro no atendimento ao público. Depois dessa ocorrência, as denúncias mais comuns são de irregularidades administrativas, que representam 21,4% dos casos. Por exemplo, um servidor que deixou de cumprir com uma rotina de trabalho e provocou com isso algum tipo de prejuízo pessoal ou material. Em terceiro lugar está o plágio com 11,9% e, depois, com 9,5% o assédio moral, cuja abrangência é vasta e envolve circunstâncias variadas, que precisam ser bem investigadas. No início do mandato, nós fizemos uma pesquisa via InfoUnB, circular e memorando para saber quais assuntos a comunidade gostaria de debater. O tema de destaque foi o plágio, que não representa a maioria das nossas investigações. Depois veio o assédio moral. Já o nosso mapeamento mostrou que em primeiro lugar, 38% da demanda, diz respeito ao comportamento antiético.
UnB Agência: O plágio apareceu como principal desvio ético na pesquisa feita por vocês, mas o que aconteceu na prática foi diferente. Tem uma explicação para isso?
Marcel Bursztyn: Nós ainda não temos regras definidas para tratar o plágio. Nós sabemos que isso ocorre com frequência e é tratado dentro dos departamentos. Na maioria das vezes não chega para nós. A Comissão de Ética trata apenas dos casos de plágios em que as acusações são de alunos contra professores. Isso é gravíssimo.
UnB Agência: É mais grave o plágio vir do aluno ou do professor?
Marcel Bursztyn: Os dois são crimes. Mas o professor passa a não poder cobrar do aluno uma conduta mais apropriada que a dele. O professor perde a credibilidade com os colegas. Esse tipo de desvio ético corre em sigilo aqui, mas nos departamentos geralmente as pessoas ficam sabendo. Esperamos que seja criado um fórum específico para tratar desse assunto, estabelecendo parâmetros e sinalizando sobre penalidades. Precisamos ter regras claras para tratar o tema. Várias universidades de ponta, notadamente no exterior, já criaram seus códigos específicos sobre plágio. Muitas vezes, professores não sabem o que fazer com o plágio e alunos não sabem que estão plagiando. Nossos alunos foram formados na era da internet e estão acostumados a pesquisar nesse campo extenso. Acho que o entendimento do que é direito autoral está prejudicado.
UnB Agência: As palestras da próxima semana trarão esses temas para o centro dos debates. Qual o objetivo da Comissão de Ética com esse evento?
Marcel Bursztyn: Nós queremos apresentar à comunidade temas que estão na ordem do dia e que envolvem a todos. Muitos dos aspectos a serem tratados ainda estão sendo amadurecidos e a própria Comissão aprende na prática. Por exemplo, percebemos que nossa função não deve se restringir a um caráter punitivo. Ao contrário, podemos e devemos agir para promover a conciliação, em casos em que esta é possível. Recorremos com frequência à comissão da Presidência da Republica para esclarecer pontos que nos ajudem a tomar algumas decisões. Esperamos que as pessoas participem das palestras. Será enriquecedor para nós e para a Universidade.
PROGRAMAÇÃO DO CICLO DE PALESTRAS:
8/12
O Papel das Comissões de Ética (Decreto 1.171/1994)
Auditório da Reitoria, às 15 horas
Mesa de abertura: José Geraldo de Sousa Junior, reitor da UnB
Marcel Bursztyn, presidente da Comissão de Ética da UnB
Palestrante: Renata Lúcia Medeiros de Albuquerque Emerenciano, secretária executiva da Comissão de Ética Pública da Presidência da República
9/12
Plágio
Auditório da Reitoria, às 15 horas
Coordenador: Oyanarte Portilho, professor do Instituto de Física e membro da Comissão de Ética da UnB
Palestrante: Débora Diniz, professora do departamento de Serviço Social da UnB
Debatedor: Issac Roitman, professor aposentado da UnB e conselheiro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)
10/12
Assédio Moral
Auditório da Reitoria, às 15 horas
Coordenadora: Gardênia da Silva Abbad, professora do Instituto de Psicologia e membro da Comissão de Ética da UnB
Palestrante: José Roberto Montes Heloani, professora da Unicamp
Debatedores: Mário César Ferreira, do decanato de Pesquisa e Pós-Graduação e Gilca Starling, secretária de Recursos Humanos da UnB
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Dois novos decanatos
Na última reunião do Consuni, dia 03/12, foi aprovada a criação dos decanatos de Gestão de Pessoas e de
Planejamento e Orçamento.
