terça-feira, 11 de outubro de 2011

PRESTAÇÃO DE CONTAS À COMUNIDADE ACADÊMICA




Nessa época de eleições todas as chapas se empenham numa disputa para ver quem promete mais. Algumas delas fazem propostas absurdas, outras fazem propostas cuja execução está fora da alçada da UnB e outras ainda fazem propostas que estão fora da alçada do DCE e RDs. A permanecer essa tradição, todas as eleições serão sempre um eterno recomeço: as chapas apontam sempre para o que vão fazer e os estudantes precisam confiar apenas nas palavras e nos panfletos.

A Aliança pela Liberdade mantendo o seu ímpeto reformador, mais uma vez faz diferente. Entendemos que representação não se faz apenas com promessas em época de eleições; representação se faz também prestando conta aos estudantes de tudo o que fizemos, seja nos conselhos superiores, seja atuando diretamente dentro da burocracia universitária, com petições e outras medidas. Mais do que isso, nossa representação pressupõe um diálogo permanente com os estudantes que representamos e que nos deram um voto de confiança. Permanente porque a comunicação não se dá apenas nas eleições futuras, pois apresentamos os termos do debate e publicizamos as questões importantes da UnB imediatamente em nosso blog.

Para confirmar o que dizemos, apresentaremos um sumário de nossa atuação desde as últimas eleições. Aguardamos o seu voto (na chapa 8) e o seu apoio na construção de uma UnB de Excelência.

  • Atuação nos Conselhos Superiores


A Aliança teve uma atuação bastante significativa nos conselhos. Podemos destacar a nossa atuação na temática das fundações de apoio, Conselho Comunitário, Festas no Campus e na discussão sobre os trotes.

Finatec. Quando da discussão do Credenciamento da Finatec, fomos o único grupo do movimento estudantil que apoiou o credenciamento da fundação e levamos em consideração o relatório do professor Nigel Pitt (Matemática). Os demais grupos não demonstraram grande domínio da questão, além de multiplicar xingamentos e atrapalhar o debate e votação dos encaminhamentos. A Aliança também, por meio de seus representantes Saulo Said e Carlos Góes, apresentou relatórios das reuniões e das nossas posições e explicitaram como funcionam as fundações de apoio, qual o relacionamento delas com a Universidade, qual a importância delas para o financiamento das pesquisas, além de esclarecer mitos envolvendo a FINATEC.

E o, que é mais importantes, conseguimos aprovar um dos nomes que indicamos ao Conselho Superior da fundação, o estudante Raduam Meira (RI). Para mais detalhes, conferir os seguintes posts: Finatec Credenciada, Fatos e Mitos e Conselho Superior da Finatec

Convocações. Na grande maioria das vezes, os representantes discentes (ai incluídos os da Aliança) não conseguem escolher os temas deliberados nos conselhos. Temas importantíssimos foram discutidos no período, tais como a criação de novos cursos, happy hours, trotes, a transformação do CESPE em empresa pública (tema vital para a saúde financeira da UnB) e, de forma geral, as normas de convivência nos campi.

A Aliança sempre se posicionou de forma muito clara nesses debates, sem radicalismos, abertos a ouvir outros argumentos, tanto nos conselhos, como no nosso blog. Defendemos os trotes voluntários, desde que não infligissem seja humilhação, coação ou violência aos calouros. Para aprofundamento: Pela liberdade de escolher, Liberdade no Trote e Eis a casa da mãe Joana.

Na temática dos happy hours, acompanhamos os professores em todas as situações em que as confraternizações prejudicavam as atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão, atividades principais da Universidade. Não fosse a atuação decisiva de um dos nossos conselheiros, os CAs seriam proibidos de fazer divulgação virtual (ou através de outras mídias) dos happy hours. Para aprofundamento: Acontece agora, Aliança pelos happy hours

Além disso, podemos destacar que na reunião histórica do Conselho Comunitário da UnB (órgão previsto desde a fundação da UnB e que só ocorreu em 2010), o único estudante indicado pelo Consuni foi o conselheiro Saulo Said, da Aliança pela Liberdade. O Conselho é apenas deliberativo, mas é considerado fundamental para que a Universidade dialogue e faça parcerias com a iniciativa privada, com as agências de fomento a pesquisa, com vários níveis da administração pública e com setores organizados da sociedade civil. Para aprofundamento: o Conselho Comunitário.

Mesmo quando não tínhamos atuação importante, quer dizer, em discussões onde havia consenso ou em temas de menor relevância, mantemos os estudantes informados sobre os termos do debate. Exemplo: Dois novos decanatos.

  • Ambiente a altura da excelência acadêmica


A Aliança não restringiu sua atuação aos temas deliberados nos conselhos superiores. Também atuamos apresentando petições, cobrando explicações junto a administração acadêmica e relatando problemas aos órgãos competentes.

Tivemos um papel importante cobrando a reitoria em relação aos problemas do Restaurante Universitário (RU), onde cobramos explicações sobre o desuso de alguns refeitórios, a má higienização dos pratos, problemas nas catracas (que aumentam o tempo de espera na fila), os repetidos problemas na caldeira (que motivaram o fechamento do RU por vários dias). Para aprofundamento: Quando comer se torna ato de bravura.

O conselheiro Mateus Lobo, da Aliança, cobrou o prefeito da UnB, Paulo César M. da Silva sobre a ausência de papeis higiênicos nos banheiros da universidade, além de relatar a situação no CONSUNI. Mesmo diante de risos de alguns conselheiros, o conselheiro prosseguiu seu relato mostrando que não se trata de uma piada, mas sim uma questão de respeito a comunidade universitária (afinal, se trata de um item básico). Vide ata (xxx) e para aprofundamento: Jingle bell, acabou papel.

