quinta-feira, 31 de maio de 2012

É por Autonomia Universitária que eles clamam?


*Por Carlos Eduardo Alves Garcia
Grupos partidários, movimento sindical e leigos no assunto clamam pela autonomia da universitária. Bradam para que a Universidade seja capaz de tomar suas próprias decisões e seguir seu próprio caminho, sem amarras que a impeçam de progredir na produção de conhecimento. Entretanto, muitos desses grupos demonizam a captação de recursos por meios que não sejam estatais, gerando uma total dependência do Tesouro da União nas decisões financeiras da Universidade. 

Para piorar, muitos evocam o nome de Darcy Ribeiro como inspirador nessa defesa – inconsciente, ingênua e inconsequente – da independência universitária. Darcy foi um grande antropólogo e político, mas acima de tudo foi um grande idealizador. Pensou a UnB funcionando em fundações, que captariam verbas de diferentes setores, incluindo privados. Nada mais sensato. Em sua criação, essa Universidade possuía ações de grandes empresas; participação nos lucros de outras; possuía até imóveis no Plano Piloto, sendo 12 superquadras. E, além disso, a captação de recursos oriundos de entidades públicas ou privadas, sempre foi mais que bem vinda.

No Conselho Universitário do dia 18 de maio foi discutida a questão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), na qual a administração dos hospitais que contratassem a empresa passariam a estar sobe o comando dessa estatal. Muito foi dito em relação à perda da autonomia universitária, mas todos entenderam que aquele Conselho estava em uma sinuca de bico. Sem a adesão, o governo sustaria o repasse de recursos. Sendo assim, a Universidade teria que conseguir não menos que 120 milhões para garantir sua total autonomia referente ao HUB. 

De fato, o modelo atual não possibilita que a Universidade consiga esse aporte; sugeriram até “pedir mais dinheiro pro governo” e “10% do PIB pra educação”, ideias interessantes, mas que não eliminam, em hipótese alguma, as rédeas do Estado sobre a Universidade. Não se defende a interrupção de recebimento de verbas públicas, pois isso é essencial para manter uma renda fixa. No entanto, é necessário que a Universidade se liberte desse reducionismo estatal para que possa atingir seu máximo potencial. Outra crítica muito apontada, apesar de pouco fundamentada, é questão de se tratar de uma empresa. Alegaram que isso geraria uma privatização dos hospitais universitários. Isso NÃO acontecerá. Na Lei Ordinária nº 12550, de 2011, que dispõe sobre a criação da Empresa Pública Unipessoal (e não uma Sociedade Anônima, como estava escrito na MP 520), o texto é bem claro quanto a se tratar de atendimentos 100% inseridos no Sistema Único de Saúde – SUS.

A EBSERH não é o ideal, mas já é melhor que o modelo atual. O poder de compra de uma empresa centralizada é muito maior que o atual modelo descentralizado. Porém, é sempre bom lembrar, perdemos parte de nossa autonomia nessa decisão. Ela, no entanto, foi forçosa. Boa parte das razões pelas quais ela teve de ser tomada foi a rejeição à entrada de recursos do segundo setor na UnB. Não deixemos que o sonho de Darcy Ribeiro morra, o sonho de uma universidade independente e pautada na excelência acadêmica.

Ademais, os problemas solucionados com a adesão desse sistema são problemas pontuais. Dever-se-ia buscar resolver os problemas estruturais que geram essa carência, a fim de alcançar uma instituição autônoma, excelente e de referência, como sempre foi sonhado pelo seu idealizador, Darcy Ribeiro. O que se buscou foi uma solução pontual, mesmo que fosse em detrimento da tão almejada autonomia universitária. Se a Universidade defende tanto a pauta da autonomia, deveria começar por buscar soluções próprias delas, e resolver seus problemas de maneira autônoma também, tomar medidas independentes, pensadas por quem vive nela e por ela.

*Carlos Eduardo Alves Garcia é estudante de Medicina, membro da Aliança pela Liberdade e representante discente no CONSUNI - UnB.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Aproximando a política estudantil dos estudantes



Lucas Bispo, estudante de Economia

Segue um comentário do estudante Lucas Bispo, novo membro da Aliança pela Liberdade e da Gestão do DCE. O texto surgiu como uma congratulação pelo sucesso do Conselho de Entidades de Base, colegiado de centros acadêmicos da Universidade de Brasília, ocorrido ontem.

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Eu queria compartilhar um pensamento e fazer um post mais ameno do que os dos últimos dias. =D

É verdade que estamos em greve estudantil e que boa parte da gestão discordaria dessa postura, mas eu queria dizer que ao meu ver nós fomos epicamente vitoriosos hoje. Epicamente.

Fomos vitoriosos porque pela primeira vez desde que eu tenho notícia a universidade esteve representada (ou muito próximo disto) num fórum estudantil. (Coincidência ou não o resultado do CEB foi idêntico ao da nossa enquete no face).

Pela primeira vez em muito tempo, os dois lados estavam presentes em peso para uma discussão. Se antes alguém discordasse da maré vermelha que se apoderava de todos os fóruns se sentia inibido a falar. Hoje essas pessoas viram que há espaço na política estudantil para elas também. Eu acredito que todos os CAs que votaram contra a greve viram o quão perto nós chegamos de endossar oficialmente o pensamento deles, pensamento que jamais era sequer ouvido nos fóruns da UnB. Com isso, eu tenho esperança de que nós tenhamos rompido uma espécie de ciclo vicioso, porque eu creio que, em debates futuros, esses CAs que participavam tão pouco e os alunos que igualmente se sentiam alijados dos debates irão às Assembleias e ao CEB a expor sua opinião e, com isso, nós demos a nossa contribuição para o amadurecimento da democracia na UnB. Nós já fizemos a diferença em algo. Trouxemos a política para mais perto de um universo grande estudantes.