A parecerista fez um trabalho minucioso e apaixonado sobre o tema. No parecer há 20 páginas com uma forte e convincente exposição de motivos, mostrando que, segundo especialistas, realmente se faz necessária a integração das referidas áreas administrativas, anteriormente pertencentes a decanatos diferentes. Após a leitura do parecer foram debatidos alguns pontos omissos (como uma explanação se seria melhor fazer dois decanatos ou apenas um, em vista da integração).
A conclusão foi que o Consuni concorda com a criação dos novos decanatos e que as especificidades técnicas serão debatidas durante a implementação dos decanatos e, posteriormente, levadas ao crivo do Conselho Universitário.
Em outro momento da runião foi mencionada a possibilidade de um novo corte da URP, discussão arrefecida com o pronunciamento do reitor no sentido de que, devido a liminar do Supremo, essa possibilidade não existe em uma realidade próxima.
No mais, já era previsível que não haveria tempo para serem discutidos todos os pontos pautados para esse dia. Logo, foi marcada a próxima reunião do Conselho para o dia 10/12, com o principal ponto de pauta a Criação do Centro de Estudos do Cerrado da Chapada dos Veadeiros – UnB Cerrado.
Se quiser os pareceres ou saber mais detalhes sobre qualquer ponto, é so deixar um comentário!
Relato elaborado por Davi Brito, membro-suplente do Consuni.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Ainda sobre o Beijódromo.
Retirado do Blog do Professor Leonardo Rax:
O beijódromo e o resto dos campi
Nesta semana será inaugurado o beijódromo.
Como isto aqui é um espaço de opinião meu eu vou dizer o que penso: não era o momento.
A inauguração de uma obra assim com baixa prioridade em tão pouco tempo (?) quando outras obras se atrasam se configura em uma rematado mau gosto. Transmite-se uma expressão de escárnio. A impressão ou percepção é o que fica.
Felizmente o dinheiro para construção veio da Fundação Darcy Ribeiro e do Ministério da Cultura. Mesmo assim, empatam-se recursos da UnB senão na construção então certamente na manutenção.
Enquanto isso, os campi sofrem com atrasos de obras - com destaque para os prazos fictícios que já corroeram a credibilidade quanto ao tempo que as obras irão ainda perdurar.
A idéia de um memorial a Darcy Ribeiro é boa (com todas as reservas que tenho com o mesmo - eu li algumas coisas do referido ex-reitor).
O timing é péssimo. E timing, assim como percepção, é tudo.
E com isto vai aumentando o coro dos insatisfeitos com as decisões tomadas.
O beijódromo e o resto dos campi
Nesta semana será inaugurado o beijódromo.
Como isto aqui é um espaço de opinião meu eu vou dizer o que penso: não era o momento.
A inauguração de uma obra assim com baixa prioridade em tão pouco tempo (?) quando outras obras se atrasam se configura em uma rematado mau gosto. Transmite-se uma expressão de escárnio. A impressão ou percepção é o que fica.
Felizmente o dinheiro para construção veio da Fundação Darcy Ribeiro e do Ministério da Cultura. Mesmo assim, empatam-se recursos da UnB senão na construção então certamente na manutenção.
Enquanto isso, os campi sofrem com atrasos de obras - com destaque para os prazos fictícios que já corroeram a credibilidade quanto ao tempo que as obras irão ainda perdurar.
A idéia de um memorial a Darcy Ribeiro é boa (com todas as reservas que tenho com o mesmo - eu li algumas coisas do referido ex-reitor).
O timing é péssimo. E timing, assim como percepção, é tudo.
E com isto vai aumentando o coro dos insatisfeitos com as decisões tomadas.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Trabalho duro marca último dia de obra do Beijódromo (EIN!?)
Não, o título deste post não é gozação! Ele é a reprodução do destaque do portal da UnB neste glorioso dia. Eu ainda quero entender (talvez algum iluminado que visita este blog possa explicar-me) como tivemos tanto dinheiro e recursos humanos p/ gastar nessa obra quando tantas outras (preciso mesmo linkar?) continuam no ritmo de tartaruga. O Brasil é mesmo um país RIQUÍSSIMO para torrarmos dinheiro com utopias! A UnB está uma beleza, com instalações moderníssimas e uma Casa do Estudante Universitário que é um verdadeiro céu! Não serei eu a reclamar! Não serei eu a profanar as utopias, ainda mais uma abençoada pelo dignatário-mor desta terra de sábios. Como diria Schiller, "contra a estupidez até os deuses lutam em vão".