Também tivemos uma atuação importante em relação aos sucessivos problemas de mal atendimento, falta de higiene e os preços exorbitantes na lanchonete da FA, Café da Mara. Apoiamos os estudantes de Relações Internacionais que iniciaram um boicote ao café e, em seguida, relatamos ao CONSUNI as ameaças sofridas por alguns deles. A medida recebeu apoio dos conselheiros e o próprio reitor pediu maiores informações para tomar providências. Curiosamente, na semana seguinte aparecia a placa “Sob nova direção” e desde então o atendimento melhorou significativamente.

  • Divulgação de eventos e oportunidades


Não é só nos conselhos e na negociação com a administração da UnB que se constrói uma universidade melhor. Também ajudamos a divulgar eventos acadêmicos, como a Semana Política, a Semana Jurídica e Arte pela UnB Ajudamos a divulgar iniciativas positivas, mesmo quando não partiam da Aliança, como o abaixo-assinado da Associação Nacional de pós-graduação pelo aumento das bolsas de mestrado e doutorado, além de divulgarmos editais de intercâmbio, além de bolsas de pesquisa e bolsas Reuni. Verificar em: Intercâmbio e Bolsas.
  • Promoção do debate


Como grupo estudantil universitário, a Aliança pela Liberdade não poderia deixar de repercutir a falta de prioridades na UnB. Esse foi o caso das obras do beijodromo, que ensejaram um empenho da reitoria não visto na conclusão das obras dos novos campi. (Vide: Ainda sobre o Beijódromo, Último dia da obra do Beijódromo. Também repercutimos a proposta de educação no Campo da UnB, além de concedermos espaço para um artigo bastante qualificado sobre a Homossexualidade e a homofobia: Homosexualidade parte I e parte II.

  • Segurança


No importante tema da segurança contribuímos tanto relatando os crimes nas reuniões do CONSUNI, divulgando os casos de maior gravidade em nosso blog e, como ápice dos nossos esforços, enviamos uma petição a reitoria cobrando providências. Para aprofundamento: Estupro, de novo.


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Por que concorrer ao DCE com a proposta parlamentarista?


Ora, parece incoerente que uma chapa concorra ao DCE com o propósito substituí-lo por uma diretoria eleita pela Conselho de Entidades de Base (CEB), pelo voto dos representantes de todos os CAs da UnB. A incoerência, contudo, é apenas aparente e nos damos conta disso analisando como funcionam as precárias instituições da política estudantil.

Sabemos que mudanças como a que propomos passam pela alteração do atual estatuto do DCE (Estatuto) e que, conforme o estatuto vigente, quaisquer alterações em seus artigos dependem da aprovação da Assembleia dos Estudantes ou do Congresso Estudantil. Nosso compromisso com o processo legal deixa fora de cogitação qualquer caminho de reforma que não este. Então, se tais propostas devem passar seja pela Assembleia seja pelo Congresso estudantil, porque precisamos concorrer ao DCE?

A resposta é simples. Hoje quem tem o controle da agenda das discussões das instituições da política estudantil é o DCE. Este tem o poder de convocar o CEB, a Assembleia dos Estudantes; decidi quando essas instituições devem ser convocadas e domina com sua pauta os temas debatidos. Ou seja, pelo sistema atual (presidencialista), é o DCE que convoca as demais instâncias deliberativas a opinar sobre certos temas da vida universitária (e de outros temas não tão universitários...) e essas convocações muitas vezes já estão carregadas de propaganda, como ocorreu nos debates sobre o credenciamento da FINATEC.

No mais, as eleições para o DCE são o momento de maior discussão política dentro da universidade, momento, portanto, oportuno para pensarmos mudanças que alterem o modo como a política estudantil é conduzida. Votar na Aliança, tendo o Parlamentarismo como proposta central, não é votar em fulano, ou ainda num amontoado de nomes; votar na Aliança é dar peso político as propostas e princípios que defendemos.

Como dissera certa vez a teórica política Nadia Urbinati, “Votar no Sr. Smith sempre implica votar no que o Sr. Smith diz e acredita e, assim, inevitavelmente, naquilo em que acreditamos e defendemos”. NOSSA PROPOSTA MOSTRA QUE NÓS NÃO ESTAMOS CONCORRENDO POR PODER! AO CONTRÁRIO, QUEREMOS DAR O PODER PARA OS ESTUDANTES. NÓS ESTAMOS CONCORRENDO PARA PROMOVER EFICIÊNCIA E LIBERDADE.


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O Estudante, o Movimento Estudantil e o papel da Aliança.


Um fato muito evidente para qualquer pessoa interessada no movimento estudantil da UnB é que a participação dos estudantes é muito pequena. Não só os quadros dos grupos estudantis são permanentemente esvaziados, como também o termo "movimento estudantil" e todas as ações ligadas a ele são vistas pejorativamente pela maior parte dos estudantes.

Baixo envolvimento. Prova disso são as Assembleias Gerais dos Estudantes, sempre extremamente distantes de atingirem o quórum mínimo de 03% dos alunos da UnB. Prova mais forte ainda são as eleições para o Diretório Central dos Estudantes (DCE). Nas últimas eleições a UnB contava com aproximadamente 33.000 estudantes, contudo, segundo a comissão eleitoral de 2010, o total de votos foi inferior a 4.000, menos de 13% do total de alunos.

Por que tão poucos estudantes votam? Pode-se justificar a ausência dos estudantes nas Assembleias por estas serem demoradas, barulhentas, poucos confortáveis, em horários ruins, sempre atrasarem e inúmeros outros motivos, mas como justificar a ausência na hora de votar? O motivo que me parece fazer mais sentido é a falta de credibilidade dos grupos participantes. O famoso "não vou gastar meu tempo com isso porque vai continuar tudo a mesma merda".