Sem modéstia eu acho que esse espaço foi aberto pela Aliança pela Liberdade. O Mérito é nosso. Para mim parece claro que se a gestão passada estivesse lá hoje, nós não teríamos chegado ao resultado que chegamos.

Então, volto a dizer, nós começamos a operar a mudança que precisava acontecer na UnB. Demos a nossa humilde contribuição. E isso só foi possível porque nós nos mantivemos firmes, muito firmes, apesar dos tão fortes ataques. Mantivemos nossa postura à despeito de tudo em contrário. Nos pronunciamos com a nossa nota e foi graças a ela e à repercussão que ela gerou que criou-se tanto debate na universidade.

Com isso eu queria estender o meu profundo respeito às pessoas que, como sabemos, estiveram no front de batalha e colocaram suas caras à tapa. Não os enumerarei pelo medo de cometer qualquer injusta omissão. Mas todos sabem a que pessoas eu me refiro. São meus heróis e heroínas. Gozam de minha admiração pela sua demonstração inequívoca de princípios e de caráter.

Mas gostaria também de parabenizar a todos dizendo que eu tenho muito orgulho de pertencer a esse grupo, formado por pessoas ímpares, que têm genuíno interesse por ver uma mudança positiva ao seu redor.

Acusam-nos de reacionários. Mas a Aliança pela Liberdade é a tão protelada mudança que nós precisávamos, não porque nosso ponto de vista seja correto e superior aos outros, mas porque nós fizemos algo que nunca foi feito, apesar de antigamente ser assim defendido aos quatro ventos: Nós incentivamos o debate, criamos o debate de verdade. Claro! Quando todos pensam igual, na verdade ninguém está pensando. Tivemos um 22 x 20.

*Nosso próximo desafio vai ser explicar que 6000 mil anos de civilização humana já deveria ter-lhes ensinado que quando um fala outro cala e que não é gritando que se negocia. Mas, essa é um outra batalha.

A primeira delas, nós vencemos. Cumprimos nosso papel. E foi difícil =D"

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*O último parágrafo se refere a intolerância verificada no Conselho de Entidades de Base, quando várias pessoas presentes se levantaram e fizeram barulho ao ponto da reunião ter que ser cancelada.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

ESTUDANTES EM GREVE? NO MOMENTO, NÃO. DECÊNCIA DA SECOM EM GREVE? PARECE QUE SIM...




*Por Saulo Said Maia

"Se não há quorum para deliberação, as decisões ali tomadas não representam os membros do DCE (que são os mais de 35 mil alunos da UnB). As decisão é uma legítima representação da opinião dos presentes na Assembleia, mas não podem criar uma greve estudantil".

Lamentável, deplorável, execrável e indecente. Qual seria o melhor adjetivo para qualificar a matéria da SECOM sobre a Assembleia Geral dos estudantes realizada no 24 de maio? Não é de hoje que a Gestão Aliança pela Liberdade é alvo  de matérias no mínimo tendenciosas por parte deste órgão, mas confesso que sempre tentei contemporizar. “Não pode ser! Deve ser despreparo desse jornalista, ele deve ter se confundido, sei lá”, pensava com meus botões. 

Mas, diante do que aconteceu hoje, não há mais dúvidas de que trata-se de perseguição política. Se se tratasse de jornaleco de bairro ou de panfleto partidário, tudo bem. Mas trata-se de um órgão de imprensa que deve cumprir o papel de informar a comunidade acadêmica sobre fatos importantes da UnB e, como tal, não pode ser usada mesquinhamente para fins políticos.

Vamos aos fatos.  A mentira começa logo no título, mas prometo provar esse ponto depois, vamos observar o primeiro parágrafo.

“Segundo o Diretório Central dos Estudantes (DCE), a lista de presença teve 431 assinaturas, mas o vão da entrada norte do Instituto Central de Ciências (ICC), local conhecido por Ceubinho, ficou praticamente lotado, indicando uma presença de aproximadamente 600 estudantes”.
               
Em primeiro lugar, não é “segundo o DCE” que a lista teve 431 assinaturas. A lista de presença é um documento oficial, onde todos os estudantes que quisessem participar da Assembleia precisavam assinar. Se discorda da veracidade da informação, um jornalista decente pediria a fonte e confirmaria o número indicado pelo DCE. 

Como está escrito, parece que o total de pessoas na lista de presença não é um fato, mas apenas uma “versão” do Diretório. Tanto é tratado como versão, que o escrevinhador utiliza a conjunção adversativa “mas”, que indica ideia de oposição, para insinuar que, em vez de 431, havia 600 alunos. Ou seja, “versão” do DCE, baseada na lista de presença é falsa, o “fato” é a estimativa visual do repórter. 
               
Se de fato havia 600 presentes em vez de 430, isso não indica que “versão” do DCE se opõe a “estimativa visual” do jornalista. Se havia mais pessoas que na lista, a diferença pode ser explicada pela presença de professores, funcionários, transeuntes, curiosos e etc. Portanto, mesmo que houvesse 600 pessoas, ainda assim não estaria justificada a oposição entre os dois números: um se refere aos presentes e o outro aos membros da Assembleia (alunos inscritos).