Em tempo: votem em nossa nova enquete. Quem sabe ela ajuda a motivar futuras matérias da SECOM?
(As opiniões expressas neste pequeno parágrafo são de responsabilidade deste autor e não necessariamento refletem a opinião coletiva da Aliança pela Liberdade)
Da SECOM:
Trabalho duro marca último dia de obra do Beijódromo
Operários finalizam construção do Memorial Darcy Ribeiro, que será inaugurado no dia 6 de dezembro. Enquanto isso, comunidade acadêmica mata a curiosidade com a queda dos tapumes
Thássia Alves - Da Secretaria de Comunicação da UnB
Máquinas ligadas formando um barulho contínuo. Homens concentrados, sem tempo nem para meia dúzia de palavras. Gente apressada correndo contra o avanço do relógio. O volume de trabalho permite pouca conversa. A data foi marcada, seis de dezembro de 2010, com presença confirmada dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e José Mujica – do Uruguai. A cerimônia será às 15h.
É a inauguração do Beijódromo, no campus Darcy Ribeiro. Sob o comando de uma voz feminina, três homens escutam atentos as últimas orientações. “Hoje é o pior dia da obra”, ordena Adriana Filgueiras, responsável pela construção. Ela se refere a esta terça-feira, 30 de novembro, data limite para a entrega do prédio.
O Memorial Darcy Ribeiro surge tímido para a comunidade acadêmica. Aos poucos, os tapumes vão caindo e quem passa pelos arredores da Reitoria encontra uma nova paisagem. “Dei uma espiada hoje pela manhã, mas foi de longe”, conta o professor Antônio Carlos dos Anjos, coordenador do Projeto Rondon.
O professor vê no Beijódromo o resgate da essência da Universidade de Brasília. “Esse espaço vem para mostrar quem é a UnB”. Antônio Carlos conta que já esbarrou com colegas que questionaram a utilidade da obra. “Quem diz isso não pensa a Universidade como o organismo vivo que ela é. Construir uma obra pensada há tantas décadas mostra que a UnB se recria a todo instante”, afirma.
Mesmo quem desconhece o projeto, se encanta com as curvas da arquitetura do beijo de Darcy. "Passei pela entrada por volta das 11h e vi os tapumes caindo. Não sabia exatamente o que era, mas já tinha visto a construção de longe", conta Martina Gomes de Miranda, aluna da pós-graduação da Faculdade de Medicina. "É esquisito, mas bonito".
Para terminar a construção dentro do prazo, operários finalizam os últimos detalhes. De um lado, um deles pergunta: “E as luzes do banheiro?”. Sem perder o humor, apesar do corre-corre, o colega responde: “É como qualquer outra! É só ligar o interruptor”. “O tempo que resta é para correria”, justifica Walter Bento Garcia, responsável pela parte hidráulica da obra e um dos 100 homens que tocam o projeto assinado pelo arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé.
ACERVO DE DARCY – O Memorial Darcy Ribeiro foi idealizado pelo fundador da UnB como o encontro perfeito entre sentimento e razão. O prédio vai abrigar todo o acervo do antropólogo e educador e terá também um anfiteatro dedicado à vivência, carinhosamente apelidado de "Beijódromo" pelo próprio Darcy.
A cerimônia de assinatura do convênio da obra, em maio deste ano, reuniu o presidente da Fundação Darcy Ribeiro, Paulo Ribeiro, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, e o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Soares Dulci. "O sentimento é de reencontro com a utopia da UnB, a disposição de Darcy de realizar grandes utopias", disse o reitor José Geraldo de Sousa Junior na ocasião.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Comunicando-se!
O termo "comunicar" tem origem no latim communis, que significa "tornar comum". Como nossas centenas de leitores acompanharam, ao longo deste mês de novembro nosso Blog ganhou vida. Temos publicado textos de opinião de membros da Aliança pela Liberdade, pautas a serem discutidas nos Conselhos Superiores, relatos a respeito de como se deram as deliberações nesses conselhos e notícias importantes sobre educação e sobre a UnB.