Razão de ser da Aliança. Este é o principal motivo pelo qual o grupo Aliança pela Liberdade foi feito: criar uma alternativa aos grupos já existentes, atrelados a interesses externos à universidade e que não se preocupam com o estudante que quer estudar.

Pode parecer um pouco pretensioso dizer o motivo dos estudantes em geral não votarem, mas nossas especulações são confirmadas pelos resultados das eleições de 2010. Um grupo pequeno como era a Aliança com uma campanha extremamente breve e que gastou míseros R$140,00 frente a um enorme esforço humano e capital de alguns milhares de reais gastos por outras chapas (dinheiro vindo, em parte, de partidos políticos) conseguiu praticamente 18% dos votos para RDs. Para nós, esse resultado não pode representar outra coisa se não uma crença, ainda que tímida, na ideia de mudar o movimento estudantil.

Nosso público alvo são justamente os alunos que não se interessam pelo movimento estudantil porque acham que nada vai mudar, estes são os alunos que se preocupam com uma UnB melhor e não com interesses partidários diversos. Se esta dificuldade, somada a pequena campanha que fizemos, nos deu 18% dos votos, é porque algumas pessoas percebem que algo pode ser feito de modo diferente na política estudantil.

Você, estudante, é livre pra votar em quem quiser, isso se quiser votar. Mas, se for de seu interesse uma política estudantil que se preocupe com os estudantes, se você achar que outros ventos deveriam guiar o movimento estudantil, leia nossas propostas, você pode querer não votar em branco nessas eleições.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Pelo policiamento na UnB




*Por Henrique Felix de Souza Machado

Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:
(...)
V - polícias militares e corpos de bombeiros militares.
(...)
Constituição da República, 1988 (grifos adicionados)

É de conhecimento público e notório a situação de insegurança que vive a UnB. O espaço é amplo, os prédios são inseguros, os estacionamentos, escuros e os caminhos, ermos. Nesse contexto, ocorrências de agressão às pessoas e ao patrimônio ocorrem diuturnamente. Segundo registra a Prefeitura do Campus, houve 184 episódios desse tipo em 2010 no Darcy Ribeiro (estatística que é, possivelmente, bastante conservadora, se lembrarmos que muitas pessoas não procuram a Prefeitura após incidentes menos graves, ou sequer sabem que isso é possível ou aconselhável). Frente a esse quadro, o leitor pode se perguntar: mas e a polícia? A polícia, a quem compete justamente preservar a incolumidade das pessoas e do patrimônio, cadê?
Pois bem, a Polícia Militar até tem marcado tímida presença no Darcy Ribeiro nos últimos meses, fazendo rondas numa viatura, mas sabem os/as veteranos/as que, até o ano passado, a ação da PM nesse campus era zero. Agora, porém, a Administração tem felizmente conseguido fazer algum progresso. O processo estruturador de uma urgente atuação conjunta entre a segurança da UnB e a PM ainda está em etapas iniciais, bastante lento e travado, mas pelo menos já começa a sair do papel, com as novas rondas, a criação do Conselho Comunitário de Segurança e as ainda duvidosas e recém-instaladas câmeras de monitoramento. No entanto, vale lembrar que isso se deve mais à pressão da comunidade do que à presteza da Reitoria, como bem sabemos.
O corpo discente, como parte afetada e legítimo interessado, não esconde sua preocupação com a situação atual. Um evento no facebook, por exemplo, já com mais de 1.500 adeptos, convoca os/as estudantes a participar de um movimento pela presença da PM na Universidade. Em enquete no site do DCE, 40,4% dos/das respondentes disseram ser a favor de policiamento permanente na UnB e 80,3% aceitam alguma forma de presença da polícia nos campi. O movimento feminista também já foi enfático ao demandar medidas de segurança por parte da Reitoria, que continua conivente com casos de estupro e atentados ao pudor ocorridos no breu dos descampados. (Quando muito a Administração se esquiva da responsabilização e tão-somente pede ao GDF que instale iluminação nos gramados entre a L3 e a L2, mas insiste em não fazer seu próprio dever de casa.)
Sabemos que existe certa resistência à entrada da PM nas Universidades, sobretudo entre grupos de esquerda do movimento estudantil. Sabemos também que a polícia já foi usada nas Universidades para reprimir a livre manifestação do pensamento e das ideias e para perseguir inimigos políticos. Entretanto, consideramos que esses tempos passaram. Não podemos mais confundir autonomia universitária com soberania absoluta, relegando a Universidade ao caos em nome de uma ilusória liberdade. Os campi são área pública de livre acesso e devem ser policiados como qualquer outra área desse tipo no Brasil, visto que não há nenhuma proibição legal de que a PM atue nesses espaços.
Portanto, o policiamento que defendemos e que deve ser buscado junto à PM é o único compatível com os nossos princípios e com o Estado democrático de direito, qual seja, aquele que se preocupa com a integridade das pessoas e de seu patrimônio, bem como com a do patrimônio público. Portanto, a PM jamais poderá servir de mecanismo repressor da liberdade acadêmica, ou intervir em manifestações pacíficas ou problemas disciplinares e internos da UnB, como temem os avessos à proposta. Não veremos policiais se metendo em trotes, mas sim intervindo em assaltos, seqüestros etc. De resto, o fato de a polícia cometer eventuais e infelizes erros (que não são a regra) não apaga a verdade de que ela é muito necessária.
Como se pode ver, a ideia não é que polícia resolve todos os problemas. Sabemos que é preciso combinar uma série de medidas para garantir segurança—como iluminação, monitoramento, instalações mais protegidas etc.—e já atuamos nessas frentes de pressão. A própria segurança da UnB tem um papel complementar nesse esquema, atuando na vigilância do patrimônio da Universidade. É inegável, porém, que existem situações de violência que só um aparato policial pode enfrentar. Igualmente indiscutível é o fato de que a rua mais segura é aquela com um carro de polícia, bastando a sensação de vigilância para desencorajar muitas ocorrências indesejadas e a vigilância efetiva para prevenir outras mais.
Nessa linha, a Aliança pela Liberdade sempre defendeu o policiamento nos campi. Temos cumprido nosso papel como representantes discentes ao pressionar a Administração em direção a atitudes concretas. A atuação dos nossos membros nos Conselhos (CONSUNI, CAD e CEPE) é uma das formas pela qual agimos, sempre trazendo às instâncias colegiadas os problemas vividos pelos alunos e cobrando as ações necessárias. Também já tentamos contatar diretamente o reitor e o vice-reitor sobre esse problema específico, mas fomos frustrados ao ter reuniões canceladas mais de uma vez. Ainda, somos responsáveis pelo protocolo de documentos na Reitoria pedindo satisfações e medidas quanto à má iluminação pública, um dos principais problemas concernentes à segurança.
Para concluir, sabemos que a situação de segurança na UnB é um dos pontos mais delicados e importantes da pauta estudantil. Portanto, acreditamos que está mais que na hora de aumentar decisivamente a pressão, compelindo a Reitoria e a PM a levar adiante seus tão esperados planos de integração e ação efetiva. Porque não somente a Constituição prevê, mas os/as estudantes de todos os cursos e campi demandam.