Foi uma Assembleia deliberativa ou não: eis a questão. O autor do conto jornalístico apresenta a “versão” do DCE. “Para o DCE, no entanto, a decisão tem caráter apenas consultivo, já que não houve quórum mínimo, que é de 1.087 estudantes.”. Não é para o DCE! Vejamos o caput do artigo 20 do Estatuto do DCE:

“Artigo 20 — O quo­rum mínimo para que a Assembléia Geral tenha cará­ter deli­be­ra­tivo é de três por cento do total de mem­bros, tendo cará­ter ape­nas con­sul­tivo no caso de quo­rum inferior”. 
               
 Sendo o total de alunos da UnB superior a 35,000, 3% desse total seria pelo menos 1050, portanto, não houve quorum. As palavras do coordenador geral Octávio Torres não são a versão do DCE, mas sim regras públicas, conhecidas, preestabelecidas e democraticamente promulgadas que regem o funcionamento do Diretório. Em vez se prender a carta magna da política estudantil da UnB, o repórter prefere dar ênfase a uma versão bastante curiosa dos favoráveis a greve, muitos dos quais reconhecidos membros de coletivos de oposição a Aliança pela Liberdade. 

Nada contra dar voz aos que opositores, isso faz parte da democracia. Curioso, entretanto, é notar que para defender a causa do caráter deliberativo (não amparada pelo Estatuto), o repórter consulta três estudantes de coletivos oposicionistas e apenas 1 membro do DCE. São 14 palavras concedidas para a tese amparada pelo estatuto e 95 palavras para a tese da oposição. Vamos as falas.
                
“A estudante Lorena Soares, diz: ‘Temos que avaliar comparando com a realidade, comparando com as assembleias anteriores’”. Ou seja, não devemos nos embasar naquele papelzinho chamado estatuto, mas sim em regras feitas a posteriori para favorecer a causa da greve estudantil. (Estado de Direito e segurança jurídica mandam lembranças...). Ginástica jurídica das mais incríveis. O estatuto não fala em nada relativo as reuniões anteriores que, por sinal, seria um critério jurídico um tanto esdrúxulo.
                
Já a estudante Cynthia apresenta outra tese bastante inusitada: “O fato de não ter tido quórum mínimo não deslegitima em nada a decisão de greve”. O quorum mínimo — permitam-me enfatizar a palavra MÍNIMO —é uma regra adotada em inúmeras instituições para assegurar que reuniões esvaziadas, (não representativa dos seus membros) tomem decisões pelo coletivo. Quer dizer, a existência do quórum mínimo é uma salvaguarda da própria representação. O quórum é um dos pré-requsitos para deliberação em nome do total de alunos da UnB, logo, é uma completa contradição dizer que o quorum não importa.
              
Em que pese a qualidade e sustentação de tais argumentos, ainda assim o repórter acha por bem conceder a essa tese um espaço quatro vezes maior do que o concedido para a tese amparada pelo Estatuto.
               
Ainda não satisfeito com a desqualificação rasteira da Gestão, o autor ainda dá ênfase às críticas de que o DCE fez corpo mole na divulgação da Assembleia. Interessante. No princípio da matéria, o jornalista dá voz a diversos estudantes que afirmam ser esta a maior presença de estudantes em uma Assembleia em muitos anos.  Ué, maior presença nos últimos anos e o DCE fez corpo mole? Será que a divulgação do DCE e o fato inédito de oferecer ônibus aos alunos de outros Campi não ajudam a explicar, nem um pouquinho, essa presença na Assembleia? 
             
 Para o jornalista, não. A estratégia da atual gestão, usando redes sociais (única alternativa devido ao tempo exíguo para convocação) foi um sucesso. Portanto, dar ênfase a esse factoide, logicamente refutável, serve aos interesses de quem, exatamente?  Não podemos afirmar. Só sabemos que não servem aos interesses de uma comunidade acadêmica que espera de um repórter que, se não atinja a imparcialidade (talvez uma utopia), pelo menos faça algum esforço paraalcançá-la.
             
A atual gestão pode até não concordar com uma série de medidas aprovadas, mas respeita sempre as decisões democraticamente tomadas. A Aliança sabe, desde seu nascimento, que não existe nem deve existir um ganhador universal em matéria política. Um dia ganhamos, no dia seguinte perdemos. A única coisa que se mantem firme é que o rito democrático e a opinião dos estudantes são mais importantes e devem prevalecer sobre a posição dos membros da gestão. Não importa que sejamos nós os derrotados, nem importa se estamos na situação ou oposição: trata-se de uma questão de princípios.
             
Por fim, voltamos ao começo do texto: O TÍTULO É MENTIROSO! Se não há quorum para deliberação, as decisões ali tomadas não representam os membros do DCE (que são os mais de 35 mil alunos da UnB). As decisões são legítima representação da opinião dos presentes na Assembleia, mas não podem criar uma greve estudantil. O funcionamento da política estudantil, caro Rafael Ferreira, é regido por regras e elas são mais importantes do que a versão, juridicamente insustentável, dos oposicionistas do DCE. Que eles utilizem tais meios, faz parte de seus programas políticos e deve ser respeitado. Mas não podemos aceitar que o repórter da SECOM use o portal da Universidade para veicular essas mentiras.
            
Se o repórter não entende as regras que regem a política estudantil, poderia ter oposto a tese do coordenador geral Octávio Torres à tese dos oposicionistas. Mas, como se vê pelo título, o repórter toma o partido não da oposição, mas da indecência jornalísticas ao escolher o seguinte título: “Estudantes da UnB também decidem entrar em greve”.