Queremos que os colegas e visitantes que acompanham esta página nos ajudem a tornar comum um número ainda maior e mais relevante de fatos e opiniões. Algo relevante ocorreu ou ocorre pela UnB? Venha noticiar! Impressões sobre a educação em Brasília e no Brasil (ou mesmo fora!)? Venha opinar! Seriam especialmente interessantes opiniões sobre eventos acadêmicos, como seminários e conferências, e a divulgação de coisas do cotidiano, como os Happy Hours.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Extensão universitária: conceito e polêmicas.
"São finalidades essenciais da Universidade de Brasília, o ensino, a pesquisa e a extensão, integrados na formação de cidad]aos qualificados para o exercício profissional e empenhados na busca de soluções democráticas para os problemas nacionais ". (Estatuto da UnB, Art. 3º).
"A Universidade de Brasília organiza e desenvolve suas atividades em conformidade com os seguintes princípios:
(...)
III. Indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão;". (Estatuto da UnB, Art. 4º, inciso terceiro).
"A Universidade de Brasília organiza e desenvolve suas atividades em conformidade com os seguintes princípios:
(...)
III. Indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão;". (Estatuto da UnB, Art. 4º, inciso terceiro).
Como podemos verificar pelas normas mencionadas, a Universidade de Brasília (como é de praxi em todo país) tem como proposta desenvolver o Ensino, a Pesquisa e a Extensão. Mais que isso, a universidade postula a indissociabilidade entre estas três atividades. O chamado tripé do Ensino Superior possui, sem dúvida, uma parte atrofiada, que é a Extensão.
A grande maioria dos alunos participa apenas das atividades de ensino, posto que o cumprimento desses créditos é conditio sine qua non para sua titulação. As atividades de Pesquisa e Extensão são, como se sabe, voluntárias. A pesquisa possui maior capacidade de atrair os alunos, visto que a quantidade de recursos disponíveis é maior e essa atividade éa chave para o sucesso acadêmico. Desconheço professor universitário que não seja, ou pelo menos tenha sido, um pesquisador, mas são inúmeros os que jamais se envolveram com projetos de extensão.
Não precisamos ir muito longe nem refletir muito para constatar que a Extensão não é tratada como tão essencial quanto a pesquisa ou o ensino e, mais patente ainda, é evidente que essas atividades são dissociáveis. Não há atualmente nada que obrigue professores ou alunos a participarem de projetos de extensão, embora haja uma mobilização dos pró-reitores de Extensão (decanos no caso da UnB) para tornar obrigatórios créditos de Extensão nos currículos de graduação.
Pretendo nesse breve ensaio abordar o conceito de extensão, suas modalidades, as principais disputas quanto ao seu papel social, bem como os seus desafios dentro da UnB.
Mas, afinal de contas, o que é a Extensão? Na definição menos controversa, a Extensão seria a atividade da Universidade encarregada de estabelecer uma ponte com sociedade civil, visando uma transformação da realidade da comunidade através do conhecimento, cultura ou técnica gestado na Universidade.
A Extensão universitária teria surgido (de forma consciente) na Universidade de Cambridge em 1867, quando esta universidade promoveu um ciclo de palestras voltado para o público não-acadêmico (Rocha, 2001, p 13). Outro modelo de Extensão é o norte-americano, no qual a comunidade universitária leva para a sociedade civil os resultados de suas pesquisas que possam contribuir para o desenvolvimento econômico. Trata-se da disseminação de técnicas, sobretudo agrícolas, que ajudavam a aumentar a produtividade do trabalho.
Havia ainda no século XIX um terceiro modelo de Extensão com viés transformador mais radical, empenhado em utilizar a Universidade para criar, dentro de setores menos favorecidos, uma consciência reformista ou revolucionária, conforme testado nas Universidades de Oviedo na Espanha e Córdoba na Argentina.
Ao longo do século XX, resumindo drasticamente o debate, a Extensão passou a ser integrada a proposta pedagógica das Universidades em todo o mundo. Isso significou um maior envolvimento da Administração das universidades na implementação dos projetos de Extensão, fornecendo pessoal, infra-estrutura para essas atividades. Outra mudança importante foi a tentativa de harmonizar a extensão as atividades de Ensino e Pesquisa.
A grande controvérsia conceitual que envolve a Extensão é o seu papel. Paulo Freire, talvez o educador de maior prestígio no Brasil, por exemplo, era crítico ao conceito tradicional de extensão (tal como o praticado em Cambridge). Ele reprovava a atitude dos extensionistas diante da sociedade, ou seja, os universitários são portadores do saber e a comunidade nada sabe. Para Freire, a extensão deveria ser uma oportunidade para o intercâmbio de saberes diferentes, qual seja, o popular e o acadêmico, sem hierarquia entre eles.