*Henrique Felix é estudante de direito na UnB e membro Aliança pela Liberdade.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Você se sente representado pelo movimento estudantil? Nós também não! Vote pela mudança, vote Aliança! Chapa 8! DCE/RDs




domingo, 2 de outubro de 2011

Mensagem de apoio do diplomata Paulo Roberto de Almeida e da Diretora do Instituto de Ciência Politica



Mensagem encaminhada à Aliança pela Liberdade pelo professor e diplomata Paulo Roberto de Almeida:

Apenas hoje, 12/07/2011, tomei conhecimento, por acaso, deste blog e dos materiais nele contidos (Creio que foi por referência cruzada a uma palestra que dei na UnB, em marco de 2010, antes de partir para a China, onde fiquei até o final daquele ano).
Ao agradecer a postagem da referência a minha palestra, e ao meu blog e site, gostaria de cumprimentá-los pela iniciativa, certamente necessária num ambiente tão pouco propício a um debate consistente de ideias como na UnB, aparentemente dominada pelos mesmos grupelhos e seitas que se apossaram de várias instâncias oficiais no Brasil (e até na própria UnB).
Um leitor do meu blog perguntou-me se havia video de minha palestra, o que de verdade não sei e caberia esclarecer. Creio que não, o que não é tão grave, na medida em que minha palestra foi baseada no texto que vocês postaram no blog, mas perderam-se, creio, as perguntas e respostas da parte final da palestra.
Em todo caso, gostaria de estimulá-los a perservarar no esforço, como uma espécie de quilombo de resistência intelectual às hordas bárbaras que hoje dominam o ambiente acadêmico estudantil, em quase todo o Brasil, com esses estudantes profissionais tomando conta das representações setoriais em nome do PCdoB, do PT e outras seitas atrasadas e esclerosadas.
Persistir é preciso, debater mais ainda.

Cordialmente,
Paulo Roberto de Almeida.

Mensagem encaminhada pela Diretora do Instituto de Ciência Política, Marilde Loiola

Prezados Alunos,
As propostas aqui apresentadas se constituem em um excelente ponto de partida para uma discussão sobre os fundamentos de uma Universidade plural, compromissada com a qualidade do ensino bem como a transparência administrativa. A promoção da pesquisa, ensino e extensão de qualidade é a principal contribuição que professores, alunos e funcionários da nossa Universidade podem oferecer ao contínuo processo de aperfeiçoamento das nossas instituições e na construção coletiva de uma sociedade mais justa e equitativa.

Cordialmente,
Marilde Loiola
Diretora do Instituto de Ciência Política.