*Saulo Maia Said é graduado em História pela UnB e mestrando em Ciência política pelo IESP-UERJ, antigo IUPERJ. Membro da Aliança pela Liberdade desde 2009.

O conteúdo deste texto é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião da Aliança pela Liberdade.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Palestra "Carga tributária maior que a China: a situação do Brasil no Dia da Liberdade de Impostos"


Um dos dirigentes da CDL Jovem, o advogado Henrique de Mello Franco, dará uma palestra na UnB no dia da liberdade de impostos (25/5), próxima sexta-feira.

Especialista em direito tributário, discutirá um pouco sobre a política tributaria adotada em nosso país!

sábado, 21 de abril de 2012

Minha Qüinqüagenária

*Por Carlos Góes

Você me encontrou um menino, uma criança. Imaturo, sonhador, cheio de energia. Sem nada saber dessa vida. Mas que achava que era adulto, que sabia de tudo, que estava pronto para encarar você. Comecei a me encontrar com você em manhãs sonolentas e em tardes cansativas - depois do estágio. Comecei a explorar suas curvas, seus vales, seus segredos. Aprendi que você era envolta em mitos e peculiaridades. Mas essas particularidades, ao invés de me repelir de você, me faziam ainda mais apaixonado.

Você me apresentou a tantas pessoas novas, tantos novos amigos. Até hoje não conheço ninguém que tenha me apresentado a tantas pessoas interessantes e inteligentes. E você não era ciumenta. Não se importava sequer se eu escapasse de um compromisso que eu tinha com você para ir pr’o bar.

Você tornava meus dias tristonhos em fantasia. Pegava meus sonhos e dizia que eles eram possíveis. Muitas vezes eles se tornaram realidade. E, mesmo quando não se tornavam, você me consolava nos infortúnios. Dizia que essas coisas aconteciam, que fazem parte da vida adulta, do amadurecimento. Recordava-me que, independentemente dos problemas, eles poderiam ser resolvidos - ou, ao menos, esquecidos - até o cair da noite, n’um Por-do-Sol.

Você era promíscua. Quantos outros passaram por seus braços? Mas era sua promiscuidade que fazia você especial. É porque você não se curva aos preconceitos disseminados - dilacera-os! Tantos você formou, tantos você ensinou, tantos você seduziu. Com suas peculiaridades, você nunca se adequa ao senso comum, mas constrói o amanhã.

Você soube jogar com minha imaturidade - aliás, a jovialidade que me atraía a você e que a atraiu a tantos outros. Quando deixei seus braços, já não era mais o mesmo. Não era mais o menino bobo e irresponsável - era alguém completo, formado por você, mas que nunca deixou de sonhar. Não tenho rumo. Mudarei de cidade, de país, de continente. Você que me incentivou a fazê-lo - a com isso sonhar. Entregar-me-ei a outros amores - e outros serão seus.

Mas você sempre, sempre!, será a minha qüinqüagenária.

Feliz 50 Anos, Universidade de Brasília!

Carlos Góes é Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília e poeta nas horas vagas. Foi representante da Aliança pela Liberdade no CONSUNI. Atualmente, cursa Mestrado em Economia Internacional pela Universidade Johns Hopkins.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Os novos rostos da Aliança pela Liberdade


*Por Davi Brito

Em 1° de novembro do ano passado tomou posse no DCE Honestino Guimarães a chapa Aliança pela Liberdade, formando assim a gestão que comandará o Diretório até fins de 2012. Ocorre que a Aliança não é só o nome da gestão do DCE, somos um grupo que existe desde 2009 com propostas sólidas, princípios claros e organizado internamente. Parte dessa organização inclui a eleição de uma diretoria, que, como em qualquer grupo democrático, se alterna por períodos previamente definidos. Nosso primeiro presidente foi um dos fundadores da Aliança, André Maia, e eu, Davi Rodrigues Brito, fui o segundo presidente deste grupo.

Hoje, os donos da faixa são, como o terceiro presidente da Aliança, Mateus Lôbo, discente de Ciência Política, e, como seu vice-presidente, Pedro Henrique Saad, aluno de Direito. O mandato de nossos novos líderes cessará ao fim da segunda semana letiva de 2013.

Mas por que é importante que a Aliança pela Liberdade se organize fora da estrutura do DCE? Existem alguns motivos para isso. O mais importante é que, assim como nos outros grupos discentes, os representantes discentes da Aliança nos conselhos universitários não são subordinados ao DCE, mas somente ao grupo de que vieram, ou seja, a própria Aliança pela Liberdade.

Outro ponto é que a Aliança como um grupo livre não tem a responsabilidade institucional que o DCE tem, por isso pode ter opiniões autônomas, fato importantíssimo para o livre debate de ideias.

Espero que os que vieram agora e os que virão depois depois de mim também se orgulharão ao passar o bastão para uma próxima geração, assim como imensamente me orgulho de ver que o projeto que por um tempo eu liderei consegue caminhar sem mim. Mas, junto ao bastão, passamos também os problemas, claro. Afinal, se não fossem problemas a ser resolvidos, não teríamos trabalho a ser feito aqui! E é isso que nos motiva a continuar trabalhando: a perene melhora de nossa amada UnB!