Outras atividades de Extensão não possuem nenhuma proposta de troca de saberes e se limitam a utilizar o conhecimento da Universidade para prestar algum serviço para a comunidade, de forma gratuita. Pessoalmente, não tenho nada contra esse tipo de atividade, uma vez que o TODOS os contribuintes sustentam a universidades públicas, mas só alguns desfrutam de seus serviços diretamente. Nada mais razoável que os universitários retribuírem parte do investimento prestando serviços á comunidade. Diria que esse modelo seria extensão como aplicação do Ensino ou pesquisa.
Existem ainda outras atividades que levam conhecimento, em sentido único, da Universidade para a sociedade civil. Também não tenho nenhuma objeção. A Universidade tem o dever de ir além do senso-comum em suas investigações e este pode ser transmitido a comunidade. O que há de maléfico, por exemplo, em um grupo de estudantes de Nutrição ensinarem as populações o manuseio correto dos alimentos, como adotar uma dieta equilibrada, controlar doenças e etc?
E, por fim, existe a proposta de Extensão transformadora, na qual os universitários trabalham para emancipação dos setores `dominados' da sociedade. Nas palavras de Maria das dores Nogueira, no Brasil essa concepção se desenvolve nos anos 60, por iniciativa da UNE, quando "se vêem ações concretas na direção do compromisso com as classes populares, não de forma assistencial, mas com a intenção de conscientizá-las sobre seus direitos".
Por mais que os defensores deste último modelo de extensão sejam, muitas vezes raivosos e intolerantes com os ditos `assitencialistas' ou paternalistas, há que se reconhecer que a acusação se volta contra os próprios acusadores. Ora, querer dizer para os outros quas são os direitos deles, qual deve ser a consciência deles, é não apenas assistencialista como autoritário. Foi com base nessa premissa de verdadeira consciência, que os regimes mais violentos e opressores do século se justificaram.
Enfim, são variadas as maneiras de se fazer Extensão e não vejo motivo para que os grupos fiquem se digladiando para definir o que é ou não é extensão, ou qual delas é a mais legítima. Podemos conviver com propostas diferentes, desde que haja respeito pelo pensamento discordante.
Enfim, feito esse breve passeio pelo conceito e pela história da Extensão, resta agora tratar da situação da UnB. Atualmente o Decanato de Extensão apóia diretamente cerca de 180 projetos, que foram contemplados pelo edital PIBEX 2010. Existem ainda muitos outros projetos que não estão vinculados ao Decanato em atividade, como vimos na décima semana de Extensão da UnB (SEMEX 2010).
A Extensão é sem dúvida um campo aberto para a criatividade dos alunos e pode ser enriquecedora tanto como experiência de vida, como também pela formação profissional. Mesmo quando temos uma proposta de apenas ensinar, inexoravelmente acabamos aprendendo. Quando esse aprendizado retorna para a universidade através do Ensino, todos ganham.
O texto foi escrito por Saulo Maia, estudante do oitavo semestre de História e as opiniões aqui expressas não necessariamente coincidem com a posição da Aliança pela Liberdade.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Acontece agora!
Em alguns minutos começará reunião do CEPE no Salão de Atos da Reitoria.
Dos pontos de pauta destaco o último: diretrizes para convivência universitária. O que se espera é a discussão de regras e costumes para realização de festas e trotes dentro dos campi. Qual sua opinião a respeito? As coisas devem permanecer como estão? O trote deve ser proibido? E a venda de alcool na UnB? Pode? Não pode? Gostaríamos muito de ouvir sua opinião. Deixe um comentário!
PAUTA
Assuntos para Deliberação:
2.1. Apreciação das Atas da 468ª e 469ª Reunião, realizada em 14/10/2010 e 4/11/2010, respectivamente.
2.2. Indicação das Professoras Roberta Mary Vidotti (IG) e Sylvia Maria de Araújo (IG) para compor a Câmara de Ensino de Graduação, na condição de Membros Titular e Suplente, respectivamente.
Relator: Luiz Fernando Luzzi Las-Casas;
2.3. Indicação das Professoras Edgar Merchan-Hamann (FS) e Francisco de Assis Rocha Neves (FS) para compor a Câmara de Pesquisa e Pós- Graduação, na condição de Membros Titular e Suplente, respectivamente.