sábado, 1 de outubro de 2011

Nossas propostas


*Por Aliança pela Liberdade
Excelência acadêmica com Liberdade. É com esse princípio norteador que a Aliança pela Liberdade vem a público anunciar sua candidatura ao Diretório Central dos Estudantes (DCE) e à Representação Discente da UnB (RDs).
Nossas propostas se dividem em três partes. A primeira delas são as propostas de melhoria do ensino. O segundo grupo incorpora medidas de melhoria da vida acadêmica. Por último, mas não menos importante temos as propostas de melhoria da Administração da Universidade.
Antes de tratar de cada uma dessas partes com maior profundidade gostaríamos de expressar nossa razão de ser e nossos princípios políticos: liberdade, pluralidade e meritocracia. Nosso proposito é tornar o movimento estudantil mais democrático e mais próximo das demandas da maioria dos estudantes.
a) Propostas para melhorar o Ensino.
Como em qualquer ambiente democrático a Universidade comporta uma diversidade enorme de grupos com visões de mundo distintas e que representam indivíduos com interesses também distintos. Se queres saber a qual partido pertence à Aliança, a resposta é simples: o partido dos estudantes que vieram a UnB para adquirir e produzir conhecimento.
A Aliança representa o estudante que veio a UnB em busca de excelência acadêmica, o que passa pela qualidade do corpo docente, qualidade das instalações, qualidade da pesquisa, opções de projetos de Extensão, fortalecimento das empresas juniores e pela presença das fundações de apoio.
As fundações incrementam os recursos disponíveis para pesquisa dentro da Universidade, dando assim mais opções de projetos. Não alimentamos nenhum tipo de rancor contra as empresas privadas que firmam parcerias com as universidades. Trata-se de uma convergência de interesses onde todas as partes podem ganhar: a universidade recebe recursos extras para pagar bolsas e equipar laboratórios, os estudantes ganham mais opções de pesquisa e podem por em prática o conhecimento e as empresas, por sua vez, ganham com o resultado prático da pesquisa.
b) Propostas para melhorar a vida acadêmica.
Além de ter uma universidade que nos prepara para nosso futuro, a Aliança considera fundamentais as propostas de melhoria do cotidiano do estudante. Aqui incluímos propostas de mais salas de estudo, laboratórios de informática,aumento das concessões na universidade (mais opções de restaurantes, lanchonetes, livrarias, copiadoras etc.), assistência aos estudantes carentes e, sobretudo, segurança no campus.
Não vemos nenhum motivo para que não tenhamos a presença da PM no campus. Sabemos do histórico dessa universidade em décadas passadas, quando a polícia (a mando de governo autoritário) era utilizada para perseguir estudantes considerados subversivos. Virada essa página trágica de nossa história, hoje vivemos num Estado Democrático de Direito. Decerto que abusos por parte da polícia são possíveis, mas os riscos de não termos a polícia são ainda maiores.
Nos últimos meses assistimos a inúmeros atentados contra a vida, a liberdade e o patrimônio da comunidade acadêmica. Os crimes foram desde furtos de pequenos valor, arrombamentos de carros, tentativas de seqüestro e um estupro. A certeza da ausência da polícia é um convite à criminalidade.
c) Melhoria da Administração da Universidade.
As universidades públicas do Brasil seguem um modelo de autonomia universitária. Autonomia significa que parte das decisões que concernem a universidade podem ser decididas dentro da própria universidade pelos setores que a compõem (professores, estudantes e funcionários).
A Aliança defende que a Universidade seja sempre mais transparente e maiseficiente em seus gastos. Defendemos também a redução da burocracia e respeito as normas de convivência.
Esses são os valores que irão pautar nossa atuação no DCE e nos RDs e, como propostas concretas de melhoria da Administração, defendemos que a BCE tenha assento no CONSUNI. A nossa biblioteca, mesmo sendo tão fundamental para as atividades da universidade, não é representada no principal conselho da Universidade, o que constitui um dos fatores que explica as dificuldades financeiras pela qual ela passa.
Sobre este último tema, destacamos duas questões que tem figurado no noticiário da UnB: trotes e festas. Acreditamos que a confraternização dos estudantes e a recepção dos calouros são indispensáveis. Todavia, não aprovamos nenhuma medida que acabe por atrapalhar as atividades principais da universidade (ensino, pesquisa e extensão), isto é, atividades que depredem o patrimônio público ou que violem as liberdades individuais. Não aprovamos manifestações de cunho homofóbico, assim como não concordamos com trotes violentos ou humilhantes.
O importante é que a reitoria deixe bem claro o que pode e o que não pode dentro do ambiente acadêmico (no que concerne a festas e trotes temos autonomia para definir nossas regras) e que faça cumprir as normas.

Um novo modelo para o DCE
Problema: atualmente o Diretório Central é distante da realidade dos alunos. Diante de tal cenário, nossa proposta é uma nova composição, por meio de um sistema parlamentarista.
Como é hoje: chapas concorrem ao DCE e ganha quem tiver mais votos em toda universidade.
Como ficaria: cada curso elegeria um representante. Os representantes de todos os cursos formariam um conselho que assumiria as funções do DCE.
Vantagens:
- Aproximaria o Diretório dos estudantes, visto que os estudantes, de todos os cursos, teriam um representante.
- Diminuiria a influência de partidos políticos. Ao descentralizar a eleição, o debate se daria em torno dos problemas reais dos alunos de cada curso, e não da cartilha de nenhum partido.
- A influência de grupos externos também seria reduzida porque a campanha seria mais barata. Fazer campanha só para um curso custa muito menos que fazer campanha na Universidade toda. Dessa forma o peso partidário (que se faz muitas vezes por meio de financiamento das campanhas de suas chapas) seria diluído, uma vez que o diferencial da campanha não seria a quantidade de material, mas a qualidade das ideias.
- Torna o DCE mais democrático. Hoje o DCE é controlado por um único grupo que se considerano direito de falar em nome de todos os alunos da UnB. Num sistema parlamentarista haveria espaço institucional, dentro do próprio DCE, para divergências e oposição. Ou seja, o DCE voltaria a ser um espaço de debates, ao invés de um mero instrumento político.
e) Nossos quatorze pontos
1. Proposta de um DCE parlamentarista: cada curso elegeria um representante. Os representantes de todos os cursos formariam um conselho que assumiria as funções do DCE.
2. Lutaremos pelo aumento de concessões no campus: mais lanchonetes, livrarias, bancas de jornal e xerox com mais concorrência, maior qualidade e menor preço.
3. Trabalharemos pelo fortalecimento e pelo patrocínio das Empresas Juniorescomo método de promoção de uma cultura empreendedora e do ensino prático.
4. Buscaremos que sejam publicizados todos os gastos da UnB, deixando acessíveis todas as notas fiscais na Internet, como método de garantia de transparência e moralidade do orçamento.
5. Lutaremos pela manutenção da existência das Fundações de Apoio, como instrumento essencial de suporte às atividades de pesquisa e extensão da UnB, e buscaremos a implementação de medidas que garantam maior transparência na gestão dos recursos das mesmas e mais facilidade de financiamento às pesquisas de estudantes.
6. Proveremos instrumentos à UnB para o estabelecimento de uma política permanente e efetiva de sustentabilidade ambiental, em todos os campi da UnB, inclusive pela utilização de novas tecnologias que diminuam o desperdício de recursos naturais e diminuam os gastos da Universidade com infra-estrutura.
7. Defenderemos uma efetiva integração entre os campi da UnB, nos campi e de política estudantil. É essencial que reuniões dos Conselhos e os grupos estudantis do Darcy Ribeiro tenham representação permanente nos demais campi.
8. Lutaremos para fazer com que as mídias da UnB (unbtv, editora unb, site unb.br) estejam sempre disponíveis para apoiar projetos dos estudantes, especialmente a produção acadêmica e cultural.
9. Estimularemos a realização de trotes com orientação pacífica e cidadã, buscando a integração e a tradição sem violência.
10. Proporemos medidas efetivas para melhorar a segurança no campus, com especial enfoque para iluminação, nossos estacionamentos e para a defesa da mulher em sua dignidade e integridade, compatibilizando-as com o direito individual à privacidade.
11. Trabalharemos pelo aumento de convênios com renomadas universidades estrangeiras, especialmente para graduação.
12. Defenderemos a simplificação dos processos administrativos da UnB, inclusive pela utilização de formulários eletrônicos e pela integração dos vários sistemas e bases de dados da Universidade.
13. Promoveremos a implementação efetiva de projetos que combatam focos da dengue nos campi, pela eliminação de nascedouros e treinamento de pessoal do quadro administrativo.
14. Buscaremos um ambiente mais adequado para incentivar a permanência dos alunos no campus, de modo que haja debates, e maior senso de comunidade e fraternidade estudantil; para tanto, sugerimos a criação de mais salas de estudos e laboratórios de pesquisa.