Já conseguimos trazer novas ideias para a UnB e tenho fé que nossos novos dirigentes farão o impossível para levar essas conquistas a todo o Brasil. Essas ideias, esses princípios, contudo, não são o que garantem nossas vitórias. Nossas vitórias vêm do nosso esforço e competência. O que nossos princípios fazem é transformar essas vitórias em algo belo, digno de ser exibido ao mundo como troféu, como exemplo, como esperança.

E é com essas palavras que apresento e desejo o melhor nesta empreitada a meus amigos Mateus Lôbo e Pedro Henrique Saad.

Que vocês façam a Liberdade brilhar! 


*Davi Brito é graduando em Direito pela UnB. É membro e o Presidente da Aliança pela Liberdade em 2011.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

NOTA DE REPÚDIO AOS ATAQUES PRECONCEITUOSOS E DISCRIMINATÓRIOS CONTRA O DCE/UnB


*Por Octávio Torres

Reproduzimos, abaixo, nota divulgada pela Direção do DCE-UnB, Gestão Aliança pela Liberdade.

Na tarde de hoje foi afixada em toda a Universidade de Brasília uma falsa convocatória, em nome do DCE Honestino Guimarães, para uma Assembleia Geral dos Estudantes desta Universidade.

O conteúdo da convocação investe na mentira como metódo para difamar o DCE, o nome de Honestino Guimarães e todos os estudantes da Universidade de Brasília. Desde sua gênese, o grupo que forma a atual gestão do DCE se firmou na supremacia de direitos e liberdades individuais, na defesa das minorias, no respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana, no Estado de Direito, na igualdade de todos perante à lei e no direito inalienável que cada indivíduo tem de escolher seu próprio destino.

Acreditamos na utilidade social do respeito. Acreditamos na força da democracia. Acreditamos que as pessoas podem ter posições políticas distintas sem utilizar subterfúgios antiéticos que transformam aquela que deveria ser uma disputa institucional entre adversários em uma guerra fratricida entre inimigos.

A utilização de métodos excusos de difamação e xingamentos pessoais para tentar dilacerar, por meio de mentiras, a reputação de seus adversários, é uma estratégia antitética à democracia. Ela é totalitária, na medida em que tenta manter um único pensamento na Universidade, repudiando uma voz dissonante às velhas receitas um movimento estudantil anacrônico e autoritário.

Clamamos para que todos os grupos estudantis que tenham apreço pela democracia e pela tolerância que repudiem veementemente esse ato de intolerância, discriminação e alterofobia – uma fobia ao outro, a tudo que é diferente de si. Repudiamos iniciativas que disseminem o terror, o ódio e o preconceito no espaço universitário. Una-se a nós em nosso bom combate contra a intolerância e contra todas as formas de preconceito.

*Octávio Torres é graduando em Direito pela UnB. Membro fundador da Aliança pela Liberdade e conselheiro discente no Conselho Universitário (CONSUNI).

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Eliminando o risco, securitizando a diversão: uma análise financeira da Calourada da UnB


*Por Carlos Góes 

Imagine que você tenha feito uma aposta com seu vizinho. Ele cobraria dois reais e lhe daria 10 reais se você conseguisse tirar coroa três vezes seguidas ao jogar uma moeda. Ao mesmo tempo, um outro vizinho lhe propõe a possibilidade de ganhar os mesmos 10 reais, mas você precisaria tirar coroa três vezes dentre seis tentativas. Você certamente escolheria a segunda proposta! Mas, e se o primeiro vizinho subisse a recompensa para 30 reais?! Talvez você se dispusesse a enfrentar mais riscos de perder... para ter a chance de ganhar mais. Essa é uma das máximas de finanças.

O que isso tudo tem a ver com a atual polêmica sobre a Calourada da UnB? Bem, o DCE modificou o modelo de gestão da Calourada para esse ano. Até o ano passado, os CAs agiam como capitalistas de risco[§]: entravam com um investimento inicial e arcavam com os altos riscos do capital depreendido. Embora tenham tido retorno no primeiro ano do modelo, no ano passado os CAs tiveram um significante prejuízo – o que evidencia a volatilidade do investimento.

Esse ano, o DCE tinha de tomar uma decisão: manter o modelo de alto risco ou procurar um novo modelo? Acertadamente, o DCE optou por um investimento mais conservador, que minimiza riscos. No total, o movimento estudantil ficará com 10% das receitas brutas mais 45% dos excedentes primários, o que totaliza mais da metade do total, sem precisar entrar com um centavo de investimento. Esse modelo é vantajoso pois permite que CAs sem fundos participem e, no caso de o evento dar prejuízo, garante que os CAs serão os únicos a receberem qualquer quantia. Por essa razão, desafio qualquer pessoa a justificar, com retornos suficientemente maiores que os já robustos volumes esperados, a modificação de um investimento de risco zero para outro de risco total.

Mais do que isso, cabem algumas perguntas... Deve o movimento estudantil da UnB atuar como um capitalista de risco, como defendem os membros das gestões passadas? Ou deve ele ser conservador em seus movimentos, minimizando risco e garantindo com maior certeza os recursos necessários ao financiamento de suas atividades representativas? Deve a Calourada ser um evento para benefício de alguns poucos, assumindo-se riscos simplesmente para treinar mão de obra qualificada para a gestão futura de eventos no DF, como era feito no passado? Ou deve ela servir para garantir a maior diversão de todos os estudantes, trazendo grandes atrações, como o Bloco do Sargento Pimenta[*] e Banda Uó[**]?