Relator: Luiz Fernando Luzzi Las-Casas;
2.4. Indicação dos Discentes Vítor de Lima Guimarães (IPOL) e Gustavo Henrique Gonçalves de Paiva (IQ) para compor a Câmara de Ensino de Graduação, na condição de Membros Titular e Suplente, respectivamente.
Relator: Luiz Fernando Luzzi Las-Casas;
2.5. Proposta do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da Faculdade UnB Gama.
Relator: Cesar F. Ferreira Filho;
2.6. Solicitação de indicações de representantes do CEPE para compor a Comissão Permanente do REUNI;
2.7. Comitê Assessor;
2.8. Atividades universitárias: diretrizes para a convivência intrauniversitária.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Ineficiência, má gestão e desperdício na educação brasileira
Matéria do jornal O Estado de São Paulo publicada no dia 7 de novembro apresenta um interessante diagnóstico sobre a Educação no Brasil. O editorial se baseia em um estudo feito pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e conta com comentários de grandes especialistas em educação do país.
O que mais me chamou a atenção foi tanto a péssima qualidade do ensino no Brasil, como a péssima gestão dos recursos públicos. O Brasil obtém resultados muito aquém do montante de gastos, se comparado a países da América Latina. Como diz a reportagem: "Entre 1999 e 2008, o poder público do Brasil gastou US$ 978 anuais por estudante, resultando em uma média de 6,1 anos de estudo da população. Sete nações latino-americanas (Uruguai, Bolívia, El Salvador, Peru, Paraguai, Nicarágua e Equador ) gastaram em média 7,4% a mais que o País (US $ 1.050 por estudante), mas a escolaridade da população ficou 35,2% superior à brasileira".
Conforme o exame internacional Pisa, que avalia os conhecimentos e habilidades de alunos com 15 anos de idade, o Brasil ocupa a 52ª posição. Outro problema é que gastamos proporcionalemente muito com o Ensino Superior em relação ao ensino básico. Países que conseguiram um ingresso para o clube dos desenvolvidos, como a Coreia do Sul, adotaram estratégia distinta da nossa. Primeiro eles se esforçaram para expandir o ensino e depois se empenharam na melhoria da qualidade. O foco do processo era o ensino básico para depois priorizar o ensino superior.
No Brasil, optamos por elevar os gastos com ensino superior, o que não é execrável obviamente. O problema é que os recursos são limitados e o dinheiro gasto nas universidades públicas hoje, deixa de ser gasto no ensino básico público. Com isto, os estudantes mais pobres tem uma educação básica pior e, consequentemente, ficam de fora do Ensino superior público. Trocando em miudos, por mais bem intencionado que seja nossa estratégia, ela se revela bastante elitista, pois direciona subsídios da educação a estudantes de classe média, deixando desamparados aqueles que de fato precisam do auxílio do Estado. Talvez por essa razão muitos países europeus cobrem anuidade em suas universidades públicas, isentando aqueles que origem humilde.
Quanto a má gestão do recursos, eu posso falar como alguém que estudou um período em escola pública. A qualidade do ensino precisaria melhorar muito para ser chamada de vergonhosa. Os professores faltam demais, há o problema da indisciplina na sala de aula, há complacência nas avaliações, não se cumpre o conteúdo programático e daí em diante. Ilude-se aquele que aponta salários baixos e estrutura física ruim como sendo os principais problemsa. No DF, por exemplo, os professores ganham muito bem e nem por isso temos algum resultado a comemorar.
Em suma, precisamos de cidadãos mais ativos, de mais capital social, para que os usuários das políticas públicas ajudem a superar nossa tradição de ineficiência. Já esperamos muito tempo que boas iniciativas partam dos governantes, mas a verdade é que ou elas não vieram ou trouxeram avanços muito tímidos.
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O texto foi escrito por Saulo Maia, estudante do oitavo semestre do curso de História e as análises aqui expressadas não necessariamente representam a posição da Aliança pela Liberdade.
Liberdade! Liberdade!
"Nós nem cremos que escravos outrora,
Tenha havido em tão nobre país
Hoje o rubro lampejo da aurora,
Acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais, ao futuro
Saberemos unidos levar,
Nosso augusto estandarte, que puro,
Brilha ovante, da Pátria no altar.
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós
Das lutas, na tempestade
Dá que ouçamos tua voz."
Hino à Proclamação da República
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