Nossa chapa para DCE e RDs

COORDENAÇÃO EXECUTIVA DO DCE

Coordenadoria-Geral
Mariana de Oliveira Sinício – Economia
Octávio Henrique Bernardo Torres - Direito
Nilton Carlo Oliveira Locatelli - Direito

Coordenadoria de Organização
Camila Milanez - Economia
Pedro Henrique Saad - Direito
Renato Rabelo - Economia

Coordenadoria de Assistência Estudantil
Débora Gemima - Direito
Virgínia Nogueira - Direito
Mateus Lôbo - Ciência Política

Coordenadoria de Finanças e Patrimônio
Fabio Monteiro Lima - Direito
Henrique Félix - Direito
Nicolas Powidayko - Economia

Coordenadoria de Comunicação
Davi Brito - Direito
Marcos Valente - Relações Internacionais
Ian Ferreira - Engenharia da Computação

Coordenadoria de Integração Estudantil e Movimentos Sociais
Kaio Felipe - Ciência Política


Coordenadoria de Cultura, Esportes e Eventos
Roberta Machado - Direito
Carolina Masson - Direito
Kadu Freire de Abreu - Direito


Coordenadoria de Ensino, Pesquisa e Extensão
Alexandre Neves - Economia
Gustavo Coelho - Economia
Vinicius Sato - Economia
Pedro Ivo - Engenharia Civil

Coordenadoria de Formação Política e Movimentos Sociais
Simone Alves - Ciência Política
Leonardo Volpatti - Ciência Política

CONSELHOS DELIBERATIVOS

Conselho Universitário - CONSUNI
Mariana Sinício - Economia
Fabio Lima - Direito (Suplente)
Mateus Lôbo - Ciência Política
Henrique Félix - Direito (Suplente)
Rodrigo Lyra - Ciência Política


Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão – CEPE
Pedro Henrique Saad - Direito
Marcos Valente - Relações Internacionais (suplente)
Nicolas Powidayko - Economia
Davi Brito - Direito (suplente).

Conselho Administrativo – CAD
Vinícius Sato - Economia
Nilton Locatelli - Direito (Suplente)



sábado, 24 de setembro de 2011

Consuni decide pela expansão do caos da UnB Ceilândia.

*Por Renato Rabelo

Ontem, 23/09/2011, ocorreu mais uma reunião do Conselho Universitário (Consuni) da Universidade de Brasília em que foi discutida a suspensão do vestibular do Campus Ceilândia. A reunião, que começou às 14h30min, só foi acabar por volta das 20h.

A Aliança pela Liberdade deixou bem claro o seu posicionamento perante os demais presentes, votamos a favor da suspensão do vestibular do Campus Ceilândia. Isso porque entendemos que não existe infraestrutura nenhuma disponível para receber novos alunos e por estarmos acompanhando o descaso por parte do Governo do Distrito Federal e da administração da UnB, os responsáveis por deixar essa situação chegar aonde chegou. Há três anos a entrega do Campus vem se arrastando e enquanto isso quase dois mil alunos convivem, diariamente, com a precarização do ensino e das instalações da universidade.

O Consuni, por 38 votos a 18, rejeitou a suspensão do próximo vestibular para os cursos da Faculdade de Ceilândia e também a algumas semanas atrás aprovou a criação de cinco novos cursos na UnB, entre eles está o de Fonoaudiologia (que será em Ceilândia), o que mostra como é feita essa expansão universitária sem planejamento em que o objetivo é, meramente, aumentar o número de alunos e de cursos, não buscando excelência acadêmica.