Chame-me de idealista, mas eu entendo que, para as funções acadêmicas e representativas do movimento estudantil, não é necessário mais do que algum dinheiro, criatividade, disposição e competência. Também não é conveniente que as festas se tornem o fim último do movimento estudantil ou que estas transformem-se em programas de trainee para futuros promoters de Brasília, subsidiados com dinheiro dos CAs e do DCE. Nada mais acertado, portanto, do que garantir um fluxo certo de recursos para os CAs, enquanto, concomitantemente, assegura-se um evento com ótimas atrações a preços razoáveis[∞] para todos os estudantes da UnB. Devem ser eles, todos os estudantes, e não somente os militantes do movimento estudantil, a terem seus interesses representados pelo DCE.

Sobre a Calourada deste ano, minha análise é de que ela é um péssimo negócio para as pessoas que decidiram assumir os riscos – eles devem ser muito depreendidos dos ganhos materiais, pois são péssimos homines oeconomici. Sob o ponto de vista financeiro, posso afirmar peremptoriamente: os riscos, esses sim, foram eliminados. E isso é ótimo para os CAs e para o DCE.
*Carlos Góes é Mestrando em Economia Internacional (com especialização em Finanças Internacionais) pela Universidade Johns Hopkins; Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília; e Geronte da Aliança pela Liberdade.
[§]No jargão de finanças: venture capitalists - aqueles que investem em “start-ups”, empresas ou projetos de retorno incerto – e, portanto, muito arriscado.
[*]Banda que toca Beatles em forma de marchinhas de carnaval, escolhida para ser a atração musical a tocar para o príncipe britânico em sua recente visita ao Brasil.
[**]Banda vencedora do Video Music Brasil, da MTV, em 2011
[∞] Dois shows a R$15,00 no Plano Piloto, sério?! Recordo, ainda, que estudantes Grupo I e II ganharão entradas para a Calourada promovida pela Gestão Aliança pela Liberdade.


ANEXO - MINI-ANÁLISE FINANCEIRA DA NOVA CALOURADA

(Esses números são ilustrativos e razoavelmente arbitrários. Eles servem basicamente para demostrar para o leitor interessado a diferença entre dois cenários: com e sem excedentes. Antes de dizer que é uma simplificação, saiba que essa mini-análise é isso mesmo: uma simplificação. Mas ela enfatiza as vantagens do modelo apresentado)


Modelo (I) - COM EXCEDENTES
Receitas Brutas:  R$458,250.00
10% para os CAs:  R$(45,825.00)
Custo Logístico e de Bens Vendidos  R$(120,000.00)
Excedentes Primários  R$292,425.00
Custos Operacionais (Investidor Externo)  R$(160,833.75)
Excedentes Líquidos  R$131,591.25
Total para o ME  R$177,416.25
DCE  R$58,485.00
Cas  R$104,310.00
Fundo Institucional  R$14,621.25
Modelo (II) - SEM EXCEDENTES
Receitas Brutas:  R$120,000.00
10% para os CAs:  R$(12,000.00)
Custo Logístico e de Bens Vendidos  R$(120,000.00)
Excedentes Primários  R$(12,000.00)
Prejuízo para Investidor Externo  R$(12,000.00)
Excedentes Líquidos  R$0,00   
Total para o ME  R$12,000.00
DCE  R$0,00   
Cas  R$12,000.00
Fundo Institucional  R$0,00   

Mentira acidental ou encomendada? (a inquietação continua).

*Por André Maia

 A pergunta continua sem resposta. Em sua coluna de hoje, o mesmo jornalista Ilimar Franco não prova e nem desmente o que disse. O jornalista tão somente publicou que:

"A DIRETORIA do DCE da UnB divulgou nota negando "qualquer ligação com o Senador (Demóstenes Torres) ou o seu partido (DEM)". Ela diz que nenhum dos diretores da entidade têm filiação partidária."


Ela não diz, senhor jornalista, ela PROVA. Ao contrário do senhor, não deixamos o dito pelo não dito. A Gestão pôde provar na mesma data em que o senhor os acusou que nenhum membro da Gestão Aliança pela Liberdade é filiado a qualquer partido político. As certidões negativas do TSE já foram emitidas e atualizadas. E as ligações estreitas? Onde estão? Quem era por elas responsável? Quem foi? Onde foi? Quando foi? Contra gente honesta a mentira tem perna curtíssima.

A Aliança pela Liberdade continuará fiel aos seus princípios. Daqueles que propagaram a notícia da mencionada coluna não podemos esperar o mesmo. Essa falta de princípios não é novidade.

Essa conversa fiada, felizmente, não passou despercebida: A Universidade de Brasília e o Comando de Caça aos Não-Comunistas

*André Maia é graduado em Relações Internacionais e graduando em Direito, ambos pela UnB. É membro fundador e Presidente de Honra da Aliança pela Liberdade.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

CEB SOBRE A CALOURADA: Gritos versus argumentos



*Por Saulo Maia Said


Ganhar no grito: Ato de sobrepor à vontade de outro através da imposição da voz ou da insistência com as mesmas palavras. Essa situação é muito comum quando alguém não encontra meios eficazes de sustentar suas posições. Há o exemplo de várias espécies de animais que podem ganhar duelos gritando, sem nenhum embate corporal.


