- Atuação nos Conselhos Superiores
- Ambiente a altura da excelência acadêmica
- Divulgação de eventos e oportunidades
- Promoção do debate
- Segurança

Ora, parece incoerente que uma chapa concorra ao DCE com o propósito substituí-lo por uma diretoria eleita pela Conselho de Entidades de Base (CEB), pelo voto dos representantes de todos os CAs da UnB. A incoerência, contudo, é apenas aparente e nos damos conta disso analisando como funcionam as precárias instituições da política estudantil.
Sabemos que mudanças como a que propomos passam pela alteração do atual estatuto do DCE (Estatuto) e que, conforme o estatuto vigente, quaisquer alterações em seus artigos dependem da aprovação da Assembleia dos Estudantes ou do Congresso Estudantil. Nosso compromisso com o processo legal deixa fora de cogitação qualquer caminho de reforma que não este. Então, se tais propostas devem passar seja pela Assembleia seja pelo Congresso estudantil, porque precisamos concorrer ao DCE?
A resposta é simples. Hoje quem tem o controle da agenda das discussões das instituições da política estudantil é o DCE. Este tem o poder de convocar o CEB, a Assembleia dos Estudantes; decidi quando essas instituições devem ser convocadas e domina com sua pauta os temas debatidos. Ou seja, pelo sistema atual (presidencialista), é o DCE que convoca as demais instâncias deliberativas a opinar sobre certos temas da vida universitária (e de outros temas não tão universitários...) e essas convocações muitas vezes já estão carregadas de propaganda, como ocorreu nos debates sobre o credenciamento da FINATEC.
No mais, as eleições para o DCE são o momento de maior discussão política dentro da universidade, momento, portanto, oportuno para pensarmos mudanças que alterem o modo como a política estudantil é conduzida. Votar na Aliança, tendo o Parlamentarismo como proposta central, não é votar em fulano, ou ainda num amontoado de nomes; votar na Aliança é dar peso político as propostas e princípios que defendemos.
Como dissera certa vez a teórica política Nadia Urbinati, “Votar no Sr. Smith sempre implica votar no que o Sr. Smith diz e acredita e, assim, inevitavelmente, naquilo em que acreditamos e defendemos”. NOSSA PROPOSTA MOSTRA QUE NÓS NÃO ESTAMOS CONCORRENDO POR PODER! AO CONTRÁRIO, QUEREMOS DAR O PODER PARA OS ESTUDANTES. NÓS ESTAMOS CONCORRENDO PARA PROMOVER EFICIÊNCIA E LIBERDADE.




*Por Renato Rabelo
Ontem, 23/09/2011, ocorreu mais uma reunião do Conselho Universitário (Consuni) da Universidade de Brasília em que foi discutida a suspensão do vestibular do Campus Ceilândia. A reunião, que começou às 14h30min, só foi acabar por volta das 20h.
A Aliança pela Liberdade deixou bem claro o seu posicionamento perante os demais presentes, votamos a favor da suspensão do vestibular do Campus Ceilândia. Isso porque entendemos que não existe infraestrutura nenhuma disponível para receber novos alunos e por estarmos acompanhando o descaso por parte do Governo do Distrito Federal e da administração da UnB, os responsáveis por deixar essa situação chegar aonde chegou. Há três anos a entrega do Campus vem se arrastando e enquanto isso quase dois mil alunos convivem, diariamente, com a precarização do ensino e das instalações da universidade.
O Consuni, por 38 votos a 18, rejeitou a suspensão do próximo vestibular para os cursos da Faculdade de Ceilândia e também a algumas semanas atrás aprovou a criação de cinco novos cursos na UnB, entre eles está o de Fonoaudiologia (que será em Ceilândia), o que mostra como é feita essa expansão universitária sem planejamento em que o objetivo é, meramente, aumentar o número de alunos e de cursos, não buscando excelência acadêmica.
O aluno de Ciência Política, Mateus Lôbo, representante da Aliança no Consuni, em sua fala buscou defender a causa e não o método, ressaltando o fato de que foram diversas as tentativas dos estudantes da FCE em conseguir dialogar com a reitoria. A Secretaria de Comunicação (Secom) da UnB fez uma compilação de seu discurso:
''Eu estava lá no dia da invasão. Peço desculpas pelos danos á universidade que represento, pela violência. Aquilo não é digno de acontecer na sociedade, quanto mais na universidade. Ao mesmo tempo, sei que situações assim acontecem quando um dos lados não encontra um canal de reclamação. O lado que acredito que errou foi a Administração, por não agir com clareza. Se a UnB conseguiu ter autonomia para atender 10 pontos, porque não fez isso há 6 meses, há 1 ano? Encaminho pela suspensão por entender que é um ambiente de total indignidade.''
Leia mais sobre o caso pela Secretária de Comunicação da UnB por estes links:
http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=5701.
http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=5700.
*Renato Rabelo é estudante de Economia-UnB e membro da Aliança pela Liberdade.