O aluno de Ciência Política, Mateus Lôbo, representante da Aliança no Consuni, em sua fala buscou defender a causa e não o método, ressaltando o fato de que foram diversas as tentativas dos estudantes da FCE em conseguir dialogar com a reitoria. A Secretaria de Comunicação (Secom) da UnB fez uma compilação de seu discurso:

''Eu estava lá no dia da invasão. Peço desculpas pelos danos á universidade que represento, pela violência. Aquilo não é digno de acontecer na sociedade, quanto mais na universidade. Ao mesmo tempo, sei que situações assim acontecem quando um dos lados não encontra um canal de reclamação. O lado que acredito que errou foi a Administração, por não agir com clareza. Se a UnB conseguiu ter autonomia para atender 10 pontos, porque não fez isso há 6 meses, há 1 ano? Encaminho pela suspensão por entender que é um ambiente de total indignidade.''

Leia mais sobre o caso pela Secretária de Comunicação da UnB por estes links:

http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=5701.
http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=5700.

*Renato Rabelo é estudante de Economia-UnB e membro da Aliança pela Liberdade.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Apresentação da Aliança

Quer libertar a Palestina? www.palestinecampaign.org
Quer cantar a gloriosa Internacional Comunista? http://youtu.be/bHV8E3MW250


Quer construir uma UnB mais LIVRE e de EXCELÊNCIA, pautada pelo mérito acadêmico, com debate amplo, segurança e infra-estrutura? Participe nas decisões da SUA universidade!

Nós temos cerca de 20% das cadeiras discentes nos conselhos superiores da UnB. Nós somos representantes dos estudantes da UnB e somos abertos a todos que não se sentem contemplados pelo movimento estudantil tradicional.


Saiba mais! Faça Parte!
Nossa reunião de apresentação ocorrerá:

Segunda-feira, 05/09, 18:20, na sala A1-10 da FA (primeiro andar).

Todos serão muito bem-vindos!

sábado, 20 de agosto de 2011

Estupro, de novo...


Pode ser lido aqui alguns detalhes da mais nova tragédia que ocorreu na UnB.

Novamente, um local de concretização de sonhos e realizações se torna um propiciador de um irreversível trauma que será levado até o fim da vida de uma inocente.

Debates acadêmicos mostram que nossa cultura incentiva o estupro, que nossa cultura ensina a mulher a ter medo do estuprador, mas não ensina o homem a não estuprar. Essa é uma questão cultural muito séria, que leva anos e mais anos para ser tratada. Contudo, enquanto uma mudança neste sentido não é efetiva, o mínimo que deve ser feito é garantir o mínimo de segurança.

As parcas condições da segurança no campus Darcy Ribeiro são amplamente conhecidas. Recentemente a administração da UnB começou a fazer algo sobre este problema, instalou algumas câmeras no estacionamentos, reuniu o Conselho Comunitário de Segurança...
No entanto, algumas coisas muito básicas e rápidas não são feitas, uma delas é a melhoria da iluminação.

Sabendo deste problema, nós da Aliança pela Liberdade já tínhamos requisitado à Administração da UnB a melhoria da iluminação do campus. Obviamente, esta não seria a solução para os problemas de violência da UnB, mas com certeza é um bom passo inicial. Infelizmente, quando foi-se fazer um laudo da situação da iluminação na UnB, os servidores entraram em greve...

Estupros na UnB são praticamente anuais, e a Reitoria e a Prefeitura são negligentes quanto a isso. Tragicamente, nossos esforços não surtiram efeitos a tempo de evitar esta calamidade que, provavelmente, será vista como mais um número nas estatísticas...


Abaixo o requerimento citado no texto:

Brasília, 03 de junho de 2011

Magnífico Reitor José Geraldo de Souza Júnior,Vossa Senhoria Prefeito Paulo Cesar Marques da Silva,Prezados membros da Coordenadoria de Proteção ao Patrimônio (COPP),Demais órgãos competentes,

É corrente acontecerem furtos, arrombamentos de carros e assaltos a mão armada dentro do campus Darcy Ribeiro. Tentativas de sequestro, estupro e outros também não são impossíveis de acontecer. O campus, por ser aberto, é extremamente vulnerável a riscos como esses.

A falta de segurança na UnB é, sem dúvidas um algo crítico, atingindo tanto professores, quanto estudantes e servidores técnico-administrativos. Contudo, há certas medidas não muito onerosas que podem ser feitas rapidamente para que os riscos diminuam. Foi feita uma pesquisa pelo Instituto de Psicologia desta universidade que mostrou que a falta de iluminação é uma das características que mais faz falta aos membros da comunidade acadêmica.

O estacionamento do ICC Sul tem pontos em que ao início da tarde já não se consegue ver se existe alguém ao lado de seu carro devido a falta de iluminação. A FA tem um estacionamento “carinhosamente” apelidade de “Sequestrinho”. Quem tem que se locomover até a L2 para pegar um ônibus depois das aulas noturnas passa necessariamente por áreas de um breu absoluto, sem comentar que passam também por áreas não pavimentadas, grandes incentivadoras de ações como o estupro que ocorreu em 2010. Quem tem que ir a BCE ou a Reitoria de qualquer outro prédio do campus o faz correndo, com medo do que pode haver naquela escuridão. Se se quer ir do CO para o resto do campus, então, nem se fala.

O Magnífico Reitor já se manifestou, inclusive no já citado episódio do estupro, que o material para as mudanças necessárias na iluminação já estavam em processo de licitação e logo o problema estaria resolvido. Faz mais de um ano e a situação continua a mesma, com exceção, é claro, das lâmpadas dos postes que queimaram (afinal, já se passou mais de um ano!) e não foram trocadas.

A situação da segurança é complexa, mas melhorar a iluminação do campus não é uma medida que demande tanto esforço ou recursos, por isso, questiono por meio deste documento oficial: quando o campus Darcy Ribeiro terá iluminação decente? Quero saber de estudos, planejamentos e prazos para a implementação. Por favor, não deixemos que mais mulheres sejam estupradas ou que se repita na UnB a fatalidade que ocorreu há poucos dias na USP.