O último CEB, do dia 3 de abril de 2012, teve como ponto de pauta a Calourada 1º/2012. Os que têm acompanhado o site do DCE e a fanpage no Facebook já sabem que, com parcimônia e muita tranquilidade, a Gestão do DCE foi rebatendo ponto a ponto a rede de mentiras e desvarios espalhados por gente que costuma ter compromisso apenas com seus partidos e projetos de poder. Raras foram as críticas ponderadas e construtivas. Os que tinham por costume odiar, continuaram odiando. Alguns desses indivíduos, que ainda se sentem donos da universidade, que adoram falar em coletividade, mas que exigem sua carteirinha de filiado ao partido y ou ao movimento social x para lhe dar o direito de voz, achavam um absurdo uma festa aonde pensar no risco econômico fosse natural. (Informações sobree sobre a calourada, acesse: Calourada. Informações sobre a reunião de ontem, acesse: Secom e CEB).

Sempre as mesmas figurinhas, sempre as mesmas caras, dizem por aí que esse modelo de festa exclui os Centros Acadêmicos, pois já estava pré-formatado e os tornava apenas pontos de venda. Bom mesmo era o modelo anterior, no qual você só era incluído se entrasse com dinheiro, trabalho e, claro, muita dor de cabeça. Nada como socializar o patrimônio alheio e construir coletivamente um prejuízo (dos outros, já que você poderá sair com um ótimo know-how de festas e encher as bolsas de dinheiro em sua própria Calourada com um nome um pouquinho diferente). E isso tudo, prejuízo e frustração, é visto como um erro sobre o qual deve-se apenas refletir. Sabemos o que todos esses grupos com interesses diversos dos dos estudantes querem.

Todos querendo pilhar o projeto construído por iniciativa do DCE. Sim, o projeto está sendo desenvolvido com uma parceria de ABSOLUTO sucesso e jamais antes vista na história dessa Universidade, mas o que importa é detoná-lo, já que a idéia partiu do DCE e já que nada que venha dessa gestão pode ser bom. Preferem arruinar as contas do DCE e vê-lo em ruínas a tolerar qualquer sucesso da atual gestão, mesmo que muito maior seja o sucesso de todo o público (No momento em que esse texto foi postado, 41 CAs já confirmaram participação, número muito superior ao alcançadas nas últimas gestões).

Não percebem os que se ocupam apenas em destruir que o sucesso da atual gestão significa que a representação estudantil da UnB será deixada em um patamar mais elevado, venha quem vier depois? Não percebem que o profissionalismo, equilíbrio e responsabilidade, que são o norte da atual gestão, são valores a serem cultivados por todos em benefício de todos? Não, não percebem. Afinal, não perceberam até hoje que o resultado eleitoral da disputa para DCE foi um basta ao autoritarismo, intolerância, sectarismo e megalomania que caracterizava o velho modelo.

A atual gestão não age irresponsavelmente, nem aposta o patrimônio e o nome dos CAs (e dos/das estudantes por eles representados) no cassino das palavras de ordem e do discurso pré-formatado.

Responsabilidade e convicção são a marca da Aliança pela Liberdade desde o seu surgimento. Estamos convictos de que se deve ouvir antes de falar. Estamos convictos de que não é berrando que conseguimos as coisas e de que, se o outro lado não concordar, palavras de ordem e ofensas só irão convencer aos outros de que você não convenceu nem a você mesmo. Se seu argumento é tão bom, qual a necessidade de berrar ou de calar o outro? Não é assediando as pessoas para que mudem seu voto que se vence uma votação, ao menos não quando as regras são claras, previamente estabelecidas, aplicadas a todos igual e honestamente. Como talvez exista uma confusão sobre o significado dessas duas concepções, certas pessoas não conseguem conviver com o diferente.

Não, não representamos nem representaremos a desordem e a intolerância. A Aliança pela Liberdade continuará a portar-se com o mesmo espírito de serenidade, compreensão e responsabilidade para com aqueles que representamos, seja na execução profissional de uma festa, seja na condução civilizada de uma deliberação. Esteja este grupo à frente do DCE ou nos Conselhos Superiores da UnB, a tolerância e o respeito mútuo continuarão a ser a regra de conduta. Que os exemplos como o capturado pelo vídeo sejam apenas lapsos de memória de um movimento estudantil que já passou.

Recordemos que essas práticas autoritárias de tentar vencer no grito e nos empurrões, desprezando o Estado Democrático de Direito, não passa de mais do mesmo daqueles grupos minoritários que até hoje não aceitam a derrota das urnas:



*Saulo Maia Said é graduado em História pela UnB e mestrando em Ciência Política pelo IESP-UERJ, antigo IUPERJ. Membro da Aliança pela Liberdade desde 2009.

Mentira acidental ou encomendada?




* Por André Maia

Na Coluna "Panorama Político" de hoje, o jornalista Ilimar Franco - O Globo, divulga a seguinte nota:

Demóstenes e a Juventude do DEM

A queda do senador Demóstenes Torres (GO), alvejado pelas ligações com Carlinhos Cachoeira, é um golpe no trabalho do DEM entre a Juventude. Ele era uma espécie de ícone da nova direita e vinha percorrendo o Brasil organizando a juventude em torno das ideias conservadoras do DEM. Crítico das cotas, ele tinha relação estreita com professores e a atual diretoria do DCE UnB Honestino Guimarães e participava de um movimento de oposição ao reitor José Geraldo de Souza Junior. No seu Twitter, Demóstenes chegou a escrever: "O que há na UnB é uma espécie de bullyng ideológico, e estou aguardando relatos de outras universidades".