*Por Mateus Lôbo
Grandes Universidades produzem grandes pensadores, grandes cientistas, ou simplesmente grandes profissionais para as mais diversas áreas do mercado de trabalho. E a nossa Universidade tem conseguido fazer isso com maestria, mesmo para sua pouca idade.
Você sabia que dois dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), orgão máximo do Poder Judiciário no Brasil, estudaram na Universidade de Brasília?
O Ministro Gilmar Mendes, primeiro ex-aluno da UnB a integrar o STF, graduou e pós-graduou-se na nossa Universidade e realizou seus estudos de doutoramento na Alemanha. Ele ainda dá aulas na nossa Universidade nas cadeiras de Direito Constitucional e Direitos Fundamentais. Vale lembrar que o professor e ministro é considerado um dos maiores constitucionalistas do nosso país.
O outro Ministro do STF ex-aluno da UnB é o Ministro Joaquim Barbosa, que também graduou e pós-graduou-se na nossa Universidade e realizou os seus estudos doutorais na Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas), França.
O ministro Joaquim Barbosa é o relator do processo de denúncia sobre o notório Mensalão. Em setembro de 2007 a revista Veja assim o definia:
O Brasil nunca teve um ministro como ele (…) No julgamento histórico em que o STF pôs os mensaleiros (e o governo e o PT) no banco dos réus, Joaquim Barbosa foi a estrela – ele, o negro que fala alemão, o mineiro que dança forró, o juiz que adora história e ternos de Los Angeles e Paris.
Agora deixando o direito de lado e indo para as ciências exatas, você sabia que o atual Chief Scientist do Microsoft Research, considerado o laboratório de pesquisas mais influente do mundo na área de ciência e tecnologia da computação, é um ex-aluno do departamento de Engenharia Elétrica da UnB?
O nome dele é Henrique Malvar ou como em seu perfil no Facebook, Rico Malvar. Ele chegou a Microsoft em 1997, mas antes disso fundou na nossa Universidade, como professor, o Grupo de Pesquisa em Processamento Digital de Sinais (GPDS), ainda em atividade na UnB.
Malvar é pós-doutor em Engenharia Elétrica e em Ciência da Computação pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e é autor ou co-autor de mais de 100 patentes e tem cerca de 150 artigos científicos publicados. Leia o perfil dele na Microsoft aqui: http://research.microsoft.com/en-us/people/malvar/.
Agora que já falamos sobre profissionais oriundos da UnB nas áreas de direito e da tecnologia, é chegada a hora de falarmos dos profissionais da saúde que nossa Universidade formou. Por exemplo, o atual Diretor Geral do Instituto do Câncer de São Paulo (ICESP) – que é maior centro oncológico da América Latina – graduou-se na UnB e chama-se Paulo Marcelo Gehm Hoff . O professor Paulo Marcelo é também o Diretor-Clínico da Oncologia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, onde leciona, como Professor Titular, a disciplina de Oncologia do Departamento de Radiologia.
Outro profissional da saúde forjado nos bancos da Universidade de Brasília é o médico e professor Antônio Sérgio Torloni. Ele é Professor Assistente do Laboratório de Patologias da Clínica Mayo, prestigiado centro de estudos médicos dos Estados Unidos.
Além disso, dentre os profissionais na área de ciências sociais que estudaram na UnB podemos citar dois nomes de peso: o economista Alexandre Antônio Tombini e a também economista Marcelle Chauvet.
Antônio Tombini é o atual Presidente do Banco Central do Brasil e formou-se na nossa Universidade em dezembro de 1984 e entre março de 1993 e dezembro de 1994 foi Professor Visitante do Departamento de Economia da UnB. Tombini é Ph.D em economia pela Universidade de Illinois nos Estados Unidos.
Finalmente, Marcelle Chauvet é Chefe do Departamento de Estudos Latino-Americanos da Universidade da Califórnia e é a pessoa por trás de um dos mais eficazes métodos estatísticos utilizados pelo Banco Central dos Estados Unidos (Federal Reserve) na detecção de recessões. O modelo estatístico criado por Chauvet chama-se “Modelo de Fator Dinâmico com Regime de Markov” e assim foi definido por Gabriel Pérez-Quirós, chefe da Divisão de Estudos Macroeconômicos do Banco Central da Espanha:
“Ele deu início a uma promissora linha de pesquisa, que consideramos a mais adequada para desenvolver um sistema de alerta contra crises”.
Visite a página na internet de Chauvet aqui: http://sites.google.com/site/marcellechauvet/
A nossa Universidade produziu grandes profissionais como esses, e tantos outros, quando fomos submetidos à ciência e não ao proselitismo. Quando fomos submetidos a “um método de análise, no qual a pluralidade cultural e a paixão pela pesquisa não ficam submersos na ideologia” (FHC). E é assim que deve ser!
Mateus Lôbo é estudante do Instituto de Ciência Política – UnB e como membro da Aliança pela Liberdade foi eleito representante discente para o Conselho Superior (Consuni), UnB.