Respeitosamente,

Davi Rodrigues Brito
Presidente do grupo discente Aliança pela Liberdade
Conselheiro discente no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE).

Subscrevem este documento:

Mateus Lôbo de Aquino Moura e Silva,
Vice-Presidente do grupo discente Aliança pela Liberdade
Conselheiro discente no Conselho Superior Universitário (CONSUNI);

Alexandre Neves,Conselheiro discente no Conselho de Administração (CAD);

Kaio Felipe Mendes de Oliveira Santos
Conselheiro discente no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE);e

Rodrigo Lyra,Conselheiro discente no Conselho Superior Universitário (CONSUNI).

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Ex-alunos célebres da UnB


*Por Mateus Lôbo

Grandes Universidades produzem grandes pensadores, grandes cientistas, ou simplesmente grandes profissionais para as mais diversas áreas do mercado de trabalho. E a nossa Universidade tem conseguido fazer isso com maestria, mesmo para sua pouca idade.

Você sabia que dois dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), orgão máximo do Poder Judiciário no Brasil, estudaram na Universidade de Brasília?

O Ministro Gilmar Mendes, primeiro ex-aluno da UnB a integrar o STF, graduou e pós-graduou-se na nossa Universidade e realizou seus estudos de doutoramento na Alemanha. Ele ainda dá aulas na nossa Universidade nas cadeiras de Direito Constitucional e Direitos Fundamentais. Vale lembrar que o professor e ministro é considerado um dos maiores constitucionalistas do nosso país.

O outro Ministro do STF ex-aluno da UnB é o Ministro Joaquim Barbosa, que também graduou e pós-graduou-se na nossa Universidade e realizou os seus estudos doutorais na Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas), França.

O ministro Joaquim Barbosa é o relator do processo de denúncia sobre o notório Mensalão. Em setembro de 2007 a revista Veja assim o definia:

O Brasil nunca teve um ministro como ele (…) No julgamento histórico em que o STF pôs os mensaleiros (e o governo e o PT) no banco dos réus, Joaquim Barbosa foi a estrela – ele, o negro que fala alemão, o mineiro que dança forró, o juiz que adora história e ternos de Los Angeles e Paris.

Agora deixando o direito de lado e indo para as ciências exatas, você sabia que o atual Chief Scientist do Microsoft Research, considerado o laboratório de pesquisas mais influente do mundo na área de ciência e tecnologia da computação, é um ex-aluno do departamento de Engenharia Elétrica da UnB?

O nome dele é Henrique Malvar ou como em seu perfil no Facebook, Rico Malvar. Ele chegou a Microsoft em 1997, mas antes disso fundou na nossa Universidade, como professor, o Grupo de Pesquisa em Processamento Digital de Sinais (GPDS), ainda em atividade na UnB.

Malvar é pós-doutor em Engenharia Elétrica e em Ciência da Computação pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e é autor ou co-autor de mais de 100 patentes e tem cerca de 150 artigos científicos publicados. Leia o perfil dele na Microsoft aqui: http://research.microsoft.com/en-us/people/malvar/.

Agora que já falamos sobre profissionais oriundos da UnB nas áreas de direito e da tecnologia, é chegada a hora de falarmos dos profissionais da saúde que nossa Universidade formou. Por exemplo, o atual Diretor Geral do Instituto do Câncer de São Paulo (ICESP) – que é maior centro oncológico da América Latina – graduou-se na UnB e chama-se Paulo Marcelo Gehm Hoff . O professor Paulo Marcelo é também o Diretor-Clínico da Oncologia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, onde leciona, como Professor Titular, a disciplina de Oncologia do Departamento de Radiologia.

Outro profissional da saúde forjado nos bancos da Universidade de Brasília é o médico e professor Antônio Sérgio Torloni. Ele é Professor Assistente do Laboratório de Patologias da Clínica Mayo, prestigiado centro de estudos médicos dos Estados Unidos.

Além disso, dentre os profissionais na área de ciências sociais que estudaram na UnB podemos citar dois nomes de peso: o economista Alexandre Antônio Tombini e a também economista Marcelle Chauvet.

Antônio Tombini é o atual Presidente do Banco Central do Brasil e formou-se na nossa Universidade em dezembro de 1984 e entre março de 1993 e dezembro de 1994 foi Professor Visitante do Departamento de Economia da UnB. Tombini é Ph.D em economia pela Universidade de Illinois nos Estados Unidos.

Finalmente, Marcelle Chauvet é Chefe do Departamento de Estudos Latino-Americanos da Universidade da Califórnia e é a pessoa por trás de um dos mais eficazes métodos estatísticos utilizados pelo Banco Central dos Estados Unidos (Federal Reserve) na detecção de recessões. O modelo estatístico criado por Chauvet chama-se “Modelo de Fator Dinâmico com Regime de Markov” e assim foi definido por Gabriel Pérez-Quirós, chefe da Divisão de Estudos Macroeconômicos do Banco Central da Espanha:

“Ele deu início a uma promissora linha de pesquisa, que consideramos a mais adequada para desenvolver um sistema de alerta contra crises”.

Visite a página na internet de Chauvet aqui: http://sites.google.com/site/marcellechauvet/

A nossa Universidade produziu grandes profissionais como esses, e tantos outros, quando fomos submetidos à ciência e não ao proselitismo. Quando fomos submetidos a “um método de análise, no qual a pluralidade cultural e a paixão pela pesquisa não ficam submersos na ideologia” (FHC). E é assim que deve ser!

Mateus Lôbo é estudante do Instituto de Ciência Política – UnB e como membro da Aliança pela Liberdade foi eleito representante discente para o Conselho Superior (Consuni), UnB.



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