A Aliança pela Liberdade informa que JAMAIS teve qualquer relação com o Senador Demóstenes Torres e está curiosa em saber de onde veio tal fantasia e onde ela quer chegar. Este grupo também não tem nenhuma relação com a Juventude do DEM. O que fizemos, no passado, foi expulsar do nosso grupo uma pessoa filiada a este partido, tão logo se comprovou que ele mentira para o grupo, ao negar filiação partidária quando era, de fato, filiado. No nosso entender, fizemos bem: expulsamos alguém que traiu os princípios de apartidarismo do grupo. O supracitado fato ocorreu quando ainda nem éramos gestão do DCE, há 2 anos. A produção de mentiras e inverdades de forma tão gratuita só dá a certeza a este grupo de que estamos no caminho certo. Cabe agora ao jornalista provar o que disse e esclarecer sua informação. Nossos advogados já estão cientes do fato e buscaremos as vias necessárias para que tamanha leviandade não passe impune.

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André Maia é graduado em Relações Internacionais e graduando em Direito, ambos pela UnB. É membro fundador e Presidente de Honra da Aliança pela Liberdade.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Amyr Klink leva pau da Secom/UnB em como inquietar alguém!


*Por André Maia


Estou inquieto. Na tarde do dia 16 de março de 2012 as/os estudantes da UnB, por meio de seu Diretório Central, organizaram na Câmara Legislativa do Distrito Federal audiência PÚBLICA sobre segurança nos campi de nossa universidade. Após quase uma semana do evento, a Secretaria de Comunicação da mesma universidade não publicou nem mesmo uma nota de rodapé sobre o fato.

  • Foi a primeira vez que discentes tiveram essa iniciativa.
  • O evento mobilizou dezenas de estudantes.
  • O evento mobilizou vários docentes e técnicos da UnB.
  • O evento mobilizou diversas autoridades especializadas do DF.
  • O evento teve repercussão no maior canal de TV do país e em outros veículos de mídia.
E NEM MESMO UMA NOTA DE RODAPÉ!?

Temos psicopatas divulgando uma nojenta campanha de ódio contra estudantes da casa, uma Audiência Pública sobre SEGURANÇA é organizada e a Secom não repercute a iniciativa!? Senso de responsabilidade, você estaria navegando pelos mares do senhor Klink ou já chegou ao mundo da lua?

Este escriba, após tantos anos de casa, está inquieto. Não é preciso cruzar os oceanos para descobrir que essa postura é realmente incomum. É autista? É desonesta? Talvez o chato autor seja apenas lerdo e não tenha encontrado a nota de rodapé. Talvez.

Curioso, ainda, é encontrarmos destacada repercussão para o debate sobre as regras eleitorais. Com o título “PARIDADE”, a Secom divulga notícia em que diz que o Movimento Estudantil da UnB está debatendo as regras do processo de consulta para o posto de reitor. Interessante que o título não seja “Processo Eleitoral” ou “Regras de Consulta”, mas “PARIDADE”! Bem, se não fosse com dinheiro PÚBLICO que essa aclamada instituição de (prop...) jornalismo funcionasse, tudo bem! Tudo ótimo! Mas desde quando essa Secom está no direito de OMITIR fatos tão notoriamente/comprovadamente relevantes!? As pessoas devem ter compromisso com seus salários e com seus nomes. In casu, o interesse público responde pelos dois.

Em tempo 1: Não bastasse isso, ainda temos de ler: "Intensificadas nos últimos dois anos, as medidas incluem campanhas, como a de conscientização dos calouros durante a cerimônia de recepção aos novatos organizada pela Reitoria, e os trotes solidários organizados por vários centros acadêmicos. No ano passado, a campanha ganhou o reforço do DCE, quando coordenadores do Diretório montaram barreira para proteger calouros alvo das tintas e ovos arremessados durante a divulgação dos resultados do vestibular.” Leia mais aqui: Relator pede o fim dos trotes

Este ano não? A proposta do DCE de dois trotes não é evitar abusos e constrangimentos? As matérias da própria Secom mostravam o sucesso da medida e a FELICIDADE dos alunos que ESCOLHERAM se sujar! Leia aqui: UnB lotada para divulgação do resultado do vestibular

Tudo isso agora é escondido? A moça sorrindo na foto deveria ser defendida por um tutor segurando um guarda-chuva? Ela própria decidiu não ser tutelada, mas a memória anda curta...

Em tempo 2: Tive notícia de que rolou divertidíssimo debate sobre PM SIM X PM NÃO promovido pelo DCE/UnB no dia 14 de março. É bonito quando jovens se comportam como jovens e não têm medo em debater seus tabus. Não, claro que não houve um lado vencedor. Isso é apenas parte do sistema lúdico do debate. Desde quando 200 pessoas em um auditório respondem pela universidade (salvo institucionalmente previstas, claro. Algum anarquista revolts já ia ficando empolgado)? De todo modo, é sintomático que professores e estudantes tão qualificados, ocupados e com visões distintas tenham a coragem e civilidade de sentarem à mesa para discutir “vacas sagradas”. Em síntese, é lindo quando a universidade parece um pouco mais universidade e um pouco menos igreja. Nada contra igrejas, pois inclusive freqüento orgulhosamente a minha, mas, como diria o filósofo, in se quadro unusquisque insidere

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Estes comentários não expressam a opinião da Aliança pela Liberdade e, muitíssimo menos, do DCE/UnB. São apenas reflexo de alguém que está puto e revoltado com uma postura desrespeitosa, mas que nem por isso pode perder o humor e deixar de rir das próprias tragédias.


*André Maia é graduado em Relações Internacionais e graduando em Direito, ambos pela UnB. É membro fundador e Presidente de Honra da Aliança pela Liberdade